sexta-feira, 29 de julho de 2011

Por motivo de viagem acabei passando mais de uma semana sem escrever no blog, assim, perdi os posts sobre a eliminação brasileira na Copa América e o título uruguaio. O post vem observar esses eventos para voltar a atenção ao campeonato brasileiro que finalmente parece ter começado a pegar fogo, o jogo entre Santos e Flamengo na ultima quarta feira foi sensacional, quatro golaços dois de Neymar e dois de Ronaldinho que mostraram o talento que o brasileiro realmente tem vontade de ver. Pareceu pelada de fim de semana? Pelada por pelada, prefiro essa do que as que costumamos ver por aí.
            Ma voltando ao torneio continental, o Brasil fez seu melhor jogo diante dos paraguaios, pressionou, insistiu e parou na falta de pontaria, pontaria tão falha que na disputa de pênaltis, após quatro cobranças, nenhum acerto. O que era pra ser a grande virada da era Mano no comando da seleção se transformou num dos maiores vexames que a seleção brasileira já viveu, impressionante, aonde foi parar a bola na cobrança de Elano?
              Mano Meneses fez o que precisava ser feito, o que o povo queria, tem esse mérito a seu favor para continuar no comando, mas fez um péssimo trabalho até aqui, não consegue tirar dos jogadores seu melhor jogo e a seleção, mesmo ofensiva, mesmo renovada, mesmo como deve ser, continua sem graça de ser vista e pior, não consegue resultados, o Brasil não venceu nenhuma boa seleção sob o comando de Mano, seja uma poderosa Holanda, uma reconstruída França, uma oscilante Argentina, ou um apenas razoável Paraguai. A saída de Mano seria uma opção sim, a permanência também, já que vai permanecer, vai ter que mudar muita coisa. 
            Brasil e Argentina não deram no coro, coube ao Uruguai assumir o favoritismo, já tinha escrito sob como é empolgante ver a seleção uruguaia, com limitações técnicas claras a celeste se vale da vontade dos seus jogadores, inclusive dos que realmente tem qualidade como Forlán, que se multiplica em campo de uma maneira impressionante, como se corresse e jogasse por seus companheiros que possuem menos qualidade que ele. O grande símbolo dessa conquista é mesmo Forlán, que decidiu a final contra os paraguaios fazendo dois gols, mas o craque da Copa América é Luisito Suarez, menos brilhante, mas mais regular, fazendo gols em praticamente todos os jogos.  O título uruguaio também coroa uma geração que tem além de Forlán e Suarez, Cavani, Lugano, Muslera e Loco Abreu, todos jogadores que merecem o gostinho desse título. Um título muito justo por sinal. 

sábado, 16 de julho de 2011

O jogo da Copa

Argentina e Uruguai foi, sem dúvida, o melhor jogo da Copa América, um jogo com a cara que esperávamos antes dos decepcionantes primeiros jogos da competição. Muita raça, catimba, boas doses de talento individual e Messi jogando bem, foi o nome da Argentina. Do jogo não tem pra ninguém, foi o goleiro Muslera.
            A Argentina jogou melhor e começou melhor, mas foi surpreendida logo cedo pelo gol de Perez que deu vantagem aos uruguaios, quase em seguida o jogador poderia ter sido expulso num lance em que tomou apenas cartão amarelo, mas seria expulso alguns minutos depois, o Uruguai jogou quase toda a partida com um jogador a menos. A Argentina contou com grande jogada individual de Messi, cortando e colocando a bola na cabeça de Higuain para que ele empatasse. A partir daí foi um Uruguai se segurando defensivamente e deixando que Forlan e Suarez resolvessem na frente, é fato que deram muito trabalho aos defensores argentinos, ainda mais no segundo tempo regulamentar, mas não brilharam tanto como Muslera, que num chute de Tevez fez defesa milagrosa ainda espantando o rebote de Higuain. É comovente ver o time uruguaio jogando dessa maneira, finalmente numa atuação ao estilo da Copa do Mundo, se superando a cada minuto mais na luta que em qualquer outra coisa, Forlan, com mais de 30 anos, voltando para armar, chegando para concluir, jogando e correndo 120 minutos doando seu talento diferenciado acima do necessário por saber que a maioria dos seus companheiros não esta a sua altura, foi uma vitória da garra. Mesmo com a expulsão de Mascherano que igualou o numero de atletas em campo por toda a prorrogação, o Uruguai ainda sofria com as investidas de Messi e Pastore.
            O Uruguai conseguiu assustar e, inferior, tecnicamente e durante muito tempo numericamente conseguiu levar o jogo para os pênaltis, cobrou cinco penalidades perfeitas e deixou que Tevez, pretendido pelo Corinthians, errasse, além das cobranças ruins de Pastore e Higuain que mais por sorte do que outra coisa acabaram entrando. O Uruguai agora joga a semifinal contra o Peru, que contou com um erro de pênalti também, dessa vez de Falcão Garcia, para levar pra prorrogação e matar o jogo com 2 a 0. O Peru também é um time do jogo de disposição, mas não tem a qualidade do ataque uruguaio, nem a vibração dos jogadores da celeste, se quiser vencer o Uruguai precisa apenas praticar seu jogo e só é eliminado por si mesmo, com Forlan e Suarez minimamente dentro da expectativa e o resto do time mantendo a pegada, não tem como o Uruguai não ser finalista. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Acordaram...

Os favoritos parecem ter finalmente acordado, aparentemente a Argentina foi superior e massacrou mais seu adversário no jogo de sua reconstrução, mas o Brasil enfrentou um time melhor e só sofreu por dois erros grosseiros de Julio César. O goleiro parece nunca superar o trauma da Copa do Mundo e segue falhando até na Internazionale, por essa razão eu já teria escolhido Victor para a titularidade, a história de Júlio pouco vale perante as seguidas falhas.
            Bom mesmo foi ver Messi e Neymar jogando dentro das expectativas, o argentino comeu a bola e não teve uma atuação de gala mais pelos erros de finalização de Higuain do que por culpa própria, já Neymar brilhou menos, mas foi decisivo, fez dois gols, resolveu o jogo, exatamente o que se esperava e se desejava que ele já tivesse feito nos dois primeiros jogos, sem pentear tanto a bola, sem enfeitar demais o menino é realmente diferenciado, precisa parar de acreditar em tudo que dizem sobre ele por aí, a maioria das opiniões é exagerada demais, jogando o simples ele pode até se tornar o jogador que muitos brasileiros acreditam que ele já é.
            Agora é a hora da verdade, e na hora da verdade Brasil e Argentina tem um peso diferente, entram tão favoritos quanto antes contra Uruguai e Paraguai, mesmo depois da sofrida primeira fase e mesmo que os adversários sejam justamente os principais azarões do continente. Evidentemente vai ser preciso jogar bola, qualquer atuação semelhante às duas primeiras inverte o favoritismo (mas devemos levar em conta: Paraguai e Uruguai não têm assustado tanto assim).
            As mudanças nos dois times merecem ser destacadas: as na Argentina são mais fáceis de identificar, com um poder de fogo tão evidente, era um absurdo jogar com três volantes e três atacantes isolados, como se a geração não tivesse meio campistas do calibre de Di Maria e Pastore, sem Banega e Cambiasso, os principais expoentes do mau futebol praticado nos dois primeiros jogos o meio de campo ganhou mobilidade, a marcação não se concentrou totalmente em Messi que pode deitar e rolar, se marcasse o melhor do mundo, Di Maria seria o cara, quando se tem um número tão grande de jogadores tão bons, é preciso utilizá-los, não adianta investir na marcação num time que não tem isso como virtude, se quiser ganhar alguma coisa a Argentina precisa apostar no talento do ataque, Mascherano, Burdisso e Zanneti que se virem.
            O Brasil manteve a escalação do primeiro jogo, a mudança mais notável foi de postura, os meninos da frente (Robinho é um eterno garoto) pararam com as gracinhas e se lembraram que ganha jogo quem coloca mais vezes a bola dentro do perímetro do gol, Ganso deu assistências, Neymar e Pato fizeram dois gols cada, um no cruzamento de André Santos que permitiu a Mano Meneses a ilusão de que acertara na convocação. Por falar em laterais, notável a melhora do time com a escalação de Maicon, até a Copa do Mundo eu desdenhava de qualquer um que pensasse na escalação de Daniel Alves como titular, depois da Copa, a fase exuberante do Barcelona e a inconstância da Internazionale me passaram a impressão de que Daniel poderia assumir a titularidade, eu também iniciaria a Copa com ele na equipe, mas vai ficando claro que Maicon é um jogador muito mais funcional, forte fisicamente, bom na marcação, perigoso na linha de fundo, precisa permanecer. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pintou o campeão

Não se preocupem torcedores brasileiros, lamentem apreciadores do bom futebol, mas a seleção brasileira já mostrou o que foi fazer na Argentina, o gol de Fred aos 44 minutos do segundo tempo deu à seleção brasileira a cara de Brasil (recente) que faltou no jogo com a Venezuela.
            Pois é, caros leitores, o Brasil agora enfrenta o Equador, aparentemente time mais fraco da chave, não importa a fraqueza do adversário será uma vitória difícil, num jogo modorrento e a equipe canarinho conseguirá a classificação para a próxima fase, se ficar em segundo, pode enfrentar o Chile, velho freguês, pois não importa que o Chile seja até agora o melhor time e o mais agradável de se ver jogar na Copa América, os chilenos treme só de ver Robinho, vão atacar infantilmente o Brasil e serão esmagados no contra ataque, depois uma atuação pálida pode garantir uma classificação pra final nos pênaltis, final que o Brasil não perderá. Esse é o Brasil. Futebol arte? Esse está morto há tempos, os times sensacionais da atualidade são os Santos ao melhor estilo Muricy. Não importa que a Argentina também esteja mal e também possa se classificar, o destino é cruel com os hermanos quando jogam mal, eles precisamos e esbaldar de jogar futebol para, talvez, ganharem alguma coisa, o Brasil não, com qualquer atuação pífica, acha gols incríveis nos minutos finais, lembro de uma decisão de Copa América entre as duas seleções que foi assim. O grande detalhe é que, dessa vez, não tem um Dunga de quem falar, Mano Meneses, que não tem culpa de nada, colocou o time que tinha que colocar, mudou o que tinha que mudar, Jadson foi o melhor em campo contra o Paraguai e sua substituição piorou o time, a ponto de assistirmos a um segundo tempo até pior do que o contra a Venezuela, não foi um jogo pior porque o Paraguai soube fazer alguma coisa contra, ao contrário dos homens de Hugo Chávez.
            E enquanto nosso vitoriosos rapazes caminham firmemente, ao melhor estilo seleção brasileira do novo século, na Alemanha, as meninas amargam nova eliminação, perderam a última para as alemães e agora nos pênaltis para os Estados Unidos, se apegam a um ridículo método vistoso de jogar futebol que novamente as castigou, continuaremos, portanto, ouvindo em pelo menos mais quatro anos que embora as meninas estejam evoluindo, futebol é, indubitavelmente, coisa de homem. Fazer o que? 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O prazer de assistir futebol

A Copa do Mundo de futebol feminino ia passar batido nesse blog, me admitindo preconceituoso não tinha, inicialmente nenhuma intenção de acompanhar de perto o desempenho da seleção feminina nos gramados da Alemanha. Acompanho de longe, sei o que está acontecendo, mas com pouca paixão envolvida.
            Pois é válido afirmar que esse desinteresse foi brutalmente substituído por uma vontade real de assistir cada partida, Messi e Neymar que me perdoem, mas assistir ao futebol deles fica extremamente complicado quando comparado à possibilidade de ver Marta, Erica, Formiga e Cristiane em ação. Os próprios espanhóis, campeões do mundo que se coloquem em seus lugares, na copa da África foi difícil ver jogo tão movimentado e emocionante quanto o Alemanha 4 x 2 França que garantiu a classificação das alemães para a fase seguinte. Agora a tarde outras duas grandes partidas, o Brasil que vinha de excelente vitória sobre a Noruega por 3 a 0 com show de Marta repetiu o placar contra a Guiné Equatorial que tinha em torno de dez jogadoras brasileiras naturalizadas, no mínimo curioso. E fica a prova que não é só de Marta que vive o futebol feminino, o primeiro gol brasileiro no dia marcado por Érica foi mais que lindo, mais que uma pintura, foi uma verdadeira obra prima, com chapéu na defensora e um sem pulo com categoria raramente apresentada no futebol masculino moderno. Enquanto escrevo o posto, vou acompanhado a vitória d Suécia sobre os Estados Unidos, os dois países onde o futebol feminino tem mais moral. Mas não é difícil imaginar que, mesmo com todo apoio, elas sempre continuam à sombra dos marmanjos, na Suécia o futebol é um esporte popular e raramente um sueco deixaria de ver a pífia participação da seleção comandada por Ibrahimovic pelo bom futebol de Lotta Schelin, e as americanas, ainda que, teoricamente, tenham mais moral para a pratica do futebol que os homens, com certeza estão muito a margem dos rapazes do baseball ou do basquete.
            Sem o glamour de pop stars, sem os salários exorbitantes, sem a mesma pressão por resultados a todo custo, as meninas da bola, por todo o mundo vão dando um show nos homens, partidas muito mais movimentadas, atuações com coração, feitas por quem quer estar ali e não pela obrigação do cumprimento de um contrato com um clube, patrocinador ou agente. A falta de conhecimento e a certeza de que certo ostracismo voltará a imperar entre a mulherada no dia seguinte em que alguma seleção levantar a taça de campeã não advém de falta de qualidade das meninas e sim, da falta de apoio, reconhecimento e investimento das entidades esportivas e empresas patrocinadoras. Mas querem saber, sei que elas adorariam ter reconhecimento muito maior do que têm e merecem isso, mas, temos de concordar, tem feito um bem danado pro futebol delas. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Que fiasco Brasil

Esse post é em solidariedade as vitimas do atentado ao futebol acontecido ontem em La Plata, de apoio àqueles que desperdiçaram duas horas de suas vidas e que pensam em exigir ressarcimento pelo desrespeito que sofreram. Se o Brasil tivesse perdido para a Venezuela e o time cor de vinho tivesse convencido que está mesmo em evolução e mostrado alguma bola eu poderia mudar o tom do primeiro parágrafo, mas não, a seleção brasileira empatou mesmo em 0 a 0 contra a mesma Venezuela de sempre, um time fraco e sem recursos.
            Sim, eu não concordo com a teoria de que não há mais bobo no futebol, aliás cada dia temos mais bobos no futebol já que não é o crescimento da Venezuela (ou da Bolívia) que explica os resultados dessa primeira rodada, é sim a incompetência plena que apresentaram Argentina e Brasil nesses jogos iniciais.
            Na linha do que disse Mauro Cezar Pereira, estávamos pasmos com o péssimo futebol argentino quando nos deparamos com um pior, o brasileiro. O Brasil conseguiu sem pior que os donos da casa.
            Torcer pela seleção brasileira já se tornou uma atitude cansativa, chata e sem tesão, difícil apontar um sobrevivente que seja apaixonado por futebol e torça realmente pela seleção brasileira, conciliar essas duas coisas é difícil, para torcer pelo Brasil nos últimos cinco anos, no mínimo, é necessário estar disposto a acompanhar tragédias futebolísticas como a de ontem. A última vez que me lembro ter sentido gosto em ver o Brasil em campo foi na Copa das Confederações 2005 quando o quadrado de Ronaldinho, Robinho, Kaká e Adriano funcionou, o Brasil venceu e convenceu. De lá para cá tivemos a medonha participação brasileira na copa 2006 e a era Dunga, provavelmente o período mais negro da história da equipe canarinho. Mas mesmo antes de 2005 a trajetória brasileira já vinha problemática, as duas passagens de Parreira, embora vitoriosas estiveram longe de serem empolgantes e teve também os fiascos de Luxemburgo e Leão, mas vale poupá-los, o time não se acertou como era esperado.
            Fica o luto, houve o tempo em que a seleção brasileira era desejada até por estrangeiros, todo mundo queria ver jogar o Pelé, o Garrincha, o Falcão, o Romário, o Ronaldo, falta isso hoje em dia. Considero as estréias de Ganso e Neymar absolutamente decepcionantes por causa disso, faltou serem o craque que anunciam ser, eles até estiveram acima do avoado Pato, do inoperante Robinho e do insulto que foi a partida de Ramires e Daniel Alves, além de André Santos, uma ofensa só em ser escalado. Defendo sempre o direito que cada treinador tem de ter preferências, quando ninguém é evidentemente superior ao outro, Mano tem o direito de optar por Pato ao invés dos meus preferidos Hulk e Nilmar, apesar do milanista nunca aproveitar as oportunidades que tem para “acontecer”, merece mais essa, a prova de fogo para vermos se vai ou racha. Mas Mano não tem o direito de escalar seu queridinho André Santos enquanto Marcelo estiver voando como está, aliás não tenho dúvidas que o jogador do Real Madrid não foi nem convocado porque Mano sabia a pressão que sofreria ao deixá-lo esquentando banco para seu amado.
            Não quero começar a falar mal de Mano Meneses como fazia com Dunga, Mano não é tão desprezível quanto o ex -treinador,  a questão é que entra ano, sai ano  a seleção não dá gosto, sai treinador, entra treinador e o time segue não encantando, muito pelo contrário, segue decepcionando. Lógico então que a culpa não é de Mano Meneses, ele fez o que tinha de fazer, colocou o time pra frente, dois volantes que tem saída de bola, bom passe e qualidade, laterais que sobem muito, Ganso para ser o cérebro do meio campo, Robinho e Neymar abertos para o agora centroavante Pato. Não da pra acusar seu sistema de jogo, faltou alguém aproximar mais de Pato no meio da área já que ele jogou ilhado pela marcação venezuelana, a partida desastrosa de Ramires e dos laterais minaram a saída de bola da seleção, Robinho e Neymar tiveram que voltar para buscar jogo, acabaram isolando Pato na frente e pouco puderam fazer, pois quando precisavam  tabelar com Daniel Alves e Andre Santos não recebiam nada de volta. A partida foi tão ruim que mesmo nem dá pra contestar o Pato ou crucificar o Andre Santos tanto quanto seria desejável já que dois dos piores jogadores foram justamente Daniel e Ramires, praticamente incontestáveis nas suas posições. Num jogo como esses fica difícil dizer que já chega de Robinho, como eu e milhares de brasileiros desejamos, já que o Lucas entrou e nada mudou, fica difícil defender ou condenar o sistema ofensivo ou defensivo já que o burocrático Elano entrou e novamente nada mudou. Aliás, o Brasil vinha minimamente pressionando (embora não transformasse isso em finalizações) no primeiro tempo, após as mudanças da etapa final o time só piorou e nos acréscimos do segundo tempo quem pressionou em busca de tirar o zero do placar foi justamente a Venezuela. Por isso não acho que Mano deva contestar suas preferências no momento, se é esse o time que ele quer escalar, se o brasileiro quer uma equipe jogando para frente então ótimo, repita a escalação, (eu preferia Lucas no lugar de Robinho), o Brasil não vai repetir uma atuação tão ruim nos próximos jogos, ate porque não tem jeito de ser pior do que foi. O time vai se encontrar e se a seleção já não é o que foi outrora sabemos, pelo menos, que esses jogadores sabem alguma coisa de futebol, muitos deles estão em crescimento e que dá pra esperar mais do que foi.
            O que fia mesmo é apenas mais uma página manchada na história da seleção brasileira rumo ao completo ostracismo diante do povo brasileiro, com uma confederação que organiza amistosos bestas só pelo dinheiro, com jogadores que parecem jogar só pelo dinheiro, que são estrelas (usam cabelinhos para fazer moda, freqüentam a alta sociedade), mas não ídolos, que não criam identificação com a camisa dos clubes nacionais (muitas vezes nem com a dos estrangeiros), enfim, por uma lógica de mercado que constrói enormes espetáculos vazios. É assim no esporte, na música, no cinema, nas artes, em quase tudo. Estou pessimista. 

sábado, 2 de julho de 2011

Que fiasco Lionel

A Argentina tem uma das melhores gerações do futebol atual, para mim é a melhor geração do futebol atual, o time só carece de resultados já que vem sem conquistar nenhum título a quase vinte anos, desde os tempos longínquos de Maradona, Caniggia e do então jovem Batistuta. Desde então tiveram seus sonhos frustrados nomes como Riquelme, Verón, Crespo, Saviola, Samuel, Aimar, Ortega entre outros, o nome de Zanneti poderia figurar nessa lista se o lateral não fosse um imortal, ontem na péssima atuação coletiva contra a Bolívia, o jogador de 37 anos só não foi melhor que Agüero, o craque do jogo.
            Mas quem foi nomeado pela Conmebol o nome da partida foi justamente Lionel Messi, numa das piores atuações que acompanhei na sua carreira. Messi não decepcionou tecnicamente ao pegar na bola, decepcionou porque quase não pegou na bola, se escondeu em campo e não chamou a responsabilidade, obrigação de quem é o melhor jogador do mundo. Sou fã de Messi, defendo-o de qualquer um que conteste o seu futebol e afirmo categoricamente que ele tem tudo para se tornar uma lenda do esporte. Mas, para isso acontecer ele vai precisar jogar mais com a camisa da seleção argentina. Não precisa necessariamente ganhar uma copa, muitas lendas não ganharam, não precisa de títulos e celebrações, precisa jogar mais. Ronaldo nunca foi um grande ídolo para nenhum clube que atuou, sua maior identificação talvez tenha sido justamente com o Corinthians, clube que defendeu apenas em final de carreira, Ronaldo é uma lenda por ter sido sempre e incontestavelmente, um ídolo da seleção brasileira, um ídolo nacional, não havia convulsão em final de copa ou lesão no joelho que diminuísse a sua popularidade ou a torcida pela sua recuperação.
            Messi precisa despertar esse sentimento nos argentinos, os hermanos precisam ter gosto em dizer: oba, hoje tem jogo da seleção, vamos ver o Messi jogar, isso ainda não aconteceu, acontece freqüentemente uma desconfortável expectativa de vai ser dessa vez, é agora, etc. Messi, que não fez uma copa do mundo ruim, ainda não desencantou com a camisa da seleção, ontem, se escondeu em campo, foi salvo por Agüero e acabou eleito melhor em campo por seu nome. Messi, assim como todo o time da Argentina precisa melhorar significativamente para não se tornarem mais uma geração brilhante sem conquistas no país.
 Messi atribui tropeço na estreia a 'gol de m...' e evita desespero

Que fiasco Dorival

O Atlético Mineiro está perdido, o time perdeu o rumo, não se encontra, levou oito gols em dois jogos, fez um. Sofreu duas goleadas e vai enfrentar a pedreira do estádio PV no Ceará contra os donos da casa, possibilidade de nova goleada se levarmos em conta atuação semelhante as que acompanhamos contra Flamengo e Internacional.
            Para mim o grande nome desse momento atleticano é Dorival Junior, o técnico, com excelentes passagens por Vasco e Santos parece perdido, completamente incapaz de salvar o galo da situação. O fraquejo de Dorival no comando atleticano não é de agora, depois de dar novo ânimo e salvar o time mineiro do rebaixamento ano passado o time, cheio de (bons) reforços parecia iniciar o ano para sonhar com a ponta. No campeonato estadual seguidos tropeços contra as frágeis equipes do interior já deixaram o torcedor desconfiado, na decisão, prometendo título após vitória no primeiro jogo, uma partida horrorosa que só não acabou em goleada cruzeirense graças à repetitiva falta de pontaria do Cruzeiro de Cuca. O campeonato mineiro deixou evidente um Atlético muito irregular, que parecia melhorado após as duas boas e convincentes vitórias nas duas primeiras rodadas do nacional contra Atlético- PR e Avaí. Vitórias justamente contra os dois sacos de pancada desse inicio de brasileiro, veio uma aparentemente acidental derrota contra o São Paulo e um empate contra o Atlético- GO que passou a falsa ilusão de que o dragão goiano é que tinha um time acima do que tem, não é verdade, o Atlético (o mineiro mesmo) foi quem permitiu escapar dois pontos em casa contra um time sem muitos recursos, então as goleadas para Flamengo e Internacional que evidenciam, o Atlético não tem condição de permanecer onde está.
            Quando temos um bom time, bem montado com um craque jogando abaixo do esperado, a culpa é desse “craque”, mas quando temos um elenco cheio de opções interessantes, mas ninguém joga bem, a culpa é do treinador. Eu não acho absurdo a demissão de Dorival Junior, o treinador tem potencial e condição ou de reverte o quadro ou de fazer excelente trabalho pelo próximo time que assumir, mas no momento não dá. Depois de dois primeiros tempos lamentáveis contra Fla e Inter, Dorival demonstrando enorme insatisfação mexeu no time no intervalo nas duas oportunidades, a questão é que até ali o jogo estava 0 a 0, os quatro gols em cada jogo só vieram no segundo tempo das duas partidas, após as trocas do treinador. Covardemente, ao colocar o jovem e promissor Wendel no lugar de Dudu Cearense no intervalo contra o Inter, sacou-o aos catorze, repito, catorze minutos da segunda etapa, dando ao jovem a chance de atuar apenas esses catorze minutos sendo que nenhum gol ou jogada do Inter saiu de atos irresponsáveis ou falhas técnicas do rapaz. Insiste com um meio de campo sem jogadores de marcação com Serginho e Dudu como volantes, que saem bem pro jogo, tem técnica, mas não marcam ninguém, o Atlético precisa de um jogador esforçado e menos técnico que grude no traseiro de uma referência técnica do adversário e não o deixe jogar. Foi nesse vazio deixado pelo cabeça de área que Ronaldinho Gaucho e Oscar encontraram tanto espaço para brilharem como brilharam.
            Sempre defendo que a demissão de um treinador, já deve vir acompanhada da mira em outro, demitir sem saber quem trazer e ficar refém dos nomes (muitas vezes fracos) do mercado é uma atitude no mínimo irresponsável, antes de pensar em trocar o comando deve-se estar atento a quem está a disposição: Cuca é um bom nome e, quando se fala de Atlético, a repatriação de Levir Culpi é sempre tratada como possibilidade.
            Mas Dorival não foi demitido ainda e ao que parece não o será até o jogo contra o Ceará no meio de semana, é uma prova de fogo para esse que já estava com nome cotado para rol dos melhores treinadores do país, conseguir reerguer seu nome ainda comandando o Atlético será digno de elogios proporcionais as criticas que recebeu nesse post, a conferir. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Triste Fim do Campeonato Brasileiro

            É verdade que problemas no computador me impediram de escrever regularmente no blog e o grande tema prejudicado foi o inicio do campeonato brasileiro. Depois de dar palpites, opinar e apontar meus candidatos, não escrevi mais a respeito de nada que estava, de fato, acontecendo.
            Após sete rodadas praticamente completas a tabela de classificação já começa a tomar um desenho (privilegiando o eixo Rio- São Paulo) e diversos acontecimentos mereceriam destaque, como a goleada do Corinthians no clássico, as aparentes recuperações de Cruzeiro e Ronaldinho Gaúcho, o terror no futebol paranaense, entre outros. Mas não.
            Já que “perdemos” as discussões das primeiras sete rodadas então vou dedicar o post a outro problema que pode ter dificultado a análise das mesmas, o fraquíssimo nível do campeonato.
            Há anos que temos experimentado um campeonato nacional cada vez mais fraco e está ficando mesmo, cada vez pior, mas estamos chegando ao ponto de que está difícil de assistir, alguns jogos são de doer e nem a desculpa do “emocionante” torneio de pontos corridos elimina isso. Tenho sim assistido a maioria dos jogos e confesso que tem sido com grande esforço, não tem sido nada fácil passar 90 minutos diante das peladas com as quais estamos sendo brindados.
            Para mostrar em detalhes o que quero dizer, vamos fazer inicialmente um exercício, tente listar dez jogadores que atuam no futebol brasileiro que estão acima do bem e do mal. Se você conseguir achar dez, pense se a maioria deles não está de saída ou é grande alvo de sondagens européias. O Campeonato Brasileiro, lamentavelmente, precisa, hoje em dia, se contentar com “o pouco que sobrou”. O nível técnico cai, os jogos pioram, o torcedor sofre.
            Se quiserem outro exemplo, vejam o São Paulo, que com um inicio impressionante garantiu 100% nas cinco primeiras rodadas, não bastasse que a seqüência trouxesse duas derrotas vergonhosas, ainda temos que lembrar jogos como os contra Atlético e Ceará em que o tricolor foi completamente e totalmente minado dentro de campo, massacrado e escapou por falta de pontaria dos adversário, boas atuações de Rogério e sorte, muita sorte. Quem tomou a liderança são paulina foi o Corinthians, num jogo “de dar calo no olho”, o timão abriu o placar logo no começo em cobrança de pênalti ousada de Chicão e se segurou durante o restante da partida, se segurou de verdade, pois Julio César e o bandeirinha (corretamente) fizeram a diferença. O Cruzeiro iniciou o campeonato seguindo seu exemplo na Libertadores, com um ataque poderoso pecou na pontaria e acabou afundando na zona de rebaixamento, veio Joel Santana e o time pegou a cara, como todo o nariz, do treinador, jogo feio, poucas jogadas ofensivas e... duas vitórias, uma por muito enganosos 3 a 0. O próprio Santos, que ganhou a Libertadores e “ainda não estreou” vem, como já disse, ao melhor estilo Muricy Ramalho, futebol tosco e vencedor. Palmeiras e Flamengo, com campanhas até bem sólidas, o rubro negro com apenas uma derrota no ano, nenhuma no brasileiro e campeão carioca, tem um joguinho para o gasto que ofende o Luxemburgo campeão com Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro e o verdão de Felipão, que deve freqüentar a parte de cima da tabela é um dos times mais feios dentre todos os citados.
            A culpa não é dos treinadores, realmente faltam peças, é difícil contar com jogadores tão irregulares, aquele craque com quem o treinador sempre conta será inevitavelmente transferido na janela de agosto, alguns que nem são tão bons assim também o serão e grande parte do que fica aqui é sobra. Há alguns meses Dagoberto era o grande nome do São Paulo, fazendo grande dupla com Fernandinho, Diego Souza chegou mudando a cara do Vasco e sendo diferencial para a conquista da Copa d Brasil, até agora quem vem “carregando o Corinthians é o meia Danilo e Luan já chegou a assumir a artilharia com o Palmeiras. É muito jogador mais ou menos, não é não? A exceção dos Lucas, Neymar e Gansos que logo, logo estarão desembarcando em solo europeu o naipe geral é de jogadores fracos, muito fracos, limitados ou em fim de carreira, o futebol brasileiro já está dando o primeiro passo para se tornar como o argentino, cada vez mais cheio de grandes revelações fazendo a alegria dos torcedores europeus e com seus próprios clubes cada vez mais enferrujados, a situação ainda não é tão grave, mas o sinal amarelo já ascendeu. Há mais ou menos um século, Lima Barreto ironizava acidamente o cruel destino do ufanista Policarpo Quaresma, fiel e apaixonado por sua nação, cem anos mais tarde os ufanistas do futebol estão prestes a sofrer o mesmo triste fim. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ao som do mais dramático tango.

O domingo trouxe uma nota diferente para o futebol argentino, não vou dizer triste, mas bastante inusitada, o poderoso River Plate está rebaixado para segunda divisão do nacional hermano.  Não digo que é triste por que futebol é assim, a tristeza de alguns é a alegria de outros e é preciso respeitar e reconhecer o Belgrano. Se reclamamos no Brasil do centralismo ao eixo Rio- São Paulo, imagina o que deve acontecer na Argentina cujo epicentro em todas as esferas é Buenos Aires.
            Mas o Belgrano derrotar o River e ainda por cima, numa situação de briga por primeira divisão é algo que precisa ser destacado, o River Plate não é grande, é gigante, um monstro, na década de 40 chegou a ceder seus onze titulares para formarem justamente o time titular da seleção argentina, inúmeras conquistas nacionais, duas conquistas de Libertadores e craques e mais craques argentinos revelados, recentemente Higuain é o grande nome dos herdeiros do River.
            Na Argentina, que possui menos times de tradição e que nunca tinha vivido situação semelhante isso é mais dramático que quando um time brasileiro rebaixa, se aqui já é armado essa confusão, imagina lá. De repente, a Copa América que acontecerá lá daqui a uma semana perdeu importância, o assunto se resume a River, River e mais River.
            É um absurdo cair na Argentina, o esquema de proteção aos principais times é grande e o formato permite se fazer um campeonato ridículo e permanecer, desde que os dois anteriores tenham sido razoáveis ou bons, a queda do River significa que ele vem muito mal há muito tempo, já ocupou a lanterna, já teve o pior ataque, tudo carregado pela desculpa que havia tempo para recuperação em anos posteriores. Agora a recuperação precisa ser imediata, duas temporadas na segundona significaria triplicar o drama, não apenas para o torcedor, mas o clube, atolado em dívidas, precisa de dinheiro que só virá caso ele retorne à elite argentina.
            O River pode se apegar ao exemplo brasileiro, Grêmio, Atlético, Fluminense, Vasco, Palmeiras e Corinthians chegaram a dar a impressão de que não tinha volta, na camisa, na torcida, na dedicação de jogadores que atuaram por brio e orgulho de defender uma camisa gloriosa e não por dinheiro (o que é mais fácil de acontecer por lá do que aqui), todos voltaram. O River também vai voltar, o River precisa voltar, o futebol argentino e sul americano precisa dele, mas hoje, hoje é dia de reconstruir e, usar as mãos não para a violência, mas para aplaudir o Belgrano de Córdoba. 

A consagração dos meninos da vila

O Santos confirmou o título de campeão da Libertadores 2011, o tri- campeonato foi conquistado quase cinqüenta anos depois que a geração de Pelé  ganhou a América e o mundo duas vezes. Fui, ao longo de toda a Libertadores um grande contestador do futebol santista, não que duvidasse da possibilidade de o peixe conquistar o campeonato, sabia que era possível, mas era totalmente contrário à noção de que é um time fantástico, sensacional, com um futebol de encher os olhos, foi um time que jogou pro gasto. É até lamentável que no time de Ganso e Neymar, a filosofia predominante fosse a de Muricy Ramalho, incapaz de armar um time bom de se ver.
            Claro, esse assunto já perdeu a importância, o Santos é mesmo o campeão 2011 e vai jogar o mundial pretendendo enfrentar o Barcelona de Messi, tudo que os admiradores de Neymar e contestadores do argentino precisavam para tentar comprovar a superioridade do brasileiro, em seis meses eles vão se enfrentar duas vezes em torneios decisivos, Copa América e Mundial, caso ainda, Neymar não se transfira para o Real Madri, o que viabilizaria um terceiro confronto. Opinião cada um tem a sua, pode-se achar que dois mais dois são cinco, preferir cerveja escura ou qualquer coisa, Hitler tinha a opinião que os judeus e não arianos deveriam ser exterminados, opiniões tão desconsideráveis quanto à de que Messi é melhor que Neymar, pode vir a ser (eu duvido), mas hoje não é.
            Também sou contrário a fazer piadinhas com os santistas caso eles não vençam o mundial, o time fez muito conquistando a Libertadores e merece reconhecimento, fez mais do que podia, passando fases sem Ganso, sofrendo pressão e dependendo muito do goleiro Rafael. Enfim, o futebol do Santos não foi um espetáculo, o time tinha limitações, é dependente de alguns valores individuais e não reeditou momentos de Pelé, mas deve-se admitir que o time merecia essas conquista, Neymar, Ganso e Elano, faltou Robinho que desfilou pela Vila ano passado e Diego que pode retornar cãs Neymar ou Ganso sejam vendidos. Fica a justiça da glória ao time nacional que possui os dois melhores jogadores brasileiros na atualidade e principais esperanças da seleção nacional na competição que se aproxima.
            A Libertadores 2011, apesar de qualquer coisa, foi histórica em vários sentidos, mostrou os clubes brasileiros e argentinos em pé de igualdade com os rivais sul americanos de outros países, trouxe de volta o caneco para o Santos quase meia década depois e reergueu o gigante Peñarol, cuja conquista também seria pra lá de merecida, aliás, o time uruguaio mostrou durante toda a competição um espírito puramente compatível com o da Libertadores, para além de alguns bons valores técnicos como Martinuccio, o time jogou com o coração, deu a alma em campo em cada minuto jogado e foi uma grata surpresa.
            Parabéns a Santos e Peñarol, boa sorte ao Santos no mundial e claro, vamos aguardar o muito que as novas jóias brasileiras podem trazer para o futebol mundial.  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os sentimentos não podem parar

Não tinha outro jeito de a Copa do Brasil 2011 ter sido decidida, foi no critério altamente subjetivo do gol fora de casa. O Vasco venceu por 1 a 0 no Rio, levou grande vantagem para Curitiba onde foi derrotado por 3 a 2, esses dois gols fizeram a diferença e levaram o caneco (e a vaga na Libertadores) para São Januário.
            Essa é a mostra de que Vasco e Coritiba se equivaleram nessa copa, vale destaque a boa participação de Ceará e Avaí, mas não tinha jeito de a final ter sido outra e menos jeito ainda de ela ser decidida, poderia ter sido nos pênaltis, mas dificilmente uma equipe iria se sobressair. O Coritiba perde grande, enorme possibilidade de ganhar uma taça fora do Paraná e de voltar a disputar a Libertadores. Se fizermos uma breve retrospectiva, o time paranaense teve uma década muito movimentada, depois de boa campanha no brasileiro 2003, sendo beneficiado pelo fato de o Cruzeiro (campeão da mesa Copa do Brasil naquele ano), ter ganhado também o Brasileirão e puxado o quinto colocado, o Coritiba teve participação discreta na Libertadores 2004, que foi a última grande alegria da torcida coxa branca. Depois disso só em 2008 retornando à primeira divisão, ao vencer o estadual e fazer campanha regular no brasileiro, comandados por Keirrison. Ainda que o Coritiba não seja considerado um dos grandes do futebol brasileiro, dois rebaixamentos e três anos na série B num intervalo de cinco é mais do que o clube merece, ainda tem a grande tragédia que foi o segundo rebaixamento nesse pequeno intervalo em 2009, ano do centenário e com pancadaria generalizada que manchou eternamente o nome do clube.
            Mas o coxa deu a volta por cima e retornou, teria apagado definitivamente o trauma com o título, mas após a tragédia de 2009, os dirigentes sentaram mais uma vez para reorganizar tudo, refazer planejamentos e cravaram a missão de voltar à Libertadores em 2013, o titulo seria apenas um adiantamento e ainda há tempo.
            O Vasco então lavou a alma e conquista seu primeiro campeonato na era Roberto Dinamite presidente. O maior ídolo da história do Vasco realmente reescreveu o nome do cruz-maltino no cenário do futebol nacional.  Na era Eurico Miranda o Vasco se tornou um time comum e o rebaixamento se deve muito mais a gestão anterior do odiado dirigente ao de Roberto. O ex jogador reascendeu o ânimo do vascaíno, com Dorival Junior resgatou o Vasco da série B com um título indiscutível, depois de um começo promissor em 2010, com goleada de 6 a 0 sobre o Botafogo, o time sentiu a mudança de treinador e caiu, até PC Gusmão assumir e fazer campanha regular, mas salvando o time de outra degola, mas o comando de PC ainda era falho e o inicio de 2011 foi simplesmente horroroso, quatro derrotas em quatro jogos, Ricardo Gomes assumiu e se tornou o segundo nome desse renascimento vascaíno, sua serenidade e sua capacidade como treinador transformaram um time tido como péssimo num time muito bom, de repente Felipe já não era apenas um ex- jogador, Diego Souza e Alecsandro não eram problemáticos e Bernardo e Éder Luis eram grandes nomes.  
            O grande problema da gestão Roberto Dinamite tem sido uma constante torça de treinadores, se o Vasco se fechar com Ricardo Gomes até o ano que vem esse vai ser um problema a menos e o time terá mais possibilidades na Libertadores. A necessidade maior é a de todos os times após a conquista de uma Copa do Brasil, reforços de peso, que desequilibrem, a ponto de transformarem um time bom em excelente para tentar ganhar a América. Para alivio (e euforia) dos vascaínos, Juninho Pernambucano já esta fechado com o clube, eu acho um grande nome e o Vasco vai jogar a Libertadores 2012 para ganhar. Só não acredito no título brasileiro porquê o brasileirão é equilibrado demais, difícil demais e necessita de muito foco para ser conquistado, o Vasco com certeza está mais focado no ano que vem.
            Pensar no ano que vem não é um problema, Roberto Dinamite agora precisa se preocupar em não tornar a Copa do Brasil 2011 em uma ilha e reencontrar o caminho das vitórias como uma constante na vida dos vascaínos. Vale lembrar que Coritiba e Vasco possuem atualmente os dois artilheiros do campeonato brasileiro mesmo jogando com os times reservas, isso mostra a possibilidades que ambos os times têm de fazer grandes campanhas também no brasileirão.
            Fica um parabéns aos dois clubes, o Vasco curtindo o momento e focado em fazê-lo permanecer, o Coritiba também digno de muitos elogios continua sua corrida para que a fase não termine sem um título nacional ou, no mínimo, uma vaga na Libertadores, segundo a própria diretoria, deve vir em 2013.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A quarta sinfonia Azul-grená.

Não era mesmo difícil de imaginar o Barcelona campeão, sabíamos que é o melhor time do mundo atualmente, quer ganhe, quer não, sabíamos também que o Manchester era um dos poucos times com organização suficiente para derrotá-los, o que talvez não poderíamos imaginar é que o time catalão venceria o jogo com tamanha autoridade e superioridade, equivalente à diferença de qualidade existente entre os dois clubes.
O Manchester colaborou, começou a perder o jogo na escalação, a escolha de Valência no lugar de Nani foi um dos maiores erros que Alex Ferguson cometeu nesses quase 27 anos a frente dos diabos, o equatoriano (que incrivelmente foi contratado para substituir Cristiano Ronaldo), não tem nem metade da qualidade do português, esse sim substituto do outro luso, segundo melhor do mundo, ficou no banco nada menos que o jogador com o maior número de assistências na temporada pela equipe vermelha.
O Barcelona até começou pior o jogo, sendo encurralado por um Manchester que marcava adiantado e fazia valer para si as principais características do rival, a posse de bola e a marcação no campo do adversário, mas foram eles que abriram o placar, após passe genial de Xavi, Pedro só teve o trabalho de tirar a bola de Van der Sar, tranqüilo. Foi quando Rooney tentou aparecer e ofuscar o argentino, numa tentativa de um dia poder ser comparado ao melhor do mundo, buscou a bola na intermediaria, tabelou e chegou na frente do goleiro para empatar. O problema é que o inglês, apesar de grande jogador, não está páreo para Messi, num chute de esquerda já no segundo tempo o argentino resolveu e a partir daí começou o massacre, o Barcelona tomou o controle total do jogo e deitou e rolou pra cima do time inglês, fez (só) mais um gol, com Villa colocando no ângulo do goleiro holandês.
A despedida de Van der Sar não foi melancólica como podem apontar alguns, a diferença entre os dois times é clara, evidente, o Manchester não foi páreo, o Manchester tinha o fator tático para poder surpreender, mas o Barcelona também se encontrou em campo e o segundo gol animou o time azul grená, desmanchando o time vermelho. Claro, fica aqui uma homenagem à carreira brilhante do goleiro, seu encerramento é triste, mas num momento feliz do futebol, é bom ter Messi em campo. Foi uma atuação digna do Barcelona do imaginário popular, soberano e muito superior, isso nem sempre acontece, mas aconteceu quando precisava acontecer, não tem porque contestar o óbvio, o Barcelona tem hoje o principal time do planeta.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Libertadores 2011.... e 2012 também

Vasco e Coritiba vão fazer a decisão da Copa do Brasil, absolutamente natural, foram os grandes clubes da competição ao longo do primeiro semestre. O Coritiba vem num ano avassalador, ganhou brilhantemente o paranaense e vinha atropelando na Copa do Brasil, a sequência de 24 vitórias justifica, com ponto alto na goleada de 6 a 0 sobre o Palmeiras. Acho difícil apontar time que tenha merecido mais estar nessa final.
            O Vasco se recuperou de maneira fantástica a um inicio terrível, a chegada de Ricardo Gomes mudou totalmente a cara do time, mostrando, apenas mais uma, de tantas vezes, que técnico é uma coisa que faz toda a diferença num time de futebol. Diego Souza também vai reencontrando seu futebol dos melhores dias de Grêmio e Palmeiras e sendo o cara do Vasco, com Felipe também recuperado o Vasco tem o luxo de deixar Bernardo no banco de reservas, na frente ainda conta com Eder Luis e Alecsandro, nomes que até alguns meses atrás seriam ideais para figurarem na lista de um time fracassado de jogadores que já deram, Ricardo Gomes recuperou a bola de cada um e tornou-os favoritos.
            Sim, o Vasco é favorito, até por que vem jogando mais que o Coritiba, após a goleada sobre o Palmeiras o Coritiba parou, coincidentemente quando começou a enfrentar com freqüência adversários da elite, o time do Coritiba também é formado por jogadores que “fracassaram” e vieram encontrar no coxa outro caminho que deu certo.
            Mas ontem ficou claro quem é quem nessa reta final, o Vasco atropelou o Avaí em plena Ressacada, enquanto o Coritiba sofreu para derrotar o Ceará no Couto Pereira. Acho o Ceará um adversário mais difícil, mas para quem sobrava tanto até dias atrás, a queda do Coritiba é visível, aliás, o termo queda é grosseiro e injusto, só vale deixar claro que o time paranaense não vai manter o padrão de atuação do estadual no cenário nacional de elite. Para o Vasco a conquista da Copa do Brasil seria um sonho, garantindo assim, num caminho mais curto, jogar a próxima Libertadores com seu grande ídolo Juninho Pernambucano, o segundo semestre seria apenas para recuperar o veterano jogador ao padrão de jogo brasileiro e preparar a equipe para a competição internacional que o Vasco pretende vencer.
            O Coritiba, claro, já mostrou bola para vencer e pode vencer, provavelmente também abriria mão do brasileiro, mas não vejo tantos trunfos para pensar na Libertadores 2012 com possibilidade de título, o coxa a jogaria apenas em busca do melhor papel possível.
            Na Libertadores desse ano o Santos venceu o Cerro Porteño atuando no Brasil, uma vantagem boa já que não sofreu gols, tanto Santos quanto Cerro são times que primam pela boa organização e flashes de seus grandes jogadores, como o grande jogador do Santos é melhor, o peixe venceu, foi uma das melhores atuações dos santistas nessa edição de Libertadores, mais segura que algumas anteriores, com o jogo mais sob controle e principalmente, contra um adversário mais qualificado que os que enfrentou nas oitavas e quartas. O Santos só sofreu uma grande chance de sofrer gol e perdeu algumas, Neymar foi o dono do campo, brilhando, sem ser tão decisivo, mas atordoando seus marcadores a cada vez que tocava na bola, foi dele o belo lance que originou a bagunça entre Edu Dracena e Zé Eduardo (muito esforço, pouco futebol) e o gol santista. Um segredo para a classificação chegar no Paraguai pode ser apostar mais no talento individual do garoto aliado a Elano, Léo, entre outros, já que se o grande mérito foi a organização o Santos se equilibra com o Cerro que também é muito bem armado.
              Agradecendo a todos que leem frequentemente ou casualmente o blog, esse é o post de número 100, para breve, pretendo inserir melhores no visual e fotos do que está sendo postado, obrigado e abraço a todos.

sábado, 21 de maio de 2011

Pitacos para o Brasileirão

Vem aí o brasileirão, sendo um dos torneios mais equilibrados do planeta vale observar um por um cada time antes de apostar qualquer coisa. Decidi, mais por diversão do que qualquer outra coisa, analisar os times brasileiros e quem começa candidato ou não a qualquer coisa. É claro apenas uma amostragem de como eu vejo cada time começando o campeonato, janelas de transferências, lesões, falta de grupo, ou seja, meses depois muita coisa pode ser diferente. Mas vamos lá:

AMÉRICA-MG: Não acho que volte a série A apenas para voltar a série B, o América deve ter dificuldades normais de quem retorna a elite depois de tanto tempo (10 anos), mas já mostrou no estadual ser um time bem organizado. Ainda que brigue contra o rebaixamento o coelho não precisa desanimar, porquê pode jogar a primeirona também no ano que vem.

ATLÉTICO-GO: Complicado prever. O time conquistou o estadual e está mesmo a frente dos concorrentes de Goiás, mas o goiano é muito fraco, não acho que seja o bastante para dar muito ânimo para o time, considero o dragão um grande candidato ao rebaixamento.

ATLÉTICO-MG: O galo não é um time bobo, Dorival é um grande técnico e tem acertado o time do jeito que dá, mesmo com os medalhões do inicio do ano, o time prometia, depois da excelente reformulação, o time parece até de animo novo, a final contra o Cruzeiro não é um trauma, foi perdida para outro grande time. Mas, apesar de todas as qualidades, o galo não me aprece pronto para vencer e deve arredondar quarenta anos sem levantar a taça.

ATLÉTICO-PR: Decidi apostar, ainda que esteja em grande longevidade na elite, o furacão não me convence esse ano, aposto numa luta contra o rebaixamento. Esse ano já mostrou estar atrás de muitos times e a grande virtude é o eterno Paulo Baier, sem ele, nem Guerron, Madson ou outro parecem dar conta. O time é taticamente confuso, joga cheio de improvisações e possui jogadores de qualidade contestável, todos os três citados são fiascos em times grandes. A longevidade pode estar para acabar.

AVAÍ: A possível conquista da Copa do Brasil pode mudar muito os planos de um time, mas no caso do Avaí não vejo muito isso, acho que o atalho para a Libertadores é a única maneira que pode levar os catarinenses à competição internacional, caso contrário, devem mesmo ficar com mais uma sul- americana no ano que vem, rebaixamento não, embora essa sombra possa perseguir, mas apenas em possibilidades matemáticas, na bola o Avaí está a frente de muitos e deve fazer uma grande campanha em casa.   

BAHIA: O primeiro semestre do Bahia foi terrível, uma pena. A volta do time mais charmoso do Brasil à elite deveria ser em grande estilo, não deve ser. Se continuar como esteve no começo do ano o Bahia é serio candidato a cair, a possibilidade de se salvar depende de uma considerável mudança de atitude e até de algumas peças.

BOTAFOGO: Também decidi colocar a mão no fogo pelo Botafogo (rima idiota), não pela qualidade do time e sim pela falta de... Acredito que o Botafogo é candidato sério ao rebaixamento, o time se esforça para se reforçar, o que pode dar outra cara a equipe, mas com o time que disputou o carioca, apesar do excelente goleiro Jeferson e dos gols de Loco Abreu, o time tem tudo para permanecer na parte debaixo da tabela.
CEARÁ: Outro que disputa a Copa do Brasil, o que muda um pouco uma analise aqui, mas, assim como o Avaí, o Ceará só tem o atalho como possibilidade, permanecer entre quatro primeiros após 38 rodadas parece muito para o vovô. O time é bom o suficiente para escapar com folga do rebaixamento, mas isso vai depender de uma permanência de jogadores e de espírito de equipe, o Ceará, só pelo que tem hoje, não está ileso da possibilidade de cair.

CORINTHIANS: O time do Corinthians tem limitações sérias que o impossibilitam de pensar em título, dá pra sonhar com Libertadores, mas mesmo essa vai ser difícil, a grande esperança corintiana é a contratação do meia Alex, se ele vingar o fiel torcedor terá um dos melhores armadores do Brasil a sua disposição e um dos melhores centroavantes. Será o bastante? Tenho minhas dúvidas.

CORITIBA: Acredito muito num bom ano para o coxa no retorno a série A, caso não ganhe a Copa do Brasil pode sonhar em jogar a Libertadores ano que vem ficando entre os quatro primeiros, e pode mesmo. Caso ganhe, deverá tratar o brasileiro como teste e acabará ficando de fora da briga. O Coritiba tem time para brigar no topo, resta saber se vai precisar disso.

CRUZEIRO: A grande máquina do primeiro semestre é alvo de atenção no segundo, deve perder jogadores na janela, mas também tem tudo para repetir atuações que encantaram. Só não acho que vá vencer, o Cruzeiro é time para liderar, passar muito tempo nos primeiros lugares e subitamente cair, deve ir pra Libertadores, mas campeão brasileiro eu não acredito, Cuca é um grande perdedor e o time sente momentos decisivos, vai chegar, mas não leva.

FIGUEIRENSE: Uma das grandes incógnitas do campeonato, o Figueirense me parece atrás do rival Avaí (os dois times devem travar um duelo particular), o que o condiciona até a um possível rebaixamento. Mas não acho a situação preocupante, tem time pior, alguns até com alguma expressão.

FLAMENGO: Não me convence, jogar pro gasto num campeonato carioca é uma coisa, num brasileirão é outra, o Flamengo não me demonstra bola para brigar no topo e parece sólido para não brigar embaixo, temos aqui um sério candidato a coadjuvante no ano de 2011.

FLUMINENSE: Podem duvidar de mim, mas acredito na possibilidade de o Flu ser bicampeão, com a chegada de Abel Braga o time só tende a crescer, o sonho da Libertadores é totalmente real, mas dá pra pensar é em levar o campeonato. Vou cravar, candidato ao título.

GRÊMIO: Considero o elenco do Grêmio muito limitado, o que dá até simpatia de ver que o time até chega, o trabalho de Renato Gaucho é muito bom. Resta saber se será suficiente para garantir uma vaga para Libertadores de novo, ano passado a conquista ficou por conta do treinador, esse ano vai? É difícil, mas imaginável. Campeão já acho demais, o objetivo é mesmo um bom quarto lugar.

INTERNACIONAL: O colorado tem o melhor elenco do Brasil e eu acredito no trabalho de Falcão. Ou seja, o Inter é candidato ao título de 2011, a derrota na Libertadores não foi uma completa má noticia, o time agora vai focar na competição que não vence a 32 anos, a torcida deseja essa conquista e convenhamos, melhor deixar Libertadores pra lá antes que vire rotina e matar a saudade de um bom brasileirão.

PALMEIRAS: O fim trágico dos sonhos do primeiro semestre parecem ter frustrado qualquer possibilidade no ano, mas o Palmeiras perdeu apenas três jogos em 2011, tem 70% de aproveitamento, é tão absurdo assim sonhar. Sonhar não, mas no concreto o time está atrás de outras equipes, se der tudo certo vai sonhando até o fim, se não tende a se concentrar na Sul Americana.

SANTOS: Principal candidato ao título, o Santos só não será favoritíssimo se vencer a Libertadores, ou seja, o ano deve ser de grandes conquistas. Claro que não agrado pela bola do Santos, mas candidato esse time é. A janela européia também é grande inimiga, mas pode ser aliada, pois a diretoria já está de olhos bem abertos às possibilidades no velho continente. Se minha vida dependesse da aposta de quem será campeão brasileiro em 2011, eu apostaria no Santos.

SÃO PAULO: Também sofrendo com um traumático final de primeiro semestre e atolado em problemas internos o São Paulo pode se complicar, por bobeira porquê no papel tem um timaço. A zaga é a mesma que foi o ponto alto do time nas conquistas mais recentes, Rogério Ceni ainda está lá, no meio Lucas e no ataque Luis Fabiano. É muita peça boa pra montar um bom conjunto, o problema é que peças boas só viram um bom conjunto caso bem operadas, Carpegiani e Juvenal superarão seus orgulhos para fazer isso?

VASCO: Candidato o Vasco é nesse brasileiro, mas também depende do desfecho na Copa do Brasil, caso campeão, não irá se dedicar tanto no segundo semestre. Caso não seja e a chegada de Juninho soe como esperado, posso garantir um Vasco muito competitivo esse ano, não sei se título, mas o Vasco deve estar na próxima edição da Libertadores, por qual caminho?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O time que não é

“Jogo contra o Barcelona seria o duelo do século”. Palavras do presidente santista Luiz Álvaro sobre a possibilidade de os dois times se encontrarem na decisão mundial no fim do ano.
            Fora a arrogância de ignorar que o peixe ainda precisa superar dois adversários para ser campeão da Libertadores e um adversário para enfrentar o Barcelona (lembrem-se do Mazembe), o técnico julgou o Santo como um fenômeno nacional, talvez comparável aqui com o que o Barcelona é na Espanha e na Europa. Uma grande bobagem.
            Se o time do Santos tem uma virtude é ser eficiente, é um time feio, brigador que está passando jogo após jogo na bacia das almas, a conquista do paulistão também teve muito disso e não é apenas um efeito Muricy, o time já era feio antes os tricolores carioca e paulista sempre terão jogos memoráveis sob o comando do treinador, o Santos ainda não tem. Lembrando que não duvido da capacidade do Santos de ser campeão de qualquer torneio que seja, inclusive o acho franco favorito no brasileiro (já que não aposto no time para a Libertadores), só não aceito nem suporto pessoas dizendo que o Santos é demais. Neymar tem sido demais, o time do Santos é feio e só. Uma possível vitória santista seria uma derrota para o futebol, como seria caso o glorioso esquadrão de Dunga tivesse ganhado a Copa do Mundo.
            Com a presença de Ganso e Robinho (que dava outra dinâmica ao time) e sob comando de Dorival, o Santos venceu um estadual e uma Copa do Brasil, depois disso, sem esses nomes (Ganso lesionado) o time nunca mais valeu a pena. Ficou para trás no brasileirão, fez um paulista apenas razoável, tendo sido o piro dos grandes na primeira fase e passa na bacia das almas em cada confronto na Libertadores, foi assim na fase de grupos, oitavas e quartas.
            A classificação do Santos diante do Once Caldas é mais uma prova disso, um empate chocho, com direito a pressão do rival e dentro de casa. Bonito é vencer? Tudo bem, então que essa seja a tônica do time, não a falsa verdade de que é um timaço. Nos minutos finais da partida de quarta, teve falta na entrada da área, escanteio, várias bolas paradas (lance que resultou no gol dos colombianos), será que Muricy tinha total consciência de que não era um perigo? Ou será que o time realmente sofreu a possibilidade clara de um segundo gol que o eliminaria?
            Portanto senhor presidente santista, menos, muito menos. Essa arrogância não costuma dar certo, vemos todo dia muita gente cair do cavalo com esse tipo de declaração. O Santos é, apenas, um time encaixado, que essa verdade seja lembrada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Campeões pelo Brasil

O domingo de muitos campeões pelo Brasil coroou de maneira mais significativa Cruzeiro, Santos e Internacional.
            Numa partida simplesmente horrorosa do Atlético-MG, o Cruzeiro conseguiu a vitória e confirmou seu favoritismo ao título que tinha sido colocado em cheque, o jogo para mim foi uma briga entre foi uma briga entre dois times amarelões para ver quem conseguiria entregar o título um para o outro, como o Atlético se esforçou mais e melhor conseguiu seu objetivo. Brincadeiras a parte, foi um jogo de pé frios, a garotada do Atlético claramente sentiu o momento, até estranho depois da boa partida que fizeram no primeiro jogo e o Cruzeiro, comandado por Cuca que mesmo após seu desequilibrado desabafo continua sendo um pé frio para mim, demorou demais para matar um jogo que se oferecia para ele o tempo todo. Com a possibilidade de ser dono do jogo, o Cruzeiro esperou Magno Alves perder um gol imperdoável para ir em busca do seu. São dois times que não estão prontos para serem campeões, mesmo o Cruzeiro jogando tanto quanto jogou no primeiro semestre, não o imagino campeão brasileiro e o Atlético vai precisar de reforços com experiência (e futebol, chega de medalhões) para sonhar em voltar ao topo do país quarenta anos depois.
            Em São Paulo deu peixe, completamente normal, o time de Neymar e Muricy é o melhor time do país, não por ser fantástico ou dar espetáculo, mas por unir o sólido comando do vitorioso treinador ao talento da molecada. Contra o Corinthians, que caiu de para quedas na decisão, o favoritismo era mais evidente e se cumpriu. Neymar, até então não havia sido central no campeonato, Elano era o principal nome, mas depois da semifinal e principalmente desse jogo contra o Corinthians o garoto se confirmou como o grande nome do título, cresceu no momento decisivo e levou o time ao título, é mesmo um garoto de potencial enorme e o principal jogador brasileiro em todo o mundo hoje.
            No sul, menos favoritismo, dois times que se equivalem (o que comprova o bom trabalho de Renato Gaucho, pois o Grêmio tem um elenco muito pior), e deu Inter, para salvar a pele de Falcão. Fundamental reconhecer o mérito do treinador que entrou no jogo em desvantagem, sofreu um gol que obrigava seu time a fazer três, mudou o time colocando Zé Roberto que foi o nome da partida, deu passe, fez gol e bateu o pênalti decisivo. Falcão nomeou Renan como o homem do título, o goleiro realmente surpreendeu e calou os muitos críticos que tem por aí (pelo menos por enquanto), mas quem decidiu realmente foi Zé Roberto. O jogo, como era de se esperar de um clássico tão equilibrado foi emocionante, o Grêmio abriu o placar, sofreu a virada e o terceiro gol que daria o título ao Inter, foi buscar o segundo gol que levou a decisão aos pênaltis e foi valente, tendo Victor defendido inclusive a cobrança de Damião.
            Parabéns Inter, Cruzeiro e Santos, sempre lembrando que nos últimos dez anos, apenas duas vezes o campeão brasileiro havia sido campeão estadual, então nada de favoritismo.

Seguem as minhas seleções dos campeonatos, com o melhor jogador do torneio em negrito:

PAULISTA: Rogério Ceni (São Paulo), Jean (São Paulo), Gustavo Bastos (Mirassol), Thiago Heleno (Palmeiras), Fábio Santos (Corinthians), Ralf (Corinthians), Arouca (Santos), Elano (Santos), Neymar (Santos), Kleber (Palmeiras) e Liedson (Corinthians). Técnico: Muricy Ramalho (Santos);

MINEIRO: Renan Ribeiro (Atlético), Marcos Rocha (América), Rever (Atlético), Victorino (Cruzeiro), Guilherme Santos (Atlético), Marquinhos Paraná (Cruzeiro), Henrique (Cruzeiro), Giovanni Augusto (Atlético), Montillo (Cruzeiro), Fábio Junior (América) e Thiago Ribeiro (Cruzeiro); Técnico: Dorival Júnior (Atlético)

GAÚCHO: Renan (Internacional), Suélinton (São José), Bolívar (Internacional), Léo (Cruzeiro), Gerley (Caxias), Fábio Rochenback (Grêmio), Bollatti (Internacional), D’alessandro, Douglas (Grêmio), Leandro (Grêmio), Leandro Damião (Internacional). Técnico: Renato Gaucho (Grêmio);

domingo, 15 de maio de 2011

Campeões pela Europa

A semana marcou decisões por todo o continente europeu, depois de Borussia Dortmund e Porto já terem garantido a taça em seus respectivos países, o Barcelona na quarta também assegurou o caneco, nenhuma novidade. No fim de semana foi a vez do Manchester, também pouca novidade, a equipe de Alex Ferguson surpreendeu, tendo sido tão sólida com um elenco menos estrelado que o do próprio time em temporadas passadas, agora ainda decide também a Liga contra o Barcelona, são mesmos os principais times do mundo no momento. O que torna a conquista dos mesmos uma noticia com menos atrativos, já sabíamos que iria acontecer e só esperávamos quando.
            O título do Barcelona foi título do melhor time do mundo, ainda que o Real tenha mostrado nessa temporada que finalmente pode fazer frente ao time de Messi e Guardiola, já elogiei e critiquei a postura do Barcelona em posts anteriores, mas esse título é apenas a “reconfirmação” daquilo que já sabíamos, o Barça está a frente dos demais e será ainda que perca a decisão para o Manchester no fim do mês. O Manchester é sólido, para mim tem menos time nesse momento até do que o próprio Real, mas é tão bem organizado quanto e se vale disso, por isso pode cometer a injustiça de derrotar o Barcelona. Na Inglaterra entretanto, não teve pra ninguém, o Arsenal sonhou, sonhou (como sempre faz) o Chelsea tentou sonhar mas não dava, o Manchester é sólido demais, não da sopa, faz o que precisa, tem a melhor dupla de zaga do mundo, um goleiro e um treinador lendário, além de Giggs que surge das cinzas em todo e qualquer momento decisivo para desequilibrar, como fez Rooney. Difícil contestar a vitória dos Red Devils.
            Na Itália deu Milan, uma surpresa um pouco maior já que o rossonero começou a temporada com um técnico sem experiência em grandes clubes e apostando fichas em jogadores que passavam por momentos turbulentos como Robinho, Pato e Ibrahimovic, os dois brasileiros se recuperaram ao longo da temporada, foram dois dos grandes nomes do time, mas o sueco desencantou, quando joga na Itália Ibrahimovic gosta de arrasar, foi assim também na Juventus e Inter. O Milan ainda apresenta limitações e precisa melhorar para competir de igual para igual na Europa, mas dentro de casa e valeu de uma temporada completamente inconstante da Inter que tem, na minha visão, um elenco mais qualificado e da falta de consistência dos resultados de Lazio e Napoli, dois bons times, em especial o napolitano que pecaram pela falta de experiência de seu elenco.
            Mas nenhum título foi mais emocionante e significativo do que o do Ajax, após várias temporadas vendo o rival PSV conquistando um tetracampeonato, vendo o Twente desbancando times grandes e após uma temporada com esses mesmos rivais na frente em quase todo o campeonato, com direito a goleada do PSV por 10 a 0 sobre o Feyonord e isolamento na liderança, após perder no meio de semana o título da Copa da Holanda para o próprio Twente, o Ajax desencantou, venceu hoje essa mesma equipe ascendente e garantiu o título mais importante na Holanda, emoção total dos milhares de torcedores fanáticos que choraram e vibraram a conquista de um título improvável e que não vinha a tanto tempo, parecia que a taça continuaria nas mãos de PSV ou Twente, que lideravam folgados a seis rodadas atrás, mas foi uma arrancada espetacular, seis vitórias nos últimos seis jogos e a grande coincidência, decisão justamente contra o vice campeão Twente, então líder precisando vencer e em casa, diante da torcida, onde o Ajax não perdeu em 2011. Tudo isso após perder Luis Suarez para o Liverpool e Emanuelsson para o Milan, tudo bem, o PSV também sentiu a saída de Affelay, aliás, só o PSV sentiu, o Ajax melhorou com a saída de seus ex jogadores, se tornou mais compacto e competitivo nas mãos de Frank de Bôer que ajudou a Holanda a ser vice campeã do mundo na África do Sul. Quem acompanhou o jogo, a vibração do time e da torcida em perfeita sintonia, viu os diversos torcedores em lagrimas ao final do jogo perceberam que não tem pra Barcelona, Manchester ou Milan, o fim de semana foi mesmo do Ajax.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Quarta feira quase sonolenta

Sentei ontem em frente à televisão com planos de assistir Once Caldas e Santos, já que se tratava da competição mais importante. Não consegui, fui rapidamente seduzido a trocar o canal e assistir Ceará e Flamengo, jogo muito mais interessante que o primeiro.
            Vejo constantemente não algumas, mas muitas pessoas simpáticas ao título do Santos, dizendo que Ganso e Neymar merecem, que é o time do momento, que isso ou aquilo, discordo veementemente de todas essas colocações. O futebol do Santos até agora na Libertadores está entre os mais fracos, dentre todos os times brasileiros que já caíram, é de longe muito pior que o de Cruzeiro e Inter por exemplo, no paulistão o Santos foi apenas o quarto na classificação da primeira fase, ou seja, a simpatia pelo peixe pode derivar da solidez, do fato de ser um time de chegada e que tem jogado o suficiente para superar as etapas que precisa para ser campeão, um time encantador ele foi apenas no primeiro semestre do ano passado. Simpatia eu tenho ao ver um Peñarol se reerguendo ou vários times com, talvez, menos expressão continental, espalhados por diversos países de toda a América do Sul competindo em pé de igualdade com brasileiros e argentinos pelo caneco, definitivamente, acho que o caráter democrático dessa Libertadores é um ganho para o futebol e um possível título de uma equipe tão sonolenta como a do Santos, uma perda. Ontem, depois de 90 minutos que só deixaram de ser sonolentos nos momentos em que o Once Caldas fez pressão, o Santos saiu vitorioso por 1 a 0, gol de Alan Patrik, ao Santos, apenas o gol pois o resto do jogo foi de domínio dos colombianos.
            A euforia em torno de Neymar e Ganso pode se justificar, caso se confirmem, serão os melhores jogadores que o Brasil teve em muitos anos, após uma geração dominada pelos quase craques Ronaldinho Gaucho, Kaká, Robinho, Adriano, Diego, entre outros, mas por enquanto a bola do Santos enquanto coletivo, enquanto equipe não justifica euforia alguma, caso seja campeão o Santos o terá sido por sua solidez, por estar compacto bem ao estilo Muricy Ramalho, nada de espetáculo ou time do momento.
            Jogo bom mesmo aconteceu em Fortaleza, não tanto pela questão técnica, onde foi apenas ok, mas pela vibração e tensão que tomou conta do gramado do primeiro minuto ao último incluindo o intervalo, quando jogadores do Flamengo partiram pra cima do arbitro e brigaram com policiais.
            O placar de 2 a 2 (Thiago Neves e Washington 2 vezes cada), me pareceu justo e a classificação do Ceará mais ainda, já que no conjunto dos dois jogos o Ceará foi melhor mesmo, os flamenguistas reclamaram em peso da atuação do arbitro Sandro Meira Ricci. A expulsão de Angelim foi preciosismo, mas o segundo gol que gerou a maior parte das reclamações foi absolutamente legal.Ao fazer 2 a 0 logo no inicio o Flamengo teve a partida nas suas mãos, tomou o primeiro gol ainda com onze em campo e o segundo na bola parada que seguiu o lance da expulsão, ou seja, o Flamengo não tomou dois gols por culpa do arbitro, tomou dois gols porque tem uma defesa vulnerável em bolas paradas, o prejuízo foi ter uma a menos pra correr atrás do terceiro gol.
            O Ceará enfrenta agora o Coritiba, que deixou cair sua invencibilidade perdendo pro Palmeiras por 2 a 0, não o suficiente para eliminar a vantagem de seis, mas pelo menos para acalmar os ânimos nos lados do Palestra Itália, com a eliminação de Palmeiras e Flamengo temos uma certeza, a Copa do Brasil 2011 terá um campeão inédito.
            A quarta feira também marcou o Barcelona campeão espanhol, não é nenhuma novidade, o empate contra o Levante foi um jogo de compadres sem nada de especial, já o título do Barça é incontestável.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A goleada do ano

            Quando um jogo entre dois times pareados termina em 6 a 0 para um deles, alguma coisa de muito anormal aconteceu. Na série A do campeonato brasileiro, não vejo nenhum time em condição de, na lógica, aplicar 6 ou mais em outro. O líder contra o lanterna em geral termina em 3 a 0 e olhe lá.
            Então o que aconteceu ontem no Couto Pereira? O massacre imposto pelo Coritiba ao Palmeiras só pode ser explicado dentro das circunstâncias do jogo. O Coritiba mostrou estar mesmo melhor que o Palmeiras e mais preparado para a conquista da Copa do Brasil, mas o placar só elástico só foi imposto por uma total permissão do próprio Palmeiras.
            O time paulista vinha completamente abalado pela eliminação do domingo para o maior rival, o Coritiba conquistou de maneira brilhante o estadual sobre os rivais e vinha empolgado. Onde tem liquido inflamável qualquer faísca é uma ameaça. O Coritiba faz um gol logo no inicio numa falha do goleiro Marcos, que não quis ou não conseguiu se esticar, o golpe foi sentido, o suficiente para que o Coritiba fizesse o segundo gol. Pronto, o jogo estava acabado.
            Como o juiz teimaria em mantê-lo até os 45 minutos do segundo tempo o Coritiba teve a chance de tocar bola e faze tantos gols quanto quisesse, entrava na área como queria, chutava de onde quisesse, o Palmeiras tinha desistido de jogar. 6 a 0 foi muito pouco e não serviu para o Coritiba mostrar que pode enfrentar qualquer time no Brasil, provavelmente ontem enfrentou o pior do ano. A derrota serve pro Palmeiras pensar no ano que vem já que esse ficou realmente difícil e pensar em reforços, o Palmeiras tinha um time sólido, mas com uma base formada por jogadores de qualidade absolutamente contestável, precisa que essa solidez seja composta por jogadores de qualidade, que dividam a responsabilidade em campo, pois Kleber está sobrecarregado e Valdivia joga pouco.
            Mas é impossível passar batido pela atuação de Marcos, eu poderia citá-lo como o eterno ídolo palmeirense, mas ele está colocando esse status em risco. Marcos teve uma atuação desastrosa, não pulou em três gols, sofreu oito finalizações e tomou seis gols. Marcos, como qualquer grande goleiro, é ídolo porque nos jogos difíceis, em que o time esteve muito mal, fez defesas milagrosas, elásticas que salvaram a pele da equipe, essa é a ingrata função do goleiro. Se Marcos não consegue mais fazer isso então é hora de parar. Para mim Marcos deveria continuar no atuando, mas contente com a reserva de Deola, não apenas por não estar mais nos seus melhores dias, mas porque o próprio Deola esta voando, muito bem no gol do Palmeiras. O grande erro foi de Felipão, ao lançar um jogador sem condições de jogo para um duelo decisivo contra um adversário forte, não era hora de isso acontecer, Marcos deveria ter sido lançado no final do jogo contra o Corinthians no domingo, pois ali, na decisão por pênaltis, ele podia fazer a diferença.
            O Palmeiras não tem elenco grande (e qualificado) o suficiente pra pensar muita coisa no Brasileirão, vai precisar de contar com nenhuma lesão e poucos cartões, difícil. O Coritiba pode fazer boa campanha no brasileiro, é incerto, mas com certeza tem toda a chance de ganhar a copa do Brasil, basta permanecer focado, sobre ontem, a muito pouco para falar de tática, foi quase um jogo de solteiros contra casados, sendo que um deles estava muito bêbado e mau dormido.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A volta e o fim da série

A confirmação daquilo que, com quase certeza já sabíamos, o Barcelona está na final da Liga dos Campeões 2010/ 2011, depois da vitória por 2 a 0 em Madri era difícil demais para o Real reverter. E olha que o Real foi valente e fez, provavelmente, seu melhor jogo nessa série de quatro contra o Barcelona.
            A série acaba com o saldo de três empates no tempo normal e uma vitória do Barcelona, o Real só não encara enorme freguesia para o rival por ter vencido a prorrogação da final da Copa do Rei, mas mesmo com aquela vitória a atuação de hoje foi melhor.
            Foi melhor em primeiro lugar porque o real deveria ter vencido, dessa vez sem que Mourinho estivesse perto para chiar o time foi realