segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Erros e acertos

Comentar futebol por via de um blog torna tudo muito mais complicado para quem analisa o dia a dia da bola, comigo não é diferente, é impressionante o desejo de todo mundo de tentar prever o futuro e se vangloriar caso acerte alguma coisa, como se o ato de previsão não fosse nada além de um chute, como se os bolões fossem necessariamente vencidos pelos que acompanham mais (o bolão da copa do mundo da minha família foi vencido por minha avó), como se acerto fosse o resultado de uma observação muito mais feliz que outra.
            Quando se tem um blog qualquer acerto ou erro fica arquivado e fica difícil escapar deles, olhando para o hoje do futebol no Brasil percebo o quanto já errei em observações.
            Num post a cinco rodadas atrás sobre o Campeonato Paulista, coloquei o Santos como virtual campeão e que qualquer possibilidade de outro time de vencer o estadual seria mero acidente, em cinco rodadas o Palmeiras se mostrou um time altamente competitivo e o Corinthians cresceu da água para o vinho com a chegada de Liedson, inclusive o título de craque do inicio de temporada deixa a prateleira de Fred, sem atuar a algum tempo, e vai para Liedson, simplesmente arrasador e de longe o maior responsável por eu ter queimado minha língua com o Corinthians, não fosse a chegada do luso brasileiro a fiel poderia estar amargando a tragédia de Tolima até hoje.
            Falando do Grêmio, demonstrei minha desconfiança com relação a Borges e minha descrença no sistema com dois centroavantes que usa o ex- são paulino junto a André Lima, a tática de Renato Gaúcho não só deu certo como Borges se tornou uma maquina de fazer gols quase tão incrível como Liedson, porque ninguém tem sido tão incrível quanto Liedson, ontem pela semifinal do turno no gauchão foram mais três gols de Borges que já havia marcado contra em Barranquilla.
            Grêmio favoritíssimo no sul, Corinthians um sério candidato em São Paulo, um detalhe que motiva e torna o time do Parque São Jorge ainda mais perigoso é que não se dividirá com nenhuma outra competição e precisa do título como redenção ao vexame de Tolima, porém nem tudo são flores, sem Jucilei, com Bruno César oscilante e Danilo comprovando que não é mesmo o jogador de toque refinado que já disseram, o meio de campo do Corinthians se torna frágil e é fundamental fazer a bola chegar aos pés de Liedson, missão que sábado foi executada por Dentinho, se a bola chegar ao luso com qualidade ele resolve, se não o Corinthians pode ter problemas.  

Flamengo, Taça Guanabara;

Não foi tão fácil quanto os flamenguistas esperavam, nem tão difícil quanto vai sugerir quem não goste do rubro negro, o importante é que com o título da Taça Guanabara o Flamengo descansa no estadual, passa a pensar na Copa do Brasil pois já está garantido na decisão e pode tentar até eliminar o jogo final caso vença também o segundo turno.
            Méritos para Luxemburgo, atrás do quinto estadual em seis anos, que montou um time acima de tudo competitivo, o Flamengo ganha a Taça Guanabara com quase 100% de aproveitamento, mas todas, absolutamente todas as vitórias tiveram algo de suado, sofrido, complicado. É um time que joga pra não perder, e vence.
            Ontem foi assim mais uma vez, não concordo com quem diga que foi difícil, que o Boavista poderia ter vencido ou coisa do gênero, nos 90 minutos não poderia. Isso porque o gol do goleiro Felipe quase não foi ameaçado e a partida ficou morna, no meio de campo, só esperando um lance que pudesse decidir, um joguinho mais ou menos. Culpa do Flamengo, totalmente responsável por buscar o jogo, mas que preferiu atuar com prudência e respeitou o Boavista, mas do que era necessário, além de que o meio de campo flamenguista ainda carece de criatividade com um Thiago Neves muito apagado e um Ronaldinho ainda fora de forma.
            Para decidir, o dentuço precisou de um momento em que físico não fosse importante, apenas categoria, e aproveitando uma falta boba na entrada da área colocou-a com todo carinho no canto da rede, a bola traçou uma bela trajetória contornando a barreira para cair mansamente na rede, o goleirão só observou sem ousar interromper o desfecho anunciado. Foi a primeira vez que Ronaldinho Gaúcho decidiu alguma coisa a favor do Flamengo, depois de um campeonato absolutamente sem graça do novo maior ídolo da torcida em que eu já preparava um post contestando qualquer argumento que credenciasse o título à presença do dentuço no time, ele foi lá e decidiu, justamente na final, coisa de craque.

Para a sessão melhores e piores da década, a vez do Flamengo:

Melhores: Julio César, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Athirson, Willians, Ibson, Renato Abreu, Petkovic, Jean, Adriano;

Piores: Clemer, Maurinho, Irineu, Thiago Gosling, China, Vampeta, Leandro Ávila, Peralta, Maxi Biancucchi, Cristhian Borja, Val Baiano; QUE TIME;

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Libertadores, segunda rodada

            O Grêmio já não havia feito partida tão boa assim contra o Oriente Petrolero na sua estréia no Olímpico, de madrugada contra o Júnior Barranquilla da Colômbia repetiu atuação contestável que dessa vez lhe rendeu uma derrota, uma porque não jogou mesmo parar vencer e segundo porque o time colombiano tem mesmo bola para vencer o Grêmio dentro de casa, em Porto Alegre a coisa deverá ser diferente.
            Os gremistas abriram o placar logo no começo com Borges, que parece estar se firmando no time titular, mas levou pressão durante todo o primeiro tempo, o Júnior foi dono do jogo, do meio de campo e das movimentações de ataque, tanto que empatou, Hernandez, o marrento e muito bom de bola meia recebeu bola, bateu cruzado tirando de Vitor. No segundo tempo a virada foi um golpe fatal, a partir daí esforço não faltou, o problema foi competência mesmo, a grande chance foi numa belo chute de Rodolfo do campo de defesa que surpreendeu o goleiro adiantado e passou por cima.
            O Grêmio continua favorito à liderança do grupo, perder em Barranquilla não é uma tragédia, os colombianos são mesmo surpreendentes, mas o time gaúcho deixa certa decepção pra mim até agora, eu esperava pelo menos mais futebol dos gremistas num grupo tão mais fraco quanto outros, para mim todos os adversários do grupo são mais fracos que os que o Fluminense tem tido o dever de enfrentar, ou seja, ainda que o tricolor carioca esteja entrando numa situação complicada, não é uma decepção muito maior que o próprio Grêmio, que também teria trabalho contra América- MEX, Nacional e Argentino Juniors.
            A situação do Fluminense ainda não é uma calamidade, pode se tornar em caso de derrota para o América, mas o detalhe desse grupo que pouca gente observou é que é um grupo equilibrado, qualquer equipe tem condição de vencer a outra em qualquer lugar, as equipes comandadas por Muricy são geralmente fortes fora de casa, foi assim que o Fluminense fez um diferencial para conquistar o título do ano passado e não vejo como missão impossível uma vitória contra o América lá no México que trocaria a situação de “desastrosa” para “heróica”, caso aconteça, os tricolores serão novamente agraciados com o apelido time de guerreiros e se falará do episódio como um feito. Não deixará de ser, mas afirmo ser perfeitamente possível uma vitória tricolor lá, assim como fez o Flamengo em 2008, vencendo com folga o compromisso na América do Norte, e sendo eliminado com um vexame no Maracanã.
            O Fluminense precisa melhorar, Fred tem feito muita falta à equipe, Rafael Moura joga sozinho e sobrecarregado e não vai conseguir desequilibrar sempre, não é esse tipo de jogador, o meio de campo está pior principalmente pela má fase de Conca, discreto demais nas últimas partidas e a defesa está longe de ser um ponto forte como foi ao longo de todo o campeonato brasileiro, a bola parada preocupa, vide os dois gols sofridos contra o Argentino Junior de cabeça por um rapaz de 1,60m. Muricy tem uma semana para trabalhar para o jogo no México, a viagem é desgastante sim, mas tempo é tudo o que o comandante sempre pediu, dessa vez ele tem, poderá preparar um esquema defensivo mais eficiente, exigir de Conca uma postura mais decisiva e aguardar o retorno de Emerson já que a situação de Fred segue incógnita.
            Para melhorar, o Fluminense deveria observar o Inter, que já havia feito partida razoável mesmo na altitude de Quito, mas sem altitude como em Porto Alegre o time massacrou, 4 a 0 diante do Jaguares, dois gols de Bollatti, mais um dos inúmeros acertos de contratação do Inter, jogador que disputou a copa do mundo e estava aguardando a oportunidade de sair da Argentina, poderia ter sido para a Europa, mas o Internacional chegou antes, méritos para a diretoria do clube, que não economiza quando precisa e gastando, faz cada vez mais dinheiro, cria um time competitivo e tem sua marca cada vez mais respeitada no cenário nacional e Internacional.
            O sucesso dos cartolas do Inter não significa que esse time triunfará, vai ser tudo muito mais difícil que no ano passado quando Celso Roth pegou um time na semifinal e conduziu ao título, o treinador, aliás, é o ponto fraco do time, perdedor de carteirinha, Celso Roth segue vaiado pelos colorados, inventa posições para os jogadores (como colocar Guiñazu de armador, um suicídio), e é cauteloso demais, para não dizer retranqueiro, elenco o colorado já tem, condições o clube tem de sobra, eu só continuo duvidando da capacidade do Professor Pardal dos pampas de fazer um trabalho a longo prazo... que resulte em título, claro.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Copa do Brasil

