segunda-feira, 28 de março de 2011

o gol 100 e a vitória do São Paulo

A manchete do dia poderia ser que o São Paulo venceu o clássico contra o Corinthians, poderia ser que o tricolor paulista quebrou o tabu de onze jogos sem vencer o rival, poderia estar ligado ao placar e suas conseqüências na tabela de classificação, mas o dia é mesmo de Rogério Ceni. O goleiro artilheiro anotou seu gol 100, numa bela cobrança de falta que ele não acertava a algum tempo, e, com esse gol deu a vitória ao São Paulo diante do Corinthians, quebrando o tabu de não vencer o clássico.
            Se o Corinthians tivesse vencido e Rogério tivesse feito o gol, a importância seria a mesma, mas com certeza tiraria muito do brilho do feito e ouviríamos Rogério dizendo que trocaria o gol por uma vitória e toda aquela conversa fiada que já conhecemos e os corintianos teriam razões a mais para tentar diminuir o feito, diminuição que, ainda mais tendo o São Paulo vencido o jogo é absurdo. O primeiro gol 100 de goleiro na história do futebol aconteceu com um cara totalmente identificado com o clube, contra um dos maiores rivais quebrando um jejum de vitórias incomodo, quer mais?
            Rogério Ceni não é o melhor goleiro de todos os tempos como acreditam alguns são paulinos, nem um goleiro comum debaixo das traves que só ganhou fama por saber bater faltas como acreditam alguns rivais, Rogério é um excelente goleiro, tem bom posicionamento e reflexo apurado, mas se tornou muito mais importante no futebol do que seria pelo sucesso nas cobranças de falta e mais do que isso, por passar toda a carreira defendendo o São Paulo, essa fidelidade que tantos boleiros ignoram é uma chave de sucesso profissional que só uma pessoa com a formação de Rogério é capaz de perceber.
            Para além do gol 100, há também o fato de que o São Paulo venceu o Corinthians, se Rogério tivesse feito alguns gols a mais ou a menos essa noticia hoje teria mais importância, mas ganhou por quê? Em primeiro lugar porque é mais time, ainda que Dagoberto, Fernandinho e Jean não sejam jogadores acima da média, estão vivendo um momento especial e desequilibrando jogos e ainda que a fase de Miranda e Alex Silva não seja das melhores, esses sim estão bem acima da média dos zagueiros em geral e quando acertam num jogo, como ontem, conseguem, por exemplo, anular Liedson que praticamente não jogou. O São Paulo também ganhou por deméritos do Corinthians, o time não tem um camisa 10 criativo, Morais é pura enganação e Danilo é uma opção muito mais aconselhável e pensem comigo, quando Danilo é o que se tem de melhor.... é problema. Jorge Henrique seria a opção pelos lados do campo, mas também está rendendo abaixo, a responsabilidade ficaria com Dentinho, o melhor corintiano em campo até cavar a expulsão mais estúpida do mundo e se tornar o principal vilão pela derrota. O São Paulo ganhou porque é melhor e jogou melhor, embora o encolhimento após o gol corintiano pudesse ter custado uma vitória mais que merecida e olha que a equipe não tinha Lucas, o mais infernal dos jogadores são paulinos.
            Para encerrar, as seleções da década do São Paulo:
           


PIORES: Alencar, Rafael, Jean, Julio Santos, Jorginho Paulista, Alexandre, Fábio Santos, Cléber Santana, Carlos Alberto, Rondon, André Lima;

MELHORES: Rogério Ceni, Lugano, Miranda, Alex Silva, Cicinho, Josué, Mineiro, Hernanes, Júnior, Kaká e Luis Fabiano.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Adriano no Corinthians

Adriano é jogador do Corinthians! A notícia é tão certa  tão incerta que me confunde na elaboração de um post sobre o assunto, dá a impressão de que depois do Corinthians anunciar Adriano e ele jogar suas primeiras partidas pelo time, ainda ficará a dúvida se ele vem mesmo tamanha a necessidade da diretoria corintiana em negar o que todo mundo sabe que está acontecendo.
            Se sabemos que está acontecendo então escreverei o post levando em conta a noticia como real, factual. Se Adriano é mesmo jogador do Corinthians então o clube fez uma baita bobagem.
            Por intermédio (e insistência) de Ronaldo, o Corinthians repatria um jogador como fosse o deputado ou diretor de empresa que coloca o parente ou amigo, sem experiência ou competência para o cargo, para lhe fazer um favor. O fenômeno fez um favor a Adriano, esnobado pela maioria dos clubes brasileiros, e lhe deu vaga no seu clube, sim, o Corinthians hoje, é um pouco de Ronaldo.
            O problema que Adriano traz para o Corinthians vai além da questão disciplinar, em primeiro lugar é uma contratação que o técnico não queria, Tite por mais que venha a negar agora (e o fará), não queria a contratação de Adriano e agora se verá obrigado a escalar um jogador que não queria parte do seu grupo, já que Adriano não chega para ser reserva (deveria ser), em segundo lugar porquê o Corinthians está montado, com seu grande jogador sendo justamente o centroavante, a incapacidade do “craque” Adriano em jogar em qualquer outra função que não enfiado na área vai custar a vaga de Dentinho, que vem bem, e deslocará Liedson da função em que ele tem rendido tanto, sendo um dos principais jogadores do país no momento, por fim Adriano traz um histórico de indisciplinas para um grupo que está fechado, comprometido, nas mãos do treinador, que, aliás, rende muito mais pela organização e comprometimento do que pela capacidade técnica da maioria dos seus jogadores.
            Adriano, a menos que venha para jogar muito e fazer inúmeros gols é um problema para o Corinthians. No Flamengo, por exemplo, há lugar para ele, dada a inoperância de Deivid e falta de um camisa 9 substituto que agrade o torcedor. Contudo o veto de Luxemburgo gerou a impossibilidade da negociação, Luxemburgo ainda que esteja devendo recentemente ainda tem moral para dizer “ele não vem se não saio eu”, se Tite o fizesse provavelmente sairia.
            Mas Luxemburgo não fez tão errado, se taticamente Adriano cabe no Flamengo, disciplinarmente seria arriscado demais, o treinador sabe do esforço que é manter compacto, unido e bem comportado um grupo que tem Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho e jovens, alvos fáceis do deslumbramento como Diego Mauricio e Negueba. Adriano viria dificultar essa relação, afinal, dá medo imaginar o que Ronaldinho e Adriano seriam capazes de fazer juntos, numa cidade como o Rio de Janeiro.
            Adriano cabia em outros clubes que nem tentaram sua contratação, como Cruzeiro e São Paulo, mas o tricolor paulista se desfez dessa necessidade com a vinda de Luis Fabiano, o grande problema é que Adriano viria de graça, Luis Fabiano custou uma fortuna, contrariando a máxima são paulina de não fazer loucuras. No Cruzeiro, a insatisfação de torcida e comissão técnica com Wellington Paulista tornavam Adriano uma possibilidade, veio Brandão, o Cruzeiro, para mim também fez bom negócio.
            Adriano caberia no Atlético-MG e há noticias de sondagens após a venda de Diego Tardelli para a Rússia, negócio, entretanto não evoluiu e o Galo, fazendo aniversário trouxe o ex- rival Guilherme. Adriano, porém, seria um erro tão grave como o do Corinthians em qualquer time do sul, o Inter teve seu centroavante convocado para a seleção, o Grêmio joga com dois num sistema que parece estar funcionando entre Borges e André Lima.
            Enfim, também interessado em Adriano esteve o Palmeiras, aonde Adriano, ainda que eu coloque um milhão de virgulas  na capacidade técnica desse jogador, caberia perfeitamente. O Palmeiras necessita de um camisa 9 urgentemente e usou a falta de dinheiro para contratá-lo como maneira de esnobar o atacante e o pior, ao contrário dos clubes citados acima, não trouxe ninguém pro lugar, ou seja, vai continuar jogando sem centroavante.
            Problema grande do Palmeiras, mas também problema grande pro Corinthians, pois se há um time que não precisava dessa contratação era justamente o do Parque São Jorge, agora há um técnico desprestigiado com a possibilidade de perder o comando sobre o grupo de jogadores, o risco do sacrifício de Dentinho e Liedson custar o bom futebol do ataque e as enormes dores de cabeça que só Adriano é capaz de gerar. Não é impossível dar certo, mas eu não contrataria, ou pelo menos, para o Corinthians não.

As cotas de televisão

             A polêmica das cotas de televisão toma conta do noticiário esportivo dia após dia, antes de postar qualquer coisa sobre o assunto no blog preferi esperar e acompanhar mais sobre as possibilidades de desfecho do episódio. Uma coisa era evidente desde o princípio, as emissoras de televisão, leia-se Globo, não ficaria por baixo, a princípio, meu grande medo era que os clubes acabassem sendo os grandes prejudicados nessa corrida televisiva, caindo num conto do vigário, seduzidos por propostas aparentemente vantajosas e depois, presos em contratos mirabolantes, apenas perdessem dinheiro. Essa hipótese não está descartada, mas não me parece ser efetivamente o que vai acontecer, o grande golpe da Rede Globo deve ser mesmo nas outras emissoras e o maior prejudicado deve ser mesmo o Clube dos 13.
            Para quem não sabe, o Clube dos 13 foi fundado no final da década de 80 como uma organização dos principais clubes do Brasil, inicialmente para a realização do campeonato brasileiro de 1987, dada a desistência da CBF em fazê-lo, desde então, vem funcionando como um órgão onde os clubes discutem seus interesses de maneira coletiva e um intermediador em negociações como a das cotas de televisão, durante as últimas duas décadas tais negociações sempre foram feitas por esse intermédio, até esse ano em que alguns clubes começaram a achar mais vantajosos a negociação individual, fato que ocorreu dado ao maior número de emissoras interessadas na transmissão do campeonato brasileiro, como Record e Redetv que até esse ano não os transmitiam.
            Trata-se de nada mais nada menos do que uma queda de braço, as emissoras competindo entre si pelos melhores contratos e os clubes, não mais unidos competiriam pelo maior faturamento. O problema é que essa queda de braço é absolutamente desigual, como se fosse Anderson Silva VS Lucas Leão, ainda que a Redetv tenha assinado contrato no Clube dos 13 com os clubes que concordaram em permanecer negociando pela entidade, a Globo já abraçou outros diversos com propostas mais vantajosas e, como sabemos, um jogo só pode ir ao ar caso os dois clubes estejam de acordo com isso. Com a negociação conjunta, não havia problemas nesse sentido e os repasses eram feitos normalmente, agora, já não sabemos se um clube com contrato com uma emissora outro com outra permitiram a transmissão das duas, agora vale o cada um por si.
            Obviamente isso vai render muita polêmica, mas ainda é difícil prever que alternativa os clubes e emissoras arranjaram para resolver a situação, mas o maior problema continua sendo a disparidade na possibilidade de alcançar interesses, não apenas a Globo leva vantagem sobre as outras como os grandes clubes levam imensa vantagem sobre os menores, a Record recentemente, ao perceber as dificuldades da concorrência que assumiu ironizou dizendo que enquanto Flamengo e Corinthians estivessem disponíveis seus interesses estavam de pé, pois o que importa é ter a duas maiores torcidas do país, as que realmente dão audiência. É verdade, para as emissoras é tanto melhor ter contrato com os maiores clubes, que obviamente receberão as melhores propostas, com o passar dos anos a diferença de receita entre os mesmos se tornará colossal, tornando impossível a competitividade de um clube do nordeste com outro do Rio, só para citar um exemplo, é mais uma demonstração da batalha Davi e Golias expressa em todos os lados dessa disputa.
            O contrato proposto pela Record ao Corinthians gerou dúvida no próprio clube sobre as vantagens que geraria. Foi oferecido um valor multimilionário pelos direitos de transmissão do ano todo e apenas do Corinthians, ou seja, o fiel torcedor teria a certeza de poder durante o ano todo acompanhar seu time pela TV na Record, ótimo não? Não, como para a emissora, só interessam Corinthians e Flamengo, todos os jogos do timão seriam transmitidos para o estado de são Paulo, inclusive os realizados na capital paulista, o que poderia impulsionar um desinteresse do próprio torcedor em ir ao estádio.
            Acima de qualquer juízo sobre o caso, vejo cada clube e cada emissora com todo o direito de buscar de maneira lícita seus interesses, essa busca, contudo, pode gerar conseqüências sendo que as principais citei nos parágrafos anteriores, a resolução dessa confusão é cena dos próximos episódios e que seja tudo logo resolvida antes que o maior prejudicado seja mesmo o telespectador.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Os melhores e piores do Grêmio

Semana fraca no futebol, a ladainha de sempre de técnico lá, técnico cá, jogador lá e cá, tal jornalista garante que uma coisa vai acontecer e outro garante exatamente o contrário. Coisas chatas e que não servem para gerar um comentário, fiquem então com a seleção do Grêmio na década.


Tavarelli (Uma charge de jornal o mostra sendo assaltado e não colocando as mãos na cabeça porque não consegue, é provavelmente o pior goleiro de todas as seleções ruins);
Lucianinho (expoente do time que cuidadosamente levou o grêmio à série B em 2004)
Denis (contratado para jogar a série B, não tinha nível pra isso);
Fábio Bilica (um exemplo de falta de qualidade, em seu currículo muito sangue e alguns vexames, inclusive no Grêmio);
Alvim (segundo a torcida gremista tinha uma capacidade ímpar de conduzir a bola para fora do gramado);
Leanderson (foi revelado pelo clube no começo da década, participou do rebaixamento e depois foi rodar ano a no entre milhares de times de média e pequena expressão);
Douglas Silva (também revelação da casa, ficou sem clube dois anos após o rebaixamento, assim como está hoje depois de passagem pelo Ceará ano passado);
Saraiva (eu não lembro bem, mas xingado pelos gremistas e com esse nome, merece);
Ênio Oliveira ou Eninho (daqueles que não conseguem imendar uma sequência de anos num único clube, nas suas andanças, destaque para a participação fraca na segundona pelo Grêmio);
Fábio Pinto (das categorias de base do Inter, chegou ao Grêmio em 2004 para fazer favor ao time que o revelou rebaixando o rival, sofria de depressão);
Pedro Júnior (Ainda que tenha feito o gol do título gaúcho de 2006, teve muito mais atuações ruins ou péssimas do que aproveitáveis);


Victor (atual goleiro da seleção, Victor foi uma grata aparição no Grêmio);
Ânderson Lima (você pode estar contestando, mas o lateral foi um dos grandes destaques do time no começo da década);
Ânderson Polga (foi tão firme em 2001 que recebeu chance com Felipão na seleção do penta);
William (criou identificação com o Corinthians, mas no Grêmio foi fundamental em momentos delicados);
Roger (o lateral esquerdo mais querido da história tricolor esteve presente na conquista da copa do Brasil 2001);
Fábio Rochenback (revelado no rival, superou a desconfiança e ganhou a torcida no final da década);   
Lucas (revelação da base, aposta atual na seleção brasileira);
Ânderson (promessa da base fez o gol da batalha dos aflitos que lhe rende a nomeação na seleção);
Tcheco (o dono do meio campo em 2007, o dono do time em 2008, chegou com o clube ao vice da Copa Libertadores e do Brasileirão nesses anos);
Marcelinho Paraíba (o grande jogador da conquista da copa do Brasil 2001 principal conquista gremista na década);
Maxi Lopes (não conquistou nada grandioso, mas seus gols e boas atuações tornam ele provavelmente o melhor centroavante da década gremista);

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Real, Mourinho e o Lyon

O tabu acabou, o Real Madrid está nas quartas de final e para lavar a alma dos madrilistas foi justamente contra o Lyon, seu maior pesadelo em Ligas dos Campeões nesse período obscuro de oitavas. Tem gente que defende piamente que técnico é super valorizado, alguns que são inclusive grandes jornalistas esportivos, mas trata-se mesmo de uma falácia, foi só chegar José Mourinho  o time começou a alcançar resultados muito mais expressivos do que tivera desde que o auge da era galáctica começou a declinar e a tornar-se apenas um aglomerado de estrelas, muito mais do que um time.  
            Mourinho é sim idolatrado demais pelos que o admiram e criticado demais pelos que não gostam dele, fala como se ele fosse infalível e não estivesse cinco pontos atrás do Barcelona no espanhol, criticam como se ele não tivesse méritos em ter ganhado duas ligas, estar invicto em casa a sete anos, como se fosse retranqueiro, usando o jogo contra o Barcelona, pela Inter na edição passada no Camp Nou como exemplo, se esquecendo do jogo de ida, em Milão, em que o Inter fez uma partida perfeita agredindo os catalães.
            Mas não só de Mourinho vive o Real, o técnico é apenas o comandante de uma equipe excelente, sensacional, de Cristiano Ronaldo, que precisaria apenas da não existência de Messi para ser soberano no mundo de hoje, Di Maria, Ozil, o agora goleador Benzema, que fosse Higuain e Marcelo, por que não citar o lateral esquerdo que injustamente não é o titular da seleção brasileira?
            Ontem tudo começou com uma jogada do brasileiro, que serviu Cristiano, recebeu de volta, driblou dois e tocou matando o goleiro. Ainda teve Benzema, recebendo livre após lançamento de Marcelo, e Di Maria fazendo por cobertura o gol mais fácil da história, depois de três jogadores do Lyon pedirem para que ele o fizesse, um deles perdendo uma bola absurda na intermediária e outros dois batendo cabeça.
            O time do Real é muito bom, como eu já disse antes, mas ontem não foi preciso fazer força, o Lyon simplesmente não se achou, foi uma partida horrível de todos os jogadores da equipe francesa, a exceção do goleiro Lourris, que mostrou a razão de ser titular da seleção francesa e tem realmente muito a mostrar. Fica a expectativa para o sorteio das quartas amanhã.

A quarta molhada no triagulo mineiro

            Dos jogos da quarta - feira a noite, assisti apenas a Palmeiras e Uberaba, in loco, portanto, não acompanhei nada dos outros jogos, não podendo comentar muito sobre eles. Claro que merecem destaque a goleada do Cruzeiro, que já aplicou goleadas humilhantes nos três diferentes adversários de um grupo tido como difícil antes da competição começar, a derrota do Santos que torna dificílima a classificação, que eu acredito que virá, mas à custa de um sofrimento, no mínimo, desnecessário e o Flamengo eliminando novamente o jogo da volta e dessa vez contra um adversário tradicional, que vem mal das pernas, mas tradicional, mostrando que as coisas estão mesmo no lugar pelos lados da gávea e Adriano é uma aposta muito arriscada.
            Já em Uberaba, o Palmeiras, que praticamente jogou em casa, teve como seu principal adversário um gramado simplesmente lamentável, uma verdadeira poça de chiqueiro e como bom porco que é, o Palmeiras se esbaldou, Luan e Kleber fizeram dois gols cada e resolveram o jogo, mas fica como destaque positivo a atuação do jogador mais amado e do mais odiado pela torcida palmeirense, Valdivia atordoou a defesa mineira e a cada dia da um passo mais largo para ser o jogador que a torcida espera e Rivaldo, colecionando más atuações ontem foi bem pela esquerda auxiliando bem Luan e facilitando a vida do atacante para que o mesmo fosse a gente e fizesse seus gols e destaque negativo para Assunção, apoiado pela torcida, mas que, ainda que tenha acertado o escanteio para o primeiro gol, tem errado o pé nas cobranças de falta e ontem como muitas vezes esse ano, não ajudou com a bola rolando, Assunção precisa carimbar a pontaria se quiser ser o jogador diferente que ele, a torcida e a comissão técnica do Palmeiras desejam, caso contrário, não há mesmo muito porquê renovar seu contrato.
            O jogo de ontem não foi um jogo de variação tática, de marcação ou qualquer coisa que dê uma injeção no post, foi um jogo em que uma equipe muito superior venceu facilmente uma equipe muito inferior por se adaptar com mais qualidade a um gramado sem condições de jogo, para Felipão fica o mérito da opção por Luan, mais força e mais cruzamentos do que a velocidade de Michael Jackson que seria provavelmente nula na grama encharcada.
            O Palmeiras bateu em morto? É provável, apesar do desrespeito desnecessário com os atletas do Uberaba, mas é fato que mesmo no campeonato mineiro a equipe vem mal e perde quase todos os jogos que faz em casa, venceu apenas uma, longe de seus domínios. Mas o Palmeiras mostra avanços, contra equipes também ruins do interior paulistão Palmeiras sofreu para vencer ou ficar no 0 a 0. Contra o Santo André, possível adversário na próxima fase da Copa do Brasil, o caso foi mais emblemático, o time do Santo André rivaliza com o Uberaba em qualidade e a partida sem gols só serviu pra mostrar que sem Kleber e Valdivia o time não tem a menor condição.

terça-feira, 15 de março de 2011

A Liga como deve ser

            A Liga dos Campeões nos brindou hoje com a que foi, sem dúvida alguma, a melhor partida da atual edição até agora. Bayern e Inter fizeram uma partida vibrante, com um tempo para cada equipe, grandes jogadas, mas também grandes vacilos que rechearam a partida de alternativa e emoção.
             O jogo que já era convidativo por ser uma reedição da última final foi ainda melhor hoje do que foi em maio de 2010 em Madri, na ocasião Diego Milito foi “o cara” que resolveu para os italianos, hoje, sem contar com o argentino lesionado, a Inter já não sente mais falta dele, primeiro pela má fase do mesmo até quando joga, segundo pela fase infernal de Eto’o que parece não ter fim, hoje, após receber passe em posição de impedimento abriu o placar logo nos primeiros minutos. Mas o Bayern não sentiu o gol como a Inter sentiria mais tarde e tratou de ir pra cima pra evitar a prorrogação, o bom futebol pelos lados do campo com Ribery e Robben funcionava, Muller e Gomez encostaram um no outro no centro e dificultavam a saída de bola do time italiano mantendo-a quase sempre no campo de ataque do Bayern, faltava pressionar mais o gol de Júlio César e o caminho foi encontrado em um chute de longe, Robben fez sua jogadinha típica, abriu na direita pra bater de canhota e mandou um petardo, a bola foi forte, mas não justifica o goleiro brasileiro tê-la soltado, foi um frango sim, na sobra Mario Gomez escorou e empatou.
            A partir daí só deu Bayern no primeiro tempo, o domínio do meio de campo que já acontecia se uniu às constantes ameaças ao gol adversário, Júlio Cesar, é bom destacar, se redimiu da falha com boas defesas, porém quando outro brasileiro falhou, após passe na meia lua, Thiago Motta tentou cortar, mas acabou acionando Muller, que tirou de Júlio e fez mais um. A cada gol a Inter sentia mais e completamente atordoada foi dominada nos minutos seguintes, o Bayern perdendo chances e mais chances de matar o jogo haveria de pagar. Pagou no segundo tempo quando a Inter voltou mais ligada, diminuiu a tensão e esfriou a cabeça no vestiário e começou a organizar seu jogo, o Bayern cada vez mais recuava e abdicava o ataque achando impossível levar dois gols em um tempo, não era.
            O que mudou de vez o futebol da Inter foi a entrada de Phillipe Coutinho no lugar de um Stankovic lamentável, o brasileiro, que tem bola de sobra pra ser titular da equipe infernizou a vida dos marcadores e facilitou a vida de Sneijder na criação do meio campo, primeiro ele inverteu uma bola perfeita para Pandev amortecer e o holandês chegar batendo, 2 a 2. A Inter cresceu no jogo, o Bayern encolheu ainda mais e apostou tudo em não sofrer o terceiro gol, mas não tinha jeito, após lançamento do campo de defesa Eto’o disputou bola com o brasileiro Breno, deu pra ter dó do zagueiro que falhou no combate e permitiu que o camaronês se lançasse a frente e rolasse pra trás para Pandev apenas conferir.
            Resultado justo, como também seria justo se o Bayern tivesse fechado a conta já no primeiro tempo, pena que apenas um avance, pois ambos mostraram bola madurinha para seguirem na competição, mas só o time italiano seguirá, assim como o Manchester, que numa partida bem menos emocionante bateu o Olympique de Marselha por 2 a 1 com dois gols de Chicharito,  desconto de Heinze e também segue sonhando. É candidato ao título sem dúvida alguma, mas nem de longe é um dos meus preferidos, o futebol do Manchester na temporada é um dos mais mecânicos e sem graça que acompanhei em muito tempo sendo difícil ver, quando os Red Devils estão em campo partidas tão boas, vibrantes e emocionantes como a que fizeram Inter e Bayern hoje na Alemanha.  

segunda-feira, 14 de março de 2011

Muricy, Fluminense e o Santos: uma história de mistério.

Não discordo da opinião geral de que a saída de Muricy Ramalho do Fluminense foi muito estranha ou, no mínimo, mal explicada. Muricy deixou o comando técnico das Laranjeiras alegando problemas de estrutura no clube, os quais foram assinados embaixo pelo atual presidente, me pareceu conversa pra boi dormir, se Muricy queria uma melhor estrutura de trabalho, reformar num clube, um novo C.T ou quaisquer que fossem suas reivindicações para a diretoria e, a mesma está, como disse Peter Siemsem, totalmente inclinada em dar ao Fluminense essa “nova cara” então as partes poderiam se entender e trabalhar juntas pela causa.
            Alguma coisa a mais deve ter acontecido para Muricy Ramalho decidir deixar o Fluminense, seja alguma dificuldade de convivência com a nova presidência, seja revolta pela saída do ex- diretor de futebol Alcides Antunes, declaradamente amigo pessoal do treinador, seja um consenso de que o Fluminense vem muito mal, especialmente na Copa Libertadores e que o melhor é mudar o futebol de direção, sejam as contratações feitas sem consulta, enfim, milhares de explicações. Porém, a mais problemática e polêmica é a de que Muricy já estaria apalavrado com o Santos e preferiu largar o barco e foi mesmo um abandono de barco já que m dez dias o Fluminense fará seu jogo mais importante até aqui, agora, sem treinador e sem rumo, torna-se fácil cravar uma eliminação precoce do tricolor e deixa a dúvida até mesmo para o restante do ano. Justamente Muricy, que sempre foi um cara ético, sempre se destacou pela conduta, que inclusive abandonou a possibilidade de treinar a seleção brasileira em nome de seguir o projeto que possuía no Fluminense agora é suspeito de ter tomado provavelmente a atitude mais antiética que o esporte presenciou nos últimos tempos.
            Eu não acredito totalmente que isso seja verdade, Muricy sempre pareceu ser radicalmente contrário a esse tipo de coisa, mas com explicações tão fracas, tão contraditórias e com a quase certeza de que Muricy assumirá o comando técnico do Santos em breve, se não essa semana na próxima, a suspeita vai mesmo ficar no ar.

Seguem os destaques do Fluminense na década, um bom time de melhores com base no título brasileiro e no finalista da Libertadores e com o bi artilheiro do começo dos anos 2000 e um time de piores que é simplesmente magnífico e prova que os clubes brasileiros todos, sem exceção, são mestres em cometer grandes burradas.

MELHORES: Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Leandro Euzébio, Junior César, Marcão, Valencia, Roger, Conca, Thiago Neves e Magno Alves;


PIORES: Zé Carlos, Rissut, Andrei, Edcarlos, Fábio Santos, Fabinho, Radamés, Bismarck, Leandro Bonfim, Cláudio Pitbull, Alex Terra.

domingo, 13 de março de 2011

O retorno de Ganso e os destaques do Santos

De toda a rodada do fim de semana nada é mais chamativo que a volta em grande estilo de Paulo Henrique Ganso à equipe santista. Num fim de semana de clássico inglês, vacilo dos grandes no italiano, nada de vacilos dos grandes no paulista e Fla- Flu, o mais importante é mesmo o jogo que fez Ganso contra o Botafogo- SP.
            O Santos fazia uma partida só razoável contra o time de Ribeirão Preto, num 0 a 0 sonso que o impedia de dormir na liderança e permitia ao tradicionais rivais deixá-lo para trás na tabela de classificação, resultado péssimo até para a auto estima de um time que vai precisar jogar bem nas partidas restantes da Copa Libertadores.
            Intervalo de jogo e nada de gol, foi quando Marcelo Martelotte decidiu lançar Ganso de volta já no inicio do segundo tempo, em um toque na bola ele foi decisivo, lançou Zé Eduardo com perfeição para o atacante só rolar para Elano conferir e abrir o marcador. Faltava o golpe final, o lance que definiria o retorno do meia como sensacional, quando Zé Love fez outro cruzamento para a área dessa vez foi Ganso quem escorou para marcar.
            O Santos, ainda que tenha problemas está muito a frente dos outros times porque tem jogadores espetaculares, enquanto os outros esperam o brilho de um jogador individualmente o Santos possui dois que decidem por si só, Ganso e Neymar, e coadjuvantes de tanto luxo que seriam referência em outro time, caso de Elano. Não fazer esse time jogar é mesmo um ato criminoso e pelo elenco que tem o Santos é sim meu favorito ao título paulista e tem tudo pra levar a Libertadores, com a volta de Ganso e Neymar isso deverá ficar mais claro.
            Seguem as seleções santistas da década, o dos melhores é de longe o melhor time que essa década produziu no futebol brasileiro, o de piores, cheio de medalhões e algumas peças raras também tem seu valor.

MELHORES: Fábio Costa, Elano, Alex, Edu Dracena, Léo, Renato, Zé Roberto, Diego, Paulo Henrique Ganso, Robinho e Neymar.

PIORES: Henao, Luizinho, Evaldo, Astorga, Reginaldo Araujo, Emerson, Rodrigo Mancha, Lucio Flavio, Tripodi, Marcelo Peabirú e Robgol.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Os piores e os melhores do Corinthians

Texto do corintiano Gustavo Degani, ficam meus agradecimentos pela colaboração;

G – Jhonny Herrera: Chegou com status de bom jogador, titular da seleção chilena. Teve diversas oportunidades de ser titular, mas sua estatura de anão e suas mãos de alface não permitiram.
LD – Marcos Tamandaré: Vindo do Sport, chegou como solução da lateral, mas apresentou diversas deficiências: Tinha um péssimo apoio ao ataque associado a nenhuma habilidade defensiva. Quando acertava um passe, era lucro. E tinha um péssimo condicionamento físico, não agüentava os 90 minutos.
Z – Marinho: Marinho é, de todos da lista, o que mais fez a pressão arterial dos corintianos ir às alturas: era regularmente horroroso e jogou uma infinidade de jogos como titular. Destaque pra sua velocidade – zero.
Z – Valdson: Destrambelhado, grosso e destemperado. Tinha como principal habilidade entregar jogos decisivos, como no jogo contra o atlético paranaense em que entregou dois gols em 5 minutos. Tem outro diferencial: ser feio pra burro.
LE – Vinícius (Fininho): Uma lenda do time, sua habilidade com a bola era digna de pena. Entregou jogos na Libertadores com seu destempero e com atuações pífias no ataque (já que defender ele nunca conseguiu). Seu principal feito futebolístico foi apontar o dedo médio à torcida gaviões da fiel e, por incrível que pareça, sobreviver.
M – Bóvio: Um cara que dá preguiça de escrever sobre, de tão ruim que era. Dói o coração. Entrava normalmente no segundo tempo, e tinha uma meta: ganhar um cartão amarelo em menos de 2 minutos, objetivo que conseguia com maestria. Batia até na mãe, e errava todos os passes, além de querer, sem sucesso, ser raçudo.
M – Cocito: Caneleiro, muito fraco, triste. Acumulou vários cartões, passes errados e tudo de ruim em um jogador. Por sorte, não durou muito. Horroroso.
M – Pingo: Após jogar relativamente um futebol “ruim, mas aceitável” nas categorias de base em 99, Pingo subiu para sua jornada de quatro longos anos como profissional. Foi boa parte reserva, mas quando entrava nas partidas nos deliciava com sua falta de intimidade com a bola. Como marcador, desculpem o trocadilho, era uma água.
A – Clodoaldo: Era pra ser o salvador do time de 2007, era artilheiro da série B. Era muito grosso e perdia todos os gols possíveis. Tinha altura, mas não sabia cabecear. E ele já foi minha esperança de gol um dia...
A – Abuda: Um exemplo clássico de lixo. Abuda era ruim até no nome. Ele tinha dificuldades motoras de correr com a bola, tentava demais e acertava de menos, e não sabia finalizar. Horroroso. Ainda conseguiu jogar no Vasco, no mesmo nível.
A – Santiago El Tanque Silva: Uma lenda. Jogou poucas partidas e perdeu tantos gols-feitos que ficou marcado com a torcida. Estava visivelmente gordo. Se uma bola viesse rasteira, ele a levantava para chutar de canela. Hoje é matador no futebol argentino, e que fique por lá.
Para alivio dos corintianos não só disso se fez década, que tal um time formado por: Dida, Rogério, Chicão, Fábio Luciano, André Santos, Cristhian, Vampeta, Elias, Ricardinho, Tevez e Ronaldo. Uma suave diferença.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Os melhores e piores do Vasco

Hélton (grande goleiro, de seleção)
Wagner Diniz ( inconstante, mas seus melhores momentos foram no Vasco)
Dedé (esse menino ainda vai longe)
Wellington Paulo (referência no time, batia pênaltis e comandava a defesa)
Ramon (na falta de alguém melhor)
Paulo Miranda (na falta de alguém melhor II)
Andrade (o canhão da colina se fez merecedor da vaga)
Juninho Paulista (esse craque de verdade, com a camisa do Vasco chegou à seleção do penta)
Leandro Amaral (grande campeonato em 2006)
Alex Dias (que fase infernal viver Alex Dias no Vasco, outro artilheiro dos golaços)
Romário (o melhor centroavante de todos os tempos foi artilheiro em 2005 e fez seu gol 1000 em 2007);


Tiago (nunca emplacou)
Élder Granja (que decepção)
Santiago ( escolher os zagueiros foi um desafio...)
Fabiano (... mas entre os muitos “grandes nomes” esses dois se destacam)
Ozéia ( nome, cara e futebol de grosso)
Rodrigo Souto (odiado pelos vascaínos)
Leandro Bonfim (ele lembra rebaixamento)
Abubakar ( hã???)
Leo Lima (muita expectativa pra quase nada)
Regis Pitbull (um nojo)
Andre Lima (sim, ele jogou lá, e mal...)

Vasco, sonho e pesadelo

            O Vasco venceu a primeira na taça rio anunciando, finalmente, um futuro melhor para o seu torcedor após o inicio trágico na Guanabara e a derrota na estréia do segundo turno para o Macaé, 4 a 2 sobre o Duque de Caxias.
            O time do Vasco está longe de ser confiável, mas não me parece tão ruim quando já anunciaram os resultados, falta aquele jogador com capacidade de decidir, assumir a responsabilidade e desequilibrar.
            Esse jogador poderia ser Felipe, que fez bonito gol de pé direito hoje, mas o astro canhoto está ficando velho e não tem mais cancha para carregar um time nas costas, ele faz o drible, acerta o passe e o companheiro vai ter que acertar no que fizer com a bola na sequência, o craque poderia ser Eder Luis, que desequilibrou no ano passado, mas vem num inicio de temporada muito abaixo do esperado, é irregular e ainda não assumiu seu papel de referência no time, talvez Bernardo, mas o menino é jovem, nunca emplacou no Cruzeiro e apesar do toque refinado em bolas paradas, não desequilibra com a bola rolando, na lateral esquerda, na defesa, os excelentes Fernando Prass e Dedé ajudam para que o time não tome gol, mas obviamente não podem garantir que o time os faça.
            Percebam, só nessa observação, citei cinco bons jogadores do Vasco, nenhum o craque ideal que qualquer time precisa, mas suficientes para impedir que o ano seja a catástrofe que o torcedor chegou a imaginar, isso porquê não citei os laterais Fagner e Ramon, o faro de gol de Elton e a boa cobertura de Eduardo Costa, enfim, o time do Vasco que como eu já disse está longe de ser confiável, também está longe de ser uma tragédia, é limitado, mas bem treinado pode salvar o ano de um pesadelo e Ricardo Gomes parece ter encontrado a fórmula para isso, se em cada jogo um desses jogadores estiver num dia infernal o Vasco pode acontecer, hoje foi Bernardo, com um passe e um pênalti sofrido e convertido, no próximo jogo poderá ser outro e assim o pesadelo vascaíno em 2011 abre aos torcedores de São Januário uma breve possibilidade de sonhar. Um sonho baixo, mas mesmo assim sonho.

terça-feira, 8 de março de 2011

A Liga na terça

           O Arsenal bem que tentou, mas a vaga nas quartas de final da Copa dos Campeões da Europa é mesmo do Barcelona. Resultado não só justo como anunciado pelo que se viu no gramado do Camp Nou nesta terça. O Barcelona é uma máquina, não existe local ou adversário que o faça mudar seu estilo, que ameace seu jogo de paciência e, em muitos casos, o massacre de 10 homens no campo do rival e bombardeio ao goleiro.
            Foi assim hoje, em mais do que grande parte do jogo o Barcelona empurrou e comprimiu o Arsenal em seu campo de defesa, trocando passes entre os muitos marcados Messi, Villa, Iniesta, Pedro e Xavi, só Mascherano tinha tempo de pensar o que fazer com a bola quando a tinha no pé, mas não é o melhor passador do mundo e por isso dificultava uma jogada mais objetiva, ao longo de todo o primeiro até os acréscimos, o Arsenal parecia que resistiria à enorme pressão do time catalão com boa atuação da dupla de zaga Djourou e Koscielny do goleiro Almunia. Mas foi justamente Fabregas quem entregou o ouro ao tentar um passe de calcanhar na entrada da área, erro de principiante que resultou no passe de Iniesta pra Messi dar um chapeuzinho no goleiro e fazer um golaço.
            No segundo tempo, num lance esporádico, escanteio pro Arsenal, Busquets fez contra e acirrou os ânimos, dando novamente a impressão de que o Arsenal estava vivo na briga, estaria não fosse a forçada expulsão de Van Persie por prosseguir uma jogada após o apito do árbitro. A partir daí não houve tempo nem pra respirar, o Barcelona enrijeceu ainda mais o cerco ao gol do Arsenal, parecia um monstro em azul grená contra uma indefesa criatura amarelo mostarda, e não teve jeito, ainda que o Arsenal tenha fugido às suas características e marcado bem, Iniesta fez grande jogada pelo meio, soltou rapidinho com Villa (mal no jogo) que tocou de leve para Xavi, de cara para Almunia concluir, 2 a 1, faltava o golpe fatal e veio num pênalti confuso em cima de Pedro, mas existente pela minha observação, Messi não permitiu a Almunia nem sair do lugar e a classificação estava praticamente assegurada, faltava ainda o tiro de misericórdia, pois o 3 a 2 levava o time londrino à próxima fase, contudo o tiro não veio ainda que o cerco tenha permanecido, mas o afunilamento do jogo no campo do Arsenal serviu para evitar a chegada dos ingleses em busca do gol que lhes classificaria e mesmo com vantagem no placar, o Arsenal parecia incapaz de tocar bola e sair do campo de defesa para bolar um contra ataque, o que ocorreu uma única vez em alta velocidade pela direita, Bendtner que entrou no segundo tempo e quase não viu a bola ficou de frente pra Valdez pra perder um gol feito.
            O saldo do jogo foi um Arsenal valente, heróico até, diante de um Barcelona muito, muito superior, não tinha muito jeito de o classificado ser outro.

            E que fase da Roma, após selar o fim do contrato de uma das piores contratações de sua história a equipe foi tentar um milagre na Ucrânia, não conseguiria, todos sabíamos após ter perdido do Shaktar por 3 a 2 em plana capital italiana, mas levar uma goleada de 3 a 0 não era necessário, a exceção do Napoli, os clubes italianos estão mesmo precisando se reconstruir.

terça-feira, 1 de março de 2011

Clássicos pela Europa

            Mais que anunciadas as vitórias de Milan e Chelsea nos clássicos desse começo de semana no velho continente. Anunciadas pelas posturas das equipes durante a partida, pra quem assistiu aos jogos os resultados foram mais que naturais.
            Segunda na Itália, Milan e Napoli duelavam pela ponta da tabela, se vencesse o time do sul da bota alcançaria o rossonero em pontos e a briga se tornaria ainda mais interessante. Mas nem o jogo chegou a ser tão interessante assim, não chegou a ser um massacre, mas foi uma vitória pra lá de incontestável. Ainda no 0 a 0 do primeiro tempo o Milan detinha a posse de bola e atacava sempre em bloco, Gattuso e Van Bommel faziam uma parede na altura da meia lua enquanto Abate e Jankulovsky apoiavam pelos lados e os atacantes Pato, Robinho e Ibrahimovic enchiam a área. Já o Napoli resistia como podia ao ímpeto do milanês e não tinha absolutamente criatividade para fazer a bola chegar da defesa pro meio e principalmente do meio pro ataque, fugiu até as características do ex- time de Maradona na atual temporada, um dos mais agradáveis de ver jogar na Europa, nessa segunda, contudo, foi só e me leve a sério, somente chutões pra frente, o pobre Cavani não tinha a menor condição de competir com as boas coberturas do monstruoso Thiago Silva.
            No segundo tempo, logo cedo, um pênalti duvidoso deu a Ibra a oportunidade de abrir o placar, o sueco não desperdiçou e tornou tudo ainda mais fácil pro Milan que além de já dominar quase todos os setores do campo, ainda teve espaço pra atacar e especialmente contra atacar, de onde surgiram mais dois gols em belas jogadas de Pato. Na primeira chegou pelo lado da área e rolou pro meio como se bola pedisse, me escorem que será gol, na segunda numa bola lançada do campo de defesa, ganhou na velocidade de dois zagueiros, conduziu por toda a intermediaria e deu um chute de rara felicidade, golaço que dá moral para a convocação de quinta, praticamente mata o Napoli da chance de ser campeão e deixa o Milan com alguns dedinhos na taça.
            Na terça em Londres, confronto que não valia exatamente a liderança, mas significaria muito, especialmente para o Chelsea que quer no mínimo uma vaga na liga dos campeões, já o Manchester queria continuar folgado na ponta. Outra vitória incontestável e mais uma vez o jogo foi para o intervalo com um placar enganoso, no caso, vitória parcial dos red devils com bonito gol de Rooney chutando de fora da área. Mas pouco antes do final do tempo, os números passaram pela tela da TV e notei o dobro de chegadas ao ataque do Chelsea (10 a 5) e também o dobro de chutes a gol (6 a 3).
            E Peter Cech parecia mesmo não trabalhar, enquanto Van der Sar tomava sustos como quando rebateu uma balaço chutado por Lampard em cobrança de falta nos pés de Ivanovic. Contudo, o Chelsea ia perdendo, uma tragédia na situação atual, tratou então de brilhar a estrela de Ancelotti e do zagueiro brasileiro David Luiz que em uma de suas várias investidas ao ataque empatou o jogo num chute de bola rebatida. O técnico italiano então sacou um inoperante Malouda e pôs Zirchov pelo lado esquerdo e acertou ao tirar Anelka para por Drogba, nos jogos anteriores deixou a equipe com três centroavantes e pouquíssima criação, os dois substitutos foram fundamentais para a virada, primeiro Zirchov que sofreu um pênalti (bastante contestável, é verdade) convertido por Lampard, depois Drogba que segurou o time no campo de ataque mesmo nos minutos finais, nem permitindo que o Manchester esboçasse uma reação final, a expulsão de Vidic, completamente maluco só tornou tudo mais fácil, uma vitória justa de quem quis jogar futebol.