O Palmeiras segue precisando urgentemente de um camisa 9 para concluir as situações criadas, ontem contra o Comercial foi mais um festival de gols perdidos e a necessidade de jogar na capital paulista após a vitoria de 2 a 1.Não foi um trgédia, longe disso, Valdivia mostrou que está voltando, acertou dois belos passes, um para gol, driblou, oubou bolas, errou, enfim, participou ativamente do jogo nos 60 minutos em que esteve em campo, a partida de volta é mais uma oportunidade de colocá-lo em forma e nem é necessário desgastar todos os jogadores, com alguns poupados coinua obrigatório vencer um time com uma folha salarial menor do que o salário de um único atleta palestrino. 
 Quem pisou na bola mesmo foi o Botafogo, tivesse a semifinal dedomingo um desenho parecido com o jogo de ontem, o Botafogo teria leado uma surrado Flamengo, contudo, a fragilidade do River sergipano não foi suficente para eliminar o jogo devolta ou para já deixar a vaga encaminhada, o River foi muitissimo superior e venceu por apenas 1 a 0, poderia ter sido mais ão fosse inocência e claro, falta de qualidade dos jogadores sergipanos. A tendência, obviamente é que o Botafogo define isso de vez no Engenhão, não fará duas partidas seguidas tão ruins, mas os botafoguenses terão que aceitar nessa semana a provocação dos rivais e a pressão da mídia, como se o time já estivesse praticamente eliminado, é bobeira, mas o natural numa situação dessas.
O galo escapou de um empate contra o IAPE do Maranhão, um gol no final marcado por Ricardo Bueno deixa o time em vantagem, mas com necessidade de jogara segunda partida no Mineirão, não deve ter dificuldades para passar, mas o regulamento da Copa do Brasil dá margem à decepção de não eliminar ojogo da volta.
Quem passou e sobrou,e vem sobrando é o Vasco, depois dachegada de Ricardo Gomes o time não só abandonou a rotina de derrotas, como assumiu uma rotina de goleadas, não quaisquer goleadas, ontem foi 6 a 1 e nada de jogo da volta, isso depois dos 9 a 0 no América pelo estadual, times fracos, mas sem dúvida o Vasco mudou e com certezaisso vai além da mudança de comando ou do clima novo e sereno que Ricardo coloca em seus times, como não assisti nenhuma desssprtidas do Vasco, não sei aindao que é, mas prestarei atenção.













quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O dia dos franceses

            No dia dos jogadores franceses, a terça- feira de Liga dos Campões da Europa praticamente colocou o Chelsea às quartas de final e deu certa vantagem ao Real Madrid. Não vi o jogo entre Lyon e Real, mas diria que a vantagem é excelente não fossem dois traumas que atormentam madrilistas a anos, a freguesia para o Lyon e a sina das oitavas de final, como o futebol é cheio de superstições e há muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia, não dou tanta vantagem ao Real, os gols forma de Benzema e Gomis, aliás, o atacante do Real marcou em sua primeira participação na partida e justamente contra seu ex clube, está cada vez melhor e se mantém imune as criticas que sempre lhe perseguiram no Real.
            Benzema sequer foi convocado para a copa do mundo, a meu ver, de forma justa, quem teve chance foi Anelka, que ontem teve um dia raro na sua carreira em que foi mesmo o dono do jogo. Com uma atuação pra, no mínimo nota oito, Anelka fez dois gols criou lances, está atuando mais recuado e mesmo assim joga bem, dá passes, cria jogadas e chega na área para concluir, ontem foi letal.
            O Chelsea mais uma vez fez um joguinho morno, meio chato de assistir com Lampard fixado no centro e tentando passes (acertou um sensacional no segundo gol), Essien mais próximo da defesa e marcando e com Ramires (bem) e Malouda se movimentando pelos flancos, a proibição de atuação a David Luiz por já ter jogado a fase anterior pelo Benfica deu chance a Bosingwa na lateral trazendo Ivanovic para o miolo de zaga, com Alex ou David Luiz, o sérvio volta para a lateral e o português volta para o banco. Não foi nenhuma partida arrasadora dos blues, mas o time se aproveitou da fragilidade do adversário e do dia iluminado de Anelka para abrir excelente vantagem e por os dois pés na próxima fase, o companheiro do francês, Torres, fez o que deve ter sido sua melhor partida pelo Chelsea, criando oportunidades e sendo agressivo, não estava tão infernal quanto Anelka. Percebe-se que Torres e Drogba não vão mesmo atuar juntos, já deu errado contra o Liverpool e Ancelotti não vai insistir, Anelka permanece no time, pois tem mostrado poder de adaptação a uma função mais criativa na equipe, o marfinês é imensamente mais jogador que o espanhol, mas já está rondando os 33 anos e se tornando mais lento e menos letal, sete anos mais novo El Niño vai acabar tendo a chance e tem bola para aproveitá-la, mas insisto não entender porque tanta critica para Benzema paralelas a tanta idolatria a Torres, são dois jogadores comuns, cheios de defeitos, algumas virtudes, o futebol é mesmo um terreno das aparências.
            Hoje, confesso que estava mais interessado em assistir Olympique e Manchester, mas a reedição da final do ano passado foi razão suficiente para eu optar por Bayern e Inter, mesmo com os dois times muito abaixo do que se viu no ano passado. Em campo o que se viu foi um Bayern pressionando nos minutos iniciais de cada tempo, encurralando toda a Inter no seu campo de defesa até que o time italiano conseguisse reagir e equilibrar o jogo, conseguiu em ambas as etapas, mas perdeu oportunidades demais.
            A estratégia de Leonardo não funcionou, povoou o meio de campo em cada setor deixando apenas Eto’o isolado na frente. Cambiasso, Thiago Mota, Stankovic, Zanetti, Sneijder, todo mundo entrou como titular. Seria uma boa estratégia se Zanetti ajudasse a proteger o lado direito da marcação enquanto Maicon investisse na criação pelo lado direito, o mesmo não vale tanto para Thiago Mota e Chivu no lado esquerdo, e se, com a criatividade de um time com um meio campo tão recheado, o camaronês isolado recebesse bolas com qualidade o suficiente para concluir. Enquanto não estava acuado em seu campo como nos minutos iniciais dos dois tempos parecia funcionar, mas a Inter perdia muitas chances por uma razão clara, Cambiasso, Maicon e Stankovic, todos com um dia lamentável na pontaria eram quem apareciam para as finalizações, num time com cinco jogadores de meio campo e um lateral bom de apoio é um absurdo que o jogador mais criativo seja justamente o atacante e foi justamente isso, Eto’o foi quem pegava a bola pelos flancos e tentava criar situações de gols, duas delas perdidas de maneira lamentável por Cambiasso.
            O Bayern fez seu jogo, avançou quando teve campo, marcou quando foi preciso e contou com as investidas de Robben, também teve boas chances, uma delas perdida pela falta de perna direita do holandês, mas no finzinho do jogo com sua jogadinha típica de pegar a bola na direita, puxar para a canhota e bater forte pro gol o mesmo Robben surpreendeu Julio Cesar que deu rebote para o artilheiro Mario Gomez completar pro gol, vitória magra, mas fundamental e convincente, de um Bayern forte tática e tecnicamente, com Robben e Ribery finalmente atuando juntos novamente, a inter terá trabalho na Alemanha.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os melhores do Palmeiras

Alex no Cruzeiro, Kleber no Palmeiras, decidi não colocar um mesmo jogador em duas seleções, o que deixa o Palmeiras com
_Marcos (Indiscutível)
_Arce ( melhor que ele no Palmeiras, acho que só Djalma Santos)
_Henrique ( apenas 17 faltas cometidas em 6 meses de Palmeiras)
_Danilo (xerifão da fechada zaga de Felipão e Muricy)
_Lúcio (furacão no retorno a série A em 2003)
_Pierre (o maior ladrão de bola do país entre 2007 e 2009)
_Magrão (símbolo de raça e amor à camisa, vale perdão pelos erros que cometeu)
_Diego Souza (eleito o melhor jogador do Brasileirão 2009, merece a vaga apesar dos altos e baixos e da saída conturbada)
_Valdivia ( o craque desse time)
_Kleber ( outro monstro da raça e amor à camisa)
_Vagner Love ( raça e amor à camisa não são pontos fortes, mas sua atuação na série B 2003 lhe garante a vaga);

Cruzeiro: o céu é mesmo azul

            Pouco antes do término do jogo entre Cruzeiro e Guarani- PAR eu já ia preparando meu post sobre o mesmo e cheguei a colocar no papel a frase “não foi como na estréia”, quando Thiago Ribeiro acertou um chute do meio da rua pouco depois de Farias ser lançado em velocidade e concluir na pequena área. Esses dois jogadores entraram no segundo tempo e mostraram como é feliz a fase do técnico Cuca do clube mineiro.
            Não foi mesmo tão espetacular quanto a estréia, nem tão valioso, pois vencer o Guarani não tem o sabor de vingança que tinha vencer o Estudiantes, mas foi lindo do mesmo jeito, o Cruzeiro venceu, convenceu e encantou seu torcedor, na competição continental são dois jogos, nove gols marcados, nenhum gol sofrido e atuações que deixam qualquer torcida em lua de mel com a equipe, esnobar o “mineirinho” agora não é coisa de “torcidinha” não, pelo menos não enquanto na competição continental, muito mais midiática e importante para um clube a equipe joga como vem fazendo o Cruzeiro.
            Hoje, mais dois gols da revelação Wallyson, artilheiro do time na competição com quatro gols, já é mais do que marcou no ano passado todo, foram três, e vaga de titular cada vez mais garantida. Pena que para isso o bom Thiago Ribeiro precise sair do time já que nenhum dos dois tem as características de área como Wellington Paulista e Farias. Mas isso é característica de time bom, tem Wallyson jogando e Thiago como opção, se Montillo machuca ou é vendido, Roger e Gilberto estão lá, no futuro quando o primeiro estiver (provavelmente) na Europa e os dois últimos já estiverem pendurando a chuteira, um garoto promissor chamado Dudu vai buscar seu espaço, ainda há Henrique, Marquinhos Paraná um pouco atrás, Diego Renan tem o direito de tomar suspensão, pois Gilberto joga no seu lugar, a defesa é forte com Victorino, zagueiro da seleção uruguaia e Gil, ou Léo, ou Caçapa... Sai um jogador bom, entra outro, um é vendido, outro é contratado, a base é forte não só nas competições sub, mas também revela jogadores pra equipe principal, todas essas características de um time campeão.
            É impossível não apontar o Cruzeiro como candidato forte ao título da Libertadores, se não vier, se cuidem no Brasileiro, a raposa está com tudo nesse largada pelo topo da América.
             

            A propósito vou lançar a lista dos melhores e piores do Cruzeiro na década passada, sem comentários para o post não ficar muito longo.

MELHORES: Fábio, Maurinho, Luisão, Cris, Sorín, Maldonado, Ramires, Montillo, Alex, Aristzábal, Fred.

PIORES: Maizena, Rômulo, Espinoza, Thiago Heleno, Fernandinho, Sandro, Elicarlos, Camilo, Pedro Ken, Zé Carlos e Robert.

Os piores do Palmeiras

            Ajude-me com sugestões para montarmos a seleção dos piores e melhores da década de todos os principais clubes brasileiros nesses primeiros dez anos do século. Aqui vai a do Palmeiras, clube que torço e que acompanhei mais de perto, divirta-se.

Goleiro: Bruno. Não que tenha sido um desastre, mas Bruno foi mesmo o pior dos poucos goleiros a vestir a camisa do Palmeiras na década, chegou a fazer gol contra em jogo contra o Santos socando a bola para dentro do gol. Nunca inspirou confiança na torcida como fizeram Marcos e Diego Cavalieri e por isso, a nomeação, o piro goleiro palmeirense da década.

Lateral Direito: André Cunha. A política do bom e barato sempre resulta nesse tipo de coisa lamentável, olha que escolher o pior lateral direito do Palmeiras nessa década foi serviço árduo, tem muita gente com potencial pra figurar numa seleção dos piores, dentre os horripilantes nomes decidi escolher André Cunha, que deve atormentar o sono do técnico Émerson Leão até hoje. Como era ruim, como errava passes, como não produzia, indo e vindo no time titular fez o pesadelo dos palmeirenses em 2005, ainda que o time tenha conseguido o quarto lugar.

Lateral Esquerdo: Misso. Esse é o apelido de Jadermílson Goes de Melo, um monstro da bola, no piro sentido possível. O pior de tudo é saber que quem investiu na contratação desse padeiro foi a Parmalat, bom, nem tudo são rosas né.
            Apesar do nome dar margem à criação do apelido, dizem que ele surgiu porque seu chute seria forte como um míssil, ffica a pergunta, porque tem investidor que acredita que um cara desses pode dar certo?

Zagueiros: Alexandre e Edmilson. Quando o palmeirenselembra do time que rebaixou em 2002, Alexandre Rosa está firmemente presente, um grosso que simbolizou a ruindade de um time que venceu 6 jogos em 25 rodadas, naquele time tinha gente boa, mas o resultado é conhecido, e parece que Alexandre estragava mais do que Marcos, Arce, Léo Moura, Zinho e Dodô ajudavam, haja falta de qualidade. Já edmilson não é aquele, que jogou pela seleção de passagem realtivamente boa pelo Palmeiras, é obra de Caio Junior que o trouxe do Paraná em 2007, ainda bem que na mesma leva veio Pierre. Edmilson batia quase todas as faltas do time, sentava o pé na bola com toda a força, nunca fez um unico gol, não era raro ver Edmundo louco de raiva após um arremate desse verdadeiro desqualificado futebliticamente.

Volantes: Alceu e Mozart. Não é raro ver Alceu jogando em algum time pequeno por aí, ou pelo menos em campo porque futebol ele nunca jogou, deveria ter escolhido o futebol americano. Do meio da rua Alceu efetuava disparos potentes e alguns até entravam, mas com a bola nos pés, na hora de dar um passe pro lado ou tentar avançar o jogo, caramba, como era ruim, eu sempre penso que Alceu confundiu nosso futebol, o soccer, como o futebol americano. Mozart veio ao Palmeiras exclusivamente para estragar o time, colado a linha de meio de campo, nunca recuou ou avançou disso, Mozart errava passes, perdeu pênalti na disputa contra o Sport, perdeu a bola e a corrida no gol do Nacional que eliminou o Palmeiras, tudo isso na Libertadores 2009, que aposta infeliz.

Meias: Rosembrick e Marquinhos. Vindos de Santa Cruz e Vitória respctivamente, os dois tiveram passagem lamentável pelo Palmeiras, praticamente não atuaram já que todas as vezes que atuaram foram muito mal, o Marquinhso em questão, é esse mesmo que hoje joga no Flamengo e teve a infelicidade de aceitar a proposta da Traficc pelo seu (fraquissimo) futebol em 2009. Caracteristica comum aos dois é a falta de feijão no prato, ambos eram, ou são, uma tripa, muito magrelos, o futebol deles então estava proporcional ao peso, bem levinho.

Atacantes: Florentin e Max. Max é um dos piores centroavantes do mundo, ligado eternamente ao Palmeiras mas constantemente emprestado ele protagonizou o lance que inaugurou o Inacreditável Futebol Clube do globo esporte, após falha bisonha do goleiro do Brasiliense, ele errou o gol debaixo das traves jogando pelo América de Natal, que horror. Pelo Palmeiras não foi diferente, um único gol em 2007 depois de várias partidas, e um dos piores centroavantes que o futebol já produziu.
            Já Florentin saiu no meio desse mesmo 2007 (e possobilitou a contratação do outro), dizendo que não aguentava a pressão da torcida palmeirense. Piada né, a torcida palmeirense responde até hoje que era ela que não aguentava mais as trapalhadas desse péssimo atacante e agradece sua saída, aliás, agradeceria mais se Max não tivesse vindo para substituí-lo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mentiroso

Não que o Grêmio seja um time mentiroso, mas vai precisar jogar muito mais bola se alemja alguma coisa nessa Libertadores. Na estréia, contra o Oriente Petrolero jogava muito mal e não tinha criatividade nenhuma mesmo com Douglas e Carlos Alberto em campo e só foi abrir o placar graças a um pênalti absurdamente mal marcado, fico imaginando o que o árbitro viu ali, o próprio Borges (péssimo) que estava na jogada seguiu tentando a bola que supostamnte bateu no braço do boliviano ( não bateu). Depois do pênalti bem batido por Douglas ficou fácil, a equipe boliviana abdicou um pouco do seu excelente sistema de marcação e outros dois gols surgiram meio que por acidente.
O Grêmio está no grupo mais tranquilo da Libertadores e tem obrigação de fazer boa campanha e garantir uma das pimeiras colocações gerais na fase de grupos, e a seguir pelo que se viu ontem, só vai conseguir pela fragilidade do grupo, a menos que melhore demais.

Roberto Carlos e a mancha

Roberto Carlos concedeu entrevista à rádio Bandeirantes essa semana onde soltou o verbo pela sua saída do Corinthians. Declarou que saiu sim pelos atos de vandalismo cometidos por parte da torcida após a eliminação precoce na Libertadores, que já jogou partidas importantíssimas em diversos clubes e pela seleção e que não amarelaria pro Tolima e que mesmo com propostas de Palmeiras, Flamengo, Los Angeles Galaxy, preferiu seguir para a Rússia.
            O jogador tem razão em algumas coisas, não acho que ele deixou de jogar contra o Tolima por medo e se Tite não o escalou sua situação física não devia ser a melhor, cada vez mais fica claro que jogador entrar em campo só com o nome não funciona. Mas o desfecho da trajetória pelo Corinthians mancha a passagem, pra ser bem verdadeiro, a passagem de Roberto Carlos pelo timão, como um todo, foi uma macha na sua carreira.
            Roberto Carlos jogou bem em 2010, foi o melhor lateral esquerdo do campeonato brasileiro e referência de uma equipe que passou todas as rodadas entre os quatro primeiros colocados. Nada disso é guardado, o verdadeiro torcedor corintiano, claro, lamenta a saída sabendo que Fábio Santos não está a altura e que o elenco vai sentir falta da qualidade do lateral, mas nem mesmo o torcedor mais compreensivo lembrará de Roberto Carlos com saudade por muito tempo, não haverá do que lembrar, a passagem não foi marcada pela conquista de títulos, não houve nenhum gol ou partida memorável e a saída foi melancólica.
            Enquanto isso, no clube onde Roberto Carlos é e sempre será ídolo, o Palmeiras, ficará sempre uma chateação, a de que o lateral atuou pelo maior rival. Isso não impede que continue a ser ídolo absoluto do alviverde, Edilson, Luizão e Viola atuaram pelo Palmeiras e não deixam de ser ídolos corintianos, Edmundo atuou por Corinthians e Flamengo, mas não deixa de ser ídolo do Palmeiras e do Vasco, Reinaldo e Toninho Cerezo atuaram pelo Cruzeiro, Andrade pelo Vasco e por aí vai.
            Esse tipo de episódio, infelizmente, é muito comum e é infelizmente mesmo, para todos os jogadores citados, jogar no clube rival não passou de um erro de trajetória, de uma mancha num passado ou presente glorioso, num ato absolutamente desnecessário. Como Ronaldo tem sido tão comentado esses dias, os torcedores de Barcelona, Real Madrid, Inter e Milan devem pensar a mesma coisa do fenômeno, aliás, ele foi tão volúvel em suas trajetórias clubísticas, que fora o fato de ser o monstro que é não seria ídolo absoluto de nenhum dos quatro clubes, em nenhum deles descreveu uma trajetória sólida, permanente, rica em conquistas, etc. Os torcedores desses quatro clubes sabem que o maior camisa 9 de todos os tempos vestiu sua camisa, e levarão isso em consideração, mas Ronaldo não se permitiu uma sequência respeitável em nenhum deles, mancha na carreira mais relembrada desse mês.
            Enfim, Roberto Carlos termina sua excepcional carreira de maneira triste, no frio russo atrás somente de dinheiro, se ao menos construísse uma passagem sólida pelo Corinthians teria um final individualmente mais bonito e eu não acredito de maneira nenhuma que após a passagem pela Rússia Roberto Carlos ainda consiga qualquer coisa atuando por outro clube em outro lugar. O jogador tem todo direito de ir atrás de dinheiro, e está muito claro que ele tem alguma lenha pra queimar, mas naquela inocente perspectiva pouco comercial dos que amam o esporte e desejam ver seus ídolos de perto, Roberto Carlos poderia mesmo ter seguido no Brasil.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CORREÇÃO

Falei que o Flamengo enfrentaria o Fluminense nas semifinais da Taça Guanabara, está errado, o jogo do Flamengo é contra o Botafogo, que aliás é para mim bem menos time que o Fluminense, mas não facilita a missão rubro negra.

A humilhação

            Enquanto a Copa do Brasil se desenrolava em vários gramados pelo Brasil, todos tentando um lugar na Libertadores 2012, a própria reeditava a final de 2009 em Sete Lagoas. Foi o jogo que escolhi assistir na noite de quarta, o mais especial e foi mesmo muito especial.
            Um baile, um atropelo, uma verdadeira humilhação marcou a estréia de Cruzeiro e Estudiantes no torneio continental desse ano nada menos que 5 a 0 para os mineiros, definitivamente fora o baile. Foi a vitória de um time muito bom sobre um time muito ruim, singular no esporte. O Estudiantes não é ruim, longe disso, é campeão do Clausura argentino no final de 2010, continua com uma base forte de jogadores, muitos dos quais venceram a competição no Mineirão em 2009, e tem condições de ir longe. Mas o Cruzeiro passeou, brincou em campo enquanto marcava gol após gol, dois de Wallyson, um deles no primeiro minuto de jogo, dois de Montillo, um deles será candidato a gol mais bonito da Libertadores 2010 com toda certeza, um de Roger, fora o chapéu de calcanhar que ele deu nos minutos finais do primeiro tempo.
            Quer uma explicação para a sapatada? É simples, o Cruzeiro tem um time muito bom, seriamente candidato ao troféu e estava numa noite impossível, coincidindo com uma noite terrível dos argentinos (a exceção de Montillo), foi a noite que numa bate rebate na área a bola pinga pro lado, bate na barriga de um cruzeirense e entra, foi a noite em que Verón não acertou tanto nas bolas paradas e os chutes do Estudiantes passavam apenas perto, nunca no alvo, foi o jogo que o Cruzeiro trocou passes a vontade, avançou, usou com excelência dos contra ataques, marcou bem e a noite em que a defesa do Estudiantes estava completamente atordoada. O estranho não é o Cruzeiro jogar tão bem, é o Estudiantes jogar tão mal.
            O cruzeirense obviamente se sente de alma lavada, vingou a derrota de dois anos atrás que ficou marcada na história do clube, mas eu iria com mais calma, o troféu de 2009, o quarto do Estudiantes continua lá, o desse ano continua em disputa e lembrem-se que em 2009 os dois times estrearam um contra o outro no Mineirão com vitória de 3 a 0 do Cruzeiro, Kleber entrou, estreou, fez dois gols e foi expulso, no final os argentinos sorriram. Não é hora de se entusiasmar, mas continuar seguindo esse ritmo que pode permitir ao time mineiro sua terceira Libertadores.
            Não acompanhei absolutamente nada do empate do Inter, mal posso comentar, sei que sofreram o empate aos 49 do segundo tempo, de bola parada numa falta infantil de Guiñazu e uma saída infeliz de Lauro.  Não vi a partida, nela não posso destacar nada, sei que o Inter precisa parar com o revezamento de goleiros, não é possível que Abbondazieri, Lauro, Renan e Muriel não sirvam, todos tem algum peso, nenhum serve, ridículo. Enquanto um deles não tiver sequência, nenhum vai bem, todos vão parecer não merecer, mas o Inter também é candidato a repetir o feito do ano passado.

A Copa do Brasil começou

Não assisti a nenhum jogo da Copa do Brasil nessa quarta, preferi ficar com a reedição da final da Libertadores de dois anos atrás, mas Flamengo e São Paulo cumpriram sua meta e eliminaram o jogo da volta derrotando respectivamente Murici e Treze ambos por 3 a 0. Pelo que eu percebi o São Paulo teve mais facilidade em construir o placar, já no primeiro tempo fez os dois primeiros gols e Dagoberto, autor deles, continua sua alternância entre céu e inferno com torcida, diretoria e treinador do tricolor paulista.  A atuação de Lucas foi amplamente elogiada, mas vendo os gols, vi que no lance do primeiro, ainda que tenha dado sorte, o menino deu outra demonstração do quanto é fominha, fiquei espantado no sub 20, é demais, um dos jogadores mais fominhas que já vi no futebol, percebe-se claramente que o objetivo dele era cortar o zagueiro e tentar o arremate para gol, como não conseguiu e a bola chegou a linha de fundo, num slide de bom senso cruzou para a área e Dagoberto foi feliz. Lucas insiste em arrancadas, em driblar pra cá e pra lá sempre tentando um desfecho individual em suas jogadas, por mais talentoso que seja essa imaturidade vai precisar ser corrigida se quiser evoluir seu futebol, um esporte coletivo.
            Em Alagoas grande festa para Ronaldinho Gaúcho, autor do primeiro dos três gols que só saíram no segundo tempo, tenho percebido que o Flamengo ganha todos os jogos, sempre com enorme dificuldade, bom por um lado, ruim pelo outro, pois times mais difíceis virão ao encontro do mengão, a semifinal contra o Fluminense será uma boa mostra. O que é bom, principalmente pro Flamengo é que as badaladas contratações não impediram os jovens da copinha de entrarem em campo, Muralha tem entrado cm o nome de Luiz Felipe, e Negueba ontem marcou seu segundo gol, ótima noticia para o rubro negro.
            Pouco a falar das outras inúmeras partidas dessa democrática competição, mas destaco a vitória do Uberaba sobre o Santa Helena e a eliminação do jogo da volta, minha região realmente cresce no futebol, Ituiutaba na série B, Uberaba fazendo papel de time grande na primeira fase da Copa do Brasil, podendo enfrentar o Palmeiras na próxima fase se o alviverde também cumpri com seu objetivo.

Liga dos Campões- oitavas de final

            Semana movimentada no mundo da bola, nos posts do dia começarei com a Liga dos campões que iniciou na terça e teve ontem sua partida mais especial.
            Na terça feira, Valência e Schalke se enfrentaram na Espanha e Milan e Tottenham duelaram na Itália, melhor para os visitantes. Assisti à primeira, menos midiática, mas igualmente interessante. O Valência faz excelente campanha no campeonato espanhol e só fica atrás dos gigantes Barcelona e Real Madrid, em casa é praticamente imbatível, o Schalke investiu muito para a temporada trazendo Raúl, Huntelaar, Farfan entre outros e faz campanha apenas discreta na Bundes Liga, briga apenas para não cair ou para alguma dignidade na tabela, o que significa concentração total na Champions.
            Em campo, forte domínio do Valência que resultou no rápido gol de Soldado e em várias oportunidades perdidas graças ao melhor jogador em campo, o goleiro Neuer. Se com as mãos ele foi bem, com os pés ele lançou Raúl num tiro de meta que venceu o zagueiro em velocidade mesmo com idade avançada e exigiu grande defesa do goleiro do Valência. No lance seguinte não teve jeito, após receber bola dentro da área girou sobre o homem de defesa e bateu fora do alcance do arqueiro, gol do maior artilheiro da história da Liga dos Campões, o 69º dele na competição e um resultado que cai do céu para o time alemão que não jogou bola para ter a sorte do empate e de decidir em casa.
            Não assisti ao jogo na Itália, mas quem acompanha futebol europeu sabe muito bem que o Tottenham tem time para bater o Milan, não esperava uma vitória em pleno San Siro, mas se for confirmada a eliminação, não será surpresa. Aos entusiastas do futebol inglês, não vale a empolgação também, o Milan tem total condições de devolver o resultado com a boa fase de Ibrahimovic e Robinho, lembrando que se o Milan vencer, tem a vantagem nos placares 2 a 1, 3 a 2, etc.
            Já ontem vimos mesmo o grande jogo da semana na Europa, com Messi (que nunca marcou em gramados ingleses), o Barcelona visitou o Arsenal e acabou derrotado de virada. O futebol do time catalão é a aplicação do básico desse esporte de maneira quase perfeita, movimentar a bola entre os 11 jogadores até que a bola chegue em condições de finalização, troca-se passes, seguro das investidas do rival, esperando a oportunidade que permita uma enfiada, uma tabela ou um arranque que resulte em gol. Parece perfeito, mas se tem um defeito grave é o de não matar o jogo quando se tem chance, no primeiro tempo o Barcelona assustou o Arsenal fez o primeiro gol com Villa, teve um de Messi bem anulado e poderia ter ido pro intervalo com diferença maior no placar que o 1 a 0 que construiu. Pagou por isso  no segundo tempo, o Arsenal não voltou exatamente mais organizado, mas com mais brio, mais vontade e mostrou que chutão pra lateral também ganha jogo, não que o futebol do Arsenal seja peladeiro, muito pelo contrário, o Arsenal em estilo de jogo faz frente ao Barcelona ainda que com menos qualidade à disposição, com uma defesa mais aplicada e sem permitir a brecha que os catalães tanto aguardam, matou o jogo nos rápidos contra ataques, primeiro num chute sem ângulo de Van Persie em grande momento, depois com Arshavin, em má fase, mas com um chute perfeito.
            A vitória não dá favoritismo ao Arsenal, todos se lembram o que aconteceu no Camp Nou ano passado na atuação de vídeo game de Messi, segundo o próprio Arsene Wenger, 4 gols e um massacre, porém o Arsenal espanta a freguesia (já tinha perdido a final em 2006), mostrando ao Barcelona que se tiver a chance, que mate o jogo, pois quando acorda os Gunners podem ser perigosos.
            O último jogo, o que menos acompanhei dos quatro entre Roma e Shaktar Donetsk na capital italiana foi uma festa brasileira, Jadson, Douglas Costa e Luiz Adriano marcaram na vitória por 3 a 2 sobre os mandantes, Perrota e Menéz (um golaço) descontaram, grande vantagem a essa equipe brasileira que manda seus jogos na Ucrânia e lá defenderá a vantagem com grande possibilidade de passar pela primeira vez às quartas de final da Liga.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O que se vai, os que se vem...

            Nesse dia de quase luto no futebol mundial, convido o leitor a olhar também para outro lado, não apenas do que se vai, mas daquilo que vem. Ronaldo foi mesmo completamente singular e não importa se Y ou X jogaram mais ou menos que ele, em termos de popularidade R9 só é superável por Pelé, tão unânime, querido e consagrado.
            O que o esporte perdeu hoje é insubstituível sim, e ninguém quer substituir Ronaldo, o que queremos é uma nova safra de talentos com capacidade de trazer alegria e admiração. No Brasil especialmente costuma ser sempre assim, vai um time, chega outro, vão jogadores outros vêm.
             Na madrugada de sábado tivemos uma prova concreta de que o futebol brasileiros ainda está bem vivo, a garotada do sub 20 goleou o Uruguai por 6 a 0 num verdadeiro espetáculo da bola, como os brasileiros sempre foram especialistas em fazer.
            Tostão tem dito insistentemente em suas colunas que acha bobagem dizer que o Brasil é um eterno celeiro de craques e não ocupa essa posição a algum tempo, concordo em partes, a atual geração brasileira não tem nomes como um Ronaldo, é vulnerável, vem de duas copas absolutamente decepcionantes e torcer pela seleção se tornou pavorosamente chato, contribui pra isso os treinadores que querem privilegiar sistemas táticos, usar os chamados “jogadores úteis” e defasarem o time do talento de seus melhores jogadores.
            A atual geração brasileira não é mesmo nada espetacular, mesmo que Dunga tenha sido um criminoso na convocação e condução da seleção na África do Sul, faltavam mesmo peças do calibre de um Ronaldo para jogar, mesmo que Kaká seja um excelente jogador, e é, ele está a alguns passos de ser o Romário de 94 ou o Ronaldo de 2002.
            Mas voltando ao sub 20, não vejo razão para já agora tirar o crédito dessa geração que, pelo apresentado no Peru pode trazer de volta o futebol brasileiro ao caminho das glórias e do talento. Se NESSE MOMENTO, jogadores como Hernanes, Renato Augusto, Douglas, André Santos, Pato e outros bons jogadores, mas sem absolutamente nada de excepcional vão se tornando base da seleção brasileira, porque não acreditar que Ganso, Neymar, Lucas, Casemiro, Philippe Coutinho e David Luiz podem mudar esse cenário?
            O time foi muito bem ao longo de todo o sul- americano, voou em determinadas partidas, Neymar está cada vez mais humilde e conformado com os inevitáveis exageros na marcação, o habilidoso Lucas está cada vez mais confiante (precisa aprender a passar a bola), Casemiro é um líder, um xerife com todas as virtudes técnicas e táticas de um jogador do setor e o time ainda jogou sem Philippe Coutinho, ausente por problemas físicos que o impedem inclusive de seguir atuando regularmente pela Inter de Milão.
            Falta a cada um deles se tornarem, de fato, grandes jogadores de futebol, existe um abismo que separa o rapaz habilidoso do grande jogador, o melhor exemplo para mim é Kerlon, o foquinha, sempre tão habilidoso, nunca foi jogador de futebol. Pato também está na hora de reagir e provar que é quem pensava ser, de certa forma faz parte dessa geração e vai a Londres com esses meninos.
            Entendi Tostão e concordei quando li sua coluna com as primeiras convocações de Mano, cheias de jogadores comuns demais para vestirem a camisa da seleção brasileira, ainda penso que o Brasil inicia sua corrida pelo tão cobrado título em 2014 atrás de concorrentes diretos com gerações já consagradas como Argentina e Espanha, mas, fica a impressão de que não havia um momento de maior consolo para Ronaldo anunciar o fim, ele o faz justamente na ocasião de euforia, de um time que surge com cara de Brasil.
            Aposto nisso? Talvez, não quero responsabilizar ninguém por nada, como eu disse é preciso separar o que é uma geração talentosa da de bons jogadores, mas para se chegar a uma coisa, é preciso passar pela outra, isso já conseguimos.

Dois Gordos e um adeus

Tive problemas no computador durante o fim da semana e não consegui escrever sobre os amistosos internacionais nem a decepção do Fluminense na estréia da Libertadores, pretendia hoje escrever sobre o fim de semana, a excepcional goleada do Milan, o melhor jogo internacional da semana, a vitória do Galo no clássico mineiro, a retomada da liderança pelo Palmeiras no paulistão, a formação das semifinais da Taça Guanabara no Rio, etc. Posso vir a escrever alguma coisa sobre isso depois, mas nesse momento nada no mundo esportivo, especialmente no futebol é tão importante quanto a despedida de Ronaldo.
            Foram aproximadamente 20 anos de uma carreira extraordinária, foi o jogador mais fantástico que o mundo da bola produziu nesse mesmo período ao lado do francês Zidane, foi o jogador que formou a melhor dupla de ataque de todas as eras no futebol com Romário entre 95 e 98 na seleção brasileira, o maior goleador de todas as Copas do Mundo, campeão da mesma e três vezes eleito o melhor jogador do planeta. Paro por aqui por que só os feitos de Ronaldo já seriam suficientes para um post extremamente longo.
            Claro, o momento é de homenagear o eterno e insubstituível camisa 9, mas não dá pra ficar lamentando, querendo fugir um pouco aos milhões de depoimentos melosos que surgirão nessa segunda feira, lembro que é necessário reconhecer que Ronaldo já não é um atleta a algum tempo, abreviado pelas intermináveis lesões e a incrível facilidade em ganhar peso, o fenômeno é daqueles que não tinham a menor condição de permanecer nos gramados até próximo aos quarenta anos como muitos tem feito e desmente a máxima de que se tal jogador genial estivesse em atividade até hoje, seria muito melhor que muita gente por aí. N a vida de qualquer pessoa existe um ciclo, o de Ronaldo como atleta já havia terminado, o de Ronaldo como jogador está terminando, a saudade é pior quando a gente percebe que jogadores do nível dele estão se tornando cada vez mais raros.  
            Não dá pra ficar culpando ou julgando os torcedores do Corinthians que fizeram aquele tumulto pela eliminação para o Tolima, qualquer time que passe por um vexame daqueles está sujeito a isso, ainda mais com jogadores que parecem ser um a menos em campo. Não dava para o Corinthians simplesmente aceitar que o ano seria de fiascos simplesmente por respeito a tudo que Ronaldo significa. A violência que praticaram é outra discussão, mas sou da opinião que futebol gera mesmo esse tipo de comportamento, gerava e continuará gerando, qualquer torcida de qualquer time está sujeita, existem leis, policiais e detenções por isso.
            Sem querer fugir ao foco mesmo já tendo fugido volto a Ronaldo, sem ele, o futebol fica mais pobre, e vai ficando mesmo, nos últimos cinco anos essa é a terceira aposentadoria que rende um clima de adoração geral, as outras foram de Romário e Zidane. Na perda de nomes como esses eu penso que se Messi não existisse o futebol estaria a um passo de se tornar absolutamente sem graça.
            O natural de um post de despedida seria ficar recriando cada passagem da carreira do fenômeno como se todo mundo não soubesse do começo no Cruzeiro, do sucesso em clubes como PSV, Barcelona, Inter, Real Madrid e Milan, das lesões e voltas pro cima, de tudo que ele fez na seleção e enfim no Corinthians. O que vale mesmo é destacar os momentos mais marcantes, por exemplo, o que Ronaldo fez com a bola no pé nos tempos nos três primeiros clubes europeus citados foi uma barbaridade, a melhor época da carreira, o ressurgimento nos gramados asiáticos em 2002 foi nada menos que... Fenomenal e o time que ele formou junto a Zidane no Real Madrid, memorável.
            Endossando o coro do Brasil e do mundo nessa segunda feira triste fica um obrigado Ronaldo, ninguém, seja um corintiano delinqüente ou jogador de Pró Evolution poderá apagar as páginas escritas de um dos que mais e melhor fizeram com uma chuteira, um gramado e uma bola nos pés.
           

            E já que falamos de um gordo sensacional, outro gordo, pequeno perto do fenômeno, mas muito bom de bola fez um gol digno de Ronaldo no fim de semana, no derby de Manchester Rooney acertou uma bicicleta no ângulo que confirmou o retorno do seu futebol em alto nível, apagado desde a copa. O gol foi tão espetacular que mereceu citação, mesmo no post em que dou adeus a Ronaldo, pensando bem, se ainda fazem gols assim, o futebol talvez não esteja assim tão sem graça.    

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Celeste.... e olímpica

            Se o assunto é sub 20 eu poderia falar da vitória do Brasil sobre o Equador, da vaga quase garantida para Londres, da plasticidade desse bom e promissor time ou de como eles fizeram uma vitória que poderia ser fácil ter se tornado difícil, poderia falar da falta que fez Neymar ou de como Lucas é habilidoso e o quanto Casemiro é bom jogador.
            Mas não vou, o assunto hoje é bem mais importante e especial do que uma partida isolada e as conclusões ficam para a madrugada do próximo domingo. O assunto é a ressurreição de uma das mais especiais seleções do mundo.
            Enquanto assistia a decepção tricolor no Engenhão, me chamou a atenção o jogo entre Uruguai e Argentina, especialmente os minutos finais e o pós jogo com a celebração emocionada dos uruguaios pela conquista da vaga olímpica, já assegurada após nada menos que 82 anos.
            A seleção uruguaia conquistou o apelido de celeste olímpica pelas medalhas de ouro conquistadas em 1924 e 1928, time base para o que seria campão da primeira copa em 1930, jogando em casa. Depois do feito, nunca mais o Uruguai tinha participado de uma edição olímpica, mesmo com o apelido, mesmo sendo bicampeão do mundo nas décadas posteriores. Não é o caso de pensar que os garotos, heróis da conquista da vaga não eram nem nascidos na última participação como se faz muito, seus avôs provavelmente ou não eram nascidos ou eram crianças de colo.
            Imagino algum celebre jogador uruguaio da década de 20, com duas medalhas olímpicas no peito olhando para uma criança recém nascida sem a menor idéia de que apenas o neto daquele bebê conseguiria colocar o Uruguai de novo na disputa olímpica. Tudo isso justificou a celebração mais que emocionada dos jogadores, comissão técnica e torcedores uruguaios e a cena foi mesmo de arrepiar. Enquanto os jogadores incrédulos se abraçavam euforicamente no campo, os torcedores iam as lágrimas, um deles, jovem como qualquer um dos atletas, chorando muito berrava “te amo Uruguai” abraçado à bandeira.
            Domingo Brasil e Uruguai decidirão o título desse sul- americano, eu não torcerei contra esse bom time brasileiro, mas uma possível conquista uruguaia seria de um charme todo especial. Já outra equipe bicampeã, a atual bicampeã Argentina, resta trabalhar para não ficar tanto tempo distante como fizeram os uruguaios, nessa edição é praticamente certo que não estarão e vale também aproveitar essa geração bi- medalhista olímpica, hoje formando a seleção principal para conquistar títulos na categoria profissional, para mim, a melhor geração de jogadores dentre todas as seleções do planeta.
  

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Adriano: Deslumbramento e decepção

            Chega nessa quarta- feira a informação de que, dirigindo alcoolizado Adriano perdeu sua carteira de motorista. Seria uma informação boba se tratasse de muitos outros jogadores, mas no caso de Adriano é uma noticia especial.
            Especial por que o caso de Adriano, o mais midiático dentre tantos outros é uma fonte rica para observações psicológicas e sociológicas tratando de ascensão social, salário de jogadores, solidão e futilidade do mundo contemporâneo, entre outros.
            A opinião mais natural é sempre a de condenar (“ele é um mau caráter”) ou aplaudir o jogador (“ele é rico, tem mais é que curtir mesmo”). O que deveríamos ficar atentos é que a situação envolve problemáticas muito mais sérias e complexas do que a simples conduta individual.
            É impossível, num post de blog, discutir o assunto com a relevância teórica que ele merece, vou tentar, a partir de uma apresentação e análise dos fatos permitir que o leitor desenvolva sua própria percepção sobre o assunto.
            Como o assunto não é pura e simplesmente o futebol, não vou partir do principio que todos saibam exatamente quem é Adriano e qual sua importância para o futebol e para o post de hoje. Adriano é um jogador de futebol que iniciou sua carreira no Flamengo, teve uma passagem de sucesso pela Itália, Flamengo de volta e até seleção brasileira. Hoje, novamente na Itália é jogador da Roma, ou melhor, compõe o elenco da Roma, pois raramente entra em campo. Adriano nasceu no Rio de Janeiro e foi criado na região da Penha onde fica o conjunto de favelas do Alemão, historicamente um dos mais tomados pelo tráfico e pelos criminosos.
            Nossa realidade exterior define quem somos, disse Marx em uma de suas passagens mais felizes, que tipo de formação uma realidade dessas pode gerar numa criança? O que é crescer cercado pela imagem de sucesso de um chefe do tráfico, ouvindo seu pai dizer que você precisa ser honesto, receber dos criminosos ajudas especiais no caso de doenças e ter um sistema organizado de controle dentro da favela enquanto os agentes da lei esbanjam falta de preparo e violência em cada ação policial na comunidade. Como aceitar um mundo que exige trabalho e mérito vendo que é impossível trabalhar mais do que seus pais e que eles nunca terão a vida que o discurso geral promete.
            Pode parecer banal, mas nesse caso existem três alternativas, se juntar a figura heróica do traficante, seguir o exemplo dos pais e apodrecer na favela ou ter um talento especial como futebol ou música. Uma peneira de futebol para milhares de garotos vai muito além do sonho pessoal de ser um jogador de futebol, é a necessidade e a chance, provavelmente a única que terão em toda a vida, de criarem algo maior do que receberam.
            Adriano é assim, passou no teste no Flamengo, foi campeão da Mercosul pelo Fla em 2001 e logo estava jogando  na Inter de Milão, em 2003 já fez parte do grupo que disputou a Copa das Confederações com a amarelinha. Ascensão rápida, improvável até, de repente, do menino da favela que enfrentava todo tipo de conflito, ele se tornou o astro, a referência, o exemplo a ser seguido, mais uma prova de que o esforço recompensa a qualquer um, de maneira igual, como manda a cartilha do sistema.
            E os amigos que ficaram na favela? E aqueles que ele não pôde trazer pra Itália, perdidos no mundo das drogas? E, o mais surpreendente, como fica a saudade do lugar em que ele foi criado, das suas raízes, do local que construiu a sua identidade? Não é fácil perceber a subjetividade por trás do problema, não é atoa que mais jogadores já tiveram problemas assim, para quem não gosta dele Adriano é um fanfarrão, só quer saber de bebida e mulheres, para os outros, ele precisa curtir mesmo, está ganhando dinheiro e pode viver a vida bem.
            Adriano é apenas o exemplar mais problemático, aquele que não conseguiu reunir num mesmo pacote os desejos de uma vida de privilégios com a carreira de jogador, se observarmos, a maioria dos grandes astros do futebol europeu tem conduta parecida. Cristiano Ronaldo já acabou com um luxuoso carro novo em alta velocidade, Rooney e Ashley Cole já tiveram problemas com excesso de bebidas, Ronaldinho se tornou a muito um ex- craque sempre associado a problemas de disciplina, para mim, demorou a voltar ao Brasil.
            Para ser muito sincero não condeno de maneira alguma a postura disciplinar de cada um, com a vida economicamente feita, disciplina não passa de um problema a quem não tem nenhuma outra grande ambição. Adriano é honesto, não tem nenhuma outra grande ambição, sente alegria de jogar pelo Flamengo, onde se motivou mais e rendeu melhor em 2009 e já anunciou o desejo de voltar, a Roma não lhe traz nenhum envolvimento que extrapole o financeiro, e dinheiro ele já tem, melhor ainda, poder receber o salário que recebe em Roma podendo curtir férias no seu amado Rio de Janeiro quando quiser.
            Adriano foi, é e sempre será um jogador medíocre, aclamado como um dos grandes centroavantes do mundo, Adriano só fez viver altos e baixos, em minha opinião por duas razões principais, a primeira é que Adriano motivado é apenas um jogador forte com facilidade pra vencer zagueiros no corpo e chutar bem com a perna esquerda, e SÓ com a canhota mesmo. A segunda é que Adriano se desencantou pelo mundo do futebol depois de algum tempo convivendo com ele e eu não lhe tiro a razão. Como eu já havia dito no post das sedes das copas, vivemos a era do vazio, tudo é cada vez mais superestimado, suntuoso e repleto de luxo e cada vez mais ausente de conteúdo, estava pensando esses dias enquanto lia a lista dos indicados ao Oscar que não comentarei por ainda não ter visto os filmes, todos recém lançados, mas a cerimônia, cada vez mais pomposa vem sempre apresentando filmes piores ano após ano, cria-se um espetáculo visual como Avatar, travestem-no de mensagens sobre preservação e querem que a gente engula que é uma grande obra, não é.
            O que pode ser mais vazio que o mundo ilusório da moda, da realização instantânea, das grifes, jóias? Qual é o sentido de respeitar limites de velocidade num carro 007 que chega a sei lá quantos km em segundos? Que prazer existe em transformar a pecaminosa Las Vegas numa rotina de vida, cercado de prostituição e jogos?
            Sim, os amantes da moda estão indignados, os de velocidade me acham ignorante, o da diversão, um louco absoluto. Tudo isso pode parecer convidativo durante um período, ainda mais pra quem nunca os teve, mas depois de um tempo vivendo nesse meio, como o fez Adriano, considero natural que a pessoa comece a procurar um significado para aquilo tudo. Depois de anos em que a realização da mercadoria não é mais uma ambição distante, em que basta desejar e obter é natural que a pessoa procure um significado para aquilo tudo e eu insisto na pergunta, qual é a alegria de, ao longo da vida, seu maior prazer ter sido possuir um pedaço de pano ou metal com um desenho que o diferencia? Que me perdoem os consumistas, mas roupa só serve pra vestir, carro só serve pra locomover e sexo é bem melhor quando se gosta.
            Adriano já chegou a cogitar o encerramento prematuro da carreira, queria voltar a viver na favela, o deslumbramento passou. E passa mesmo, os grandes prazeres do mundo moderno são superficiais demais, rasos, pobres, para um jogador atualmente, se ele não encontrar, de fato, a alegria de vestir a camisa de um time, honrá-la, se ele não se arrepiar ao ouvir milhares de pessoas gritando seu nome, se não s empolgar em visualizar seu nome estampado nas páginas de jornais repleto de elogios a sua última atuação, esse jogador se tornará um Adriano e viver no meio dos “maiores encantos” do mundo, usando-os não como razão para ser feliz, e sim como um refúgio por não ser.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os Clássicos III

Em ordem cronológica o último grande clássico do dia foi realizado entre Brasil e Argentina no sul- americano sub 20 no Peru, até hoje ainda não tinha dado atenção, pelo menos no blog, ao torneio, por duas razões, o futebol profissional estava voltando e decidi priorizá-lo e porque quando se trata de garotos, sempre é cedo para se fazer análises, mesmo com o término encaminhado, fica muito difícil fazer corretamente uma perspectiva de que geração Brasil, Argentina ou qualquer outra seleção vai mandar a campo nos próximos anos e que jogador se destacará mais ou menos.
            Dá pra apostar em Neymar, que mesmo tendo completado 19 anos a dois dias já é uma realidade e sob o comando do santista a seleção brasileira vinha nadando de braçada nesse sub 20, até ontem. O Brasil empolgado enfrentou uma Argentina preocupada, uma derrota podia significar o fim da ambição de disputar os jogos olímpicos mesmo sendo a atual campeã, muito parecido com o que já tinha acontecido no Pacaembu mais cedo. A geração brasileira nesse sub 20, não digo nem só pelos jogadores, mas principalmente pelo time que foi formado com esses jogadores, é muito superior, a seleção brasileira tinha totais condições de obter uma vitória até tranqüila mas dois pecados foram fundamentais, a afobação no momento em que a partida se desenhou mais pra seleção canarinho e a expulsão de Juan logo aos 5 minutos.
            Numa bola despretensiosa dos hermanos na área o zagueiro brasileiro se deixou levar pelo nervosismo e deu uma cotovelada no argentino, pênalti claro e cartão vermelho para ele, com a penalidade convertida a Argentina praticamente iniciava a partida com vantagem no placar e um jogador a mais. O que poderia ter se tornado um jogo amplamente favorável aos nossos vizinhos acabou se tornando uma partida brasileira, um pouco ansiosos, mas mais talentosos o Brasil dominou o jogo e ignorando as vantagens do rival massacrou durante boa parte do jogo até o belo gol de William, um corte em velocidade, um belo chute e a partida estava de novo em nossas mãos.
            Seria possível até uma virada não fosse outro vacilo colossal da defesa, numa bola ao chão a bola chegou aos pés de Iturbe, o mais recente “novo Messi”, que pegou a bola, deixou os zagueiros pra trás e tocou na saída de Gabriel. A vantagem, quando o jogo já se encaminhava para o final deixou a Argentina mais confiante e derrubou de vez os meninos do Brasil. Vitória que coloca os argentinos novamente no páreo, um ponto atrás do novo líder Uruguai e do próprio Brasil, vitória que nos tira da primeira colocação para a seleção celeste como já foi dito. A briga para ir a Londres vai ser de arrepiar, as vagas para o mundial já estão praticamente definidas. Dos seis times nesse hexagonal, cinco vão jogar o mundial da categoria na Colômbia, com três derrotas o Chile já praticamente encerrou suas qualquer chance e a Colômbia por ser o país sede, já tem vaga garantida. O Chile, aliás, é intruso nesse hexagonal, mesmo tendo vencido a Venezuela no confronto direto que eliminou a seleção lilás e deu vaga aos chilenos tem uma seleção bem mais fraca e menos promissora, antigamente o saco de pancadas da América do Sul os venezuelanos formaram um time razoável, mas com grandes promessas, especialmente Orozco, já contratado pelo Wolfsburg na janela de janeiro, autor do gol mais bonito da competição e um dos grandes nomes que esse mundial revelou.
            Na parte de cima, além da Colômbia, que vai ao mundial, mas está praticamente fora da Olimpíada, Uruguai, Brasil, Argentina e Equador, também duelarão pelo gostinho de além de ir à Colômbia, também visitarem Londres e tentarem a chance de trazer uma medalha de ouro para casa. Eu aposto que o Brasil estará lá e se Iturbe, que começou a competição muitíssimo discreto continuar fazendo a diferença como fez nas duas últimas partidas, a Argentina tem totais chances de também conseguir uma dessas duas vagas.

Os Clássicos II

O segundo grande clássico do dia aconteceu no Pacaembu. Palmeiras e Corinthians duelaram por afirmação e sobrevivência (talvez literalmente) respectivamente.
            Foi um jogo de análise complicadíssima, pois a equipe do Palestra Itália teve amplo domínio durante quase todo o jogo, em especial no primeiro tempo, a do Corinthians, recuada e temerosa saiu com os 3 pontos. É possível dizer uma coisa, os jogadores corintianos jogaram uma final de copa do mundo e isso talvez resuma o maior mérito sobre um Palmeiras que começava a acreditar ser melhor do que é.  
            O Palmeiras até aqui vinha conseguindo bons resultados, mas sempre de maneira discreta, Felipão parecia se preocupar em montar um bom esquema defensivo, não tomar gols para depois tentar matar o jogo em alguma jogada, assim o time chegou a liderança do paulista e era dessa forma que qualquer palmeirense acreditava que o time jogaria um clássico. Não foi, o Palmeiras foi pra cima desde os primeiros minutos de jogo e com apenas dois, Tinga já obrigava Julio Cesar a fazer grande intervenção, Jucilei também teve grande chance cara a cara com Marcos mas o Corinthians parou por aí, o primeiro tempo foi inteiro do Palmeiras que criou uma dezena de grandes possibilidades.
            O grande destaque do jogo foi mesmo Julio Cesar, pela segunda vez ele garante uma vitória de 1 a 0 num clássico após ser bombardeado, mas no Brasileirão 2010 ele evitou um empate ou uma virada magra, ontem ele evitou que o Palmeiras goleasse de maneira improvável. Marcos Assunção, Kleber e Mauricio Ramos perderam as principais chances.
            Outro destaque, esse negativo da partida foi a atuação da arbitragem permitindo que a violência comesse solta. Kleber era o alvo do Palmeiras, Jorge Henrique o do Corinthians, mas como Kleber participou muito mais ativamente da partida foi o jogador que mais apanhou, já está se tornando comum um revezamento de faltas no gladiador que, caso reclame, toma ele o cartão. Claramente a estratégia da defesa do Corinthians, eu tenho dificuldade em recriminar, o revezamento de faltas é moralmente condenável, mas os juízes permitem e a estratégia ganha jogo, foi o que aconteceu ontem. Só no primeiro tempo diversos cartões poderiam ter sido aplicados pelo número excessivo de faltas para ambos os lados, mas o arbitro optou por distribuí-los apenas na etapa final, evitando assim expulsões que pudessem tumultuar a partida, lamentável. Também foram ignoradas a mão que Kleber colocou dentro da área e a posição legal do mesmo jogador num excelente passe de Marcos Assunção.
            O saldo do jogo foi um Palmeiras surpreendente, que mostra que o time tem brio e capacidade de agredir adversários, o que não vinha acontecendo, mas que é um time batível. É bom o próprio elenco e diretoria perceberem que o time ainda precisa crescer e que faltam jogadores de articulação e conclusão, com a volta de Lincoln e Valdivia o Palmeiras carecerá e muito de um camisa 9, Dinei é absolutamente inapto para a função.
            Para o Corinthians o saldo foi uma reabilitação após o fracasso na Pré Libertadores e a chance de fazer as pases com a fiel, eu não acredito, o time foi massacrado em campo, chutou a gol duas vezes e não pode contar com o sucesso de ontem em outras partidas, é preciso jogar mais, é preciso Liedson chegar com fome, é preciso afastar Ronaldo, achar um novo Elias, pois mesmo com a vitória o Corinthians continua muito atrás de todos os outros times de expressão a exceção do Vasco. Enfim, é preciso não acreditar que a eliminação para o Tolima foi um acidente, exigir de Tite uma mudança de postura e não supervalorizar a vitória no clássico.

OS Clássicos I

            Chelsea e Liverpool jogaram para espantar a crise, a derrota seria trágica para os reds e muito ruim para os blues, melhor para o time da terra dos Beatles que venceu com um gol do português Raul Meirelles, que substituiu Fernando Torres, agora no time da capital.
            As atenções foram mesmo totalmente destinadas ao espanhol que estreava justamente contra o ex- clube e já lançando polêmica e fazendo provocações idiotas, aos 10 minutos teve boa chance de marcar após passe errado de Maxi Rodriguez e desperdiçou, no resto do jogo seria discreto. Já o argentino que já havia dado um presente para Torres novamente protagonizou um lance bizarro, após passe de Gerrard Maxi perdeu o gol mais feito de sua vida.
            Sorte a dele que Meirelles compensou e marcou o único gol do jogo, resultado que aproxima o Liverpool do Chelsea permitindo sonhar com a vaguinha na Liga, o último da zona classificatória nesse momento é justamnte o time de Carlo Ancelotti e os reds já ocupam a sexta posição.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fim!

E não é que o Arsenal, depois do vexame que deu diante do Newcastle pode comemorar a primeira derrota do Manchester no campeonato? Eu continuo achando que o título está praticamente decidido, o Manchester hoje perdeu apenas uma invecibilidade, justo, não era time pra ser campeão invicto, vai apenas seguir a rotina de títulos poucas vezes interrompida, o Arsenal hoj perdeu a dignidade, cansou, irritou. Mas vale acompanhar as próximas rodadas com City x United já no próximo fim de semana, um Carlitos insipirado e a chance do próprio City de colar no rival prometem esquentar a briga, não é minha aposta, mas com certeza o fim do campeonato na Inglaterra srá muito mais interessante e emocionante que na Alemanha.

Tropeços- capítulo 2

            Não foi só na Inglaterra que um inacreditável tropeço histórico praticamente anulou as chances de um clube ser campeão, na Alemanha o Bayern desperdiçou chance atípitica de se aproximar do Borussia Dortmund ao perder um jogo que parecia ganho. O problema é que na Alemanha tudo é muito mais difícil, até uma aproximação efetiva ao Borussia Dortmund requer uma combinação mais que improvável de resultados, a vantagem nesse momento para o Bayer Leverkusen é de 12 pontos, são quatro derrotas de um, mais quatro vitórias de outro, difícil.
            Mas pelo menos o Bayern entrou em campo hoje contra o Colônia motivado a se manter na zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões  começou bem, abriu 2 a 0 no primeiro tempo e assim como o Arsenal fazia mais ou menos no mesmo horário vacilou, não só a ponto de permitir o empate, mas a ponto de permitir a virada, final de jogo em 3 a 2 para o Colônia que tenta desesperadamente escapar do rebaixamento e Bayern fora da Liga, agora ocupada pelo Mainz.
            O Borussia ontem tinha empatado diante do principal rival Schalke 04 em 0 a 0 com excelente atuação do goleiro da seleção alemã Neuer, pretendido pelo Manchester United após a aposentadoria de Van der Sar anunciada para o fim da temporada, vacilo que não compromete em nada sua vantagem pelo título, ainda mais com os tropeços dos “Bayers”.

Fim de semana de ouro

Fim de semana empolgante na Premier League com Newcastle e Arsenal, uma boa chance para os Gunners encostarem, ou pelo menos, não deixarem o United se distanciar. O Newcastle tem problemas, a venda de Caroll e a lesão de Alan Smith enfraqueceram muito o elenco e o novo avante Best passa longe de agradar a torcida, justificável para quem assistiu o primeiro tempo do confronto de hoje.
            De um lado um Newcastle procurando redenção, do outro um Arsenal querendo afirmação, promessa de bom jogo, com vantagem para o time vermelho, larga vantagem, com 10 minutos do primeiro tempo Van Persie marcava 3 a 0, isso mesmo, goleada aplicada em apenas 10 minutos (Djourou e Walcott tinham feito os outros dois). Vitória fácil, dia de fazer saldo? Com 25 minutos Van Persie de novo parecia selar a resposta, 4 a 0 em plena casa do Newcastle e os torcedores alvinegros começavam a deixar o local.
            Pobres torcedores do Newcastle, em especial aqueles que foram embora, torcendo para um time que vem de fiasco em fiasco a mais de 5 temporadas, quase um Guarani da Inglaterra, com nome, torcida, pompa e.... Nada. O torcedor que deixou St James Park mais cedo perdeu provavelmente os 45 minutos mais emocionantes de sua equipe na década, o Newcastle empatou contando com dois pênaltis, um claro e outro absurdo, a expulsão de Diaby no Arsenal, a redenção de Best fazendo dois gols, um válido um muito anulado bisonhamente pelo bandeira e principalmente com um golaço do marfinês Tiotê, uma paulada numa bola sobrada, de primeira, da intermediaria, gol de gênio, justamente o que igualou o placar, nos acréscimos, outra grande chance passou raspando e evitou a virada.
            O campeonato não acabou, a única coisa encerrada é a briga pelo título, o Manchester que duela com o atual lanterna Wolverhampton já tem as duas mãos na taça e os jogos seguintes soam como mera formalidade. O Arsenal, mais uma vez, fica como promessa para a próxima temporada, desde a saída do Henry é sempre assim, até esse período o Arsenal chegou a ganhar o título invicto em 2004 e foi finalista da Liga dos Campões dando mostras que era um time a brigar por títulos. Hoje o Arsenal só ilude seu torcedor, nada tem mais a cara desse time do que empolgar e decepcionar, abrir placares elásticos e permitir o empate, isolar na ponta e perder o caneco.
            Enquanto a páginas épicas eram escritas por Newcastle e Arsenal, Tevez individualmente também escreveu uma bonita página hoje, depois de se declarar infeliz no futebol, afirmar desejo de deixar o City, voltar para a Argentina e até de abandonar a carreira profissional, Tevez permaneceu e vem empolgando com seguidas boas atuações, no meio de semana fez o gol que deu o empate ao City e hoje marcou os três da goleada por 3 a 0 sobre o West Bromwich. Tevez é um jogador totalmente singular, dono de uma raça ímpar, qualidade e técnica indiscutível e caráter intocado, é até feio notar que ele jogou nos dois principais times de Manchester, mas Tevez não forçou negociação, não dá entrevistas alfinetando o ex clube ou qualquer coisa do tipo, foi simplesmente mal aproveitado no United e buscou novos ares aonde o ofereceram, fico na torcida para que a alegria de jogar futebol permaneça.
            Outro jogo interessante eu não acompanhei, o Everton derrotou o Blackpool por 5 a 3, tornando a rodada desse fim de semana a com a maior média de gols dessa temporada na Inglaterra até agora e olha que amanhã tem Chelsea e Liverpool prometendo fazer um duelo salgado pela transferência de Torres do segundo para o primeiro, pena que Torres não é um Tevez, nem no futebol e principalmente na raça e no caráter, já chegou provocando dizendo que finalmente joga por um clube grande, um comentário imbecil não só por ser desnecessário, mas porque o Liverpool é indiscutivelmente um clube muito maior que o Chelsea, dono da mais bela torcida inglesa, de cinco Ligas dos Campões e o maior campeão do campeonato inglês, sendo que o Chelsea foi um clube inventado por Abramovic, talvez para lavar algum dinheiro e não conquistou nada que o aproxime dos reds.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pré Libertadores

Enquanto assistia a vitória do Palmeiras sobre o Mirassol, não resisti a dar várias olhadas nas partidas da pré Libertadores, a classificação do Grêmio e a eliminação do Corinthians.
            Como a análise sobre os gaúchos é mais suave, vou primeiro a ela, o Grêmio em minha opinião quase cumpriu com sua obrigação, quase por que tomo um baita susto contra o Liverpool uruguaio e tudo podia ter ido pro buraco, fico imaginando o filme que passou na cabeça do André Lima depois de perder um gol incrível, sem goleiro, quase debaixo das traves e ver os uruguaios abrirem o placar.
            Não sou desses que admite que não tem mais bobo no futebol e o jogo é onze contra onze, o Liverpool é uma equipe semi amadora no Uruguai, surpreendeu até a população do próprio país ao chegar numa libertadores e o Grêmio, com sua folha salarial, seu elenco, sua camisa e torcida tem sim OBRIGAÇÃO de eliminar e terá a mesma obrigação na fase de grupos, pois pegou um grupo fácil, ainda que agora dificulte, o Grêmio precisa e deve passar bem de fase.
            Pior mesmo foi o Corinthians, que tinha a mesmíssima obrigação de eliminar um time de pouca expressão da Colômbia e não o fez. O que o Corinthians aprontou nessas duas partidas foi bisonho, ainda que não se compare ao Flamengo e América do México ou a Internacional e Mazembe, foi triste de ver. Nessa quarta Tite mandou a campo um time com três volantes e três atacantes, a referência foi o normalmente suplente Paulinho, segunda volante “quebra galho” sem nenhuma competência na criação de jogadas, no primeiro tempo o time do Corinthians não existiu, Dentinho e Jorge Henrique ficaram encarregados de dar criatividade ao meio de campo já que Ronaldo só funciona (se funcionar) com uma bolinha muito redondinha recebida no pé e livre de marcação, Ronaldo é para sempre um gênio, mas já não é um atleta. Sem chegada ao ataque o Corinthians não conseguiu nem mesmo se firmar na defesa como devia acontecer com seus três volantes, os laterais que subiam tentando fazer alguma ameaça ao gol do Tolima deixavam as costas expostas, de cada lado surgiu um dos gols e o lado esquerdo foi um verdadeiro festival onde um Fábio Santos risível permitiu que os colombianos brincassem de jogar bola, ao menos Alessandro tentou compensar com criatividade e alguma disposição para voltar e combater.
            No segundo tempo Tite foi aos poucos lançando mão dos jogadores que mais faziam falta ao time, Cachito Ramirez e Danilo entraram em campo e não me importa se são grandes jogadores ou não, é o que o Corinthians possui em termos de armação, é quem deveria estar lá, com eles o Corinthians teria melhorado não fosse o golpe fatal aos 20 minutos, o gol do Tolima foi como um tiro e nos próximos 25 minutos o Corinthians apenas agonizaria no chão até o tiro de misericórdia.
            Para pioras a expulsão de Cachito poucos minutos depois foi um tiro que o próprio Corinthians se deu, não culpo o jovem peruano, ouvi inclusive que ele merece elogios, pois pecou por excesso e não falta de vontade, um dos poucos, concordo.
            Após o primeiro gol o Tolima ficou ainda mais a vontade e o Corinthians que tinha decidido deixar o jogo só para o segundo tempo já estava mortalmente ferido, bastou uma das várias bolas nas costas de Fábio Santos ser lançada na área para tudo acabar de vez. Não houve pressão final, não teve goleiro correndo pra área adversária pra cabecear, não teve protestos pelo número de minutos dados de acréscimo, não teve nada, o Corinthians praticamente não entrou em caiu e caiu diante de um time que deverá ser eliminado já na fase de grupos.
            É hora de achar culpados? Não sei, mas a maior culpada é a diretoria, quando perde-se um Elias, é preciso repor, não contrata-se um Liedson para jogar um competição em que ainda não se está assegurado, foi mais um caso de menosprezo a um adversário que podia sim vencer e eliminar.
            O segundo culpado foi Tite, bisonho na formação do time, achou que Paulinho podia ser o “camisa 10”, que estaria seguro na retaguarda e o trio de atacantes daria conta, atacantes precisam de meias com quem tabelar e de quem receber. Paulinho, coitado, não passa perto disso.
            O elenco, claro, também tem culpa, faltou brio, muito, principalmente Fábio Santos, o pior e Ronaldo que passa da hora de anunciar sua aposentadoria. Citei os dois, mas poucos, quase nenhum, escapa muito da denúncia. Ganhar do Palmeiras virou obrigação pra muita gente manter o emprego, mas o rival vem embalado, segunda fira pode ter gente no olho da rua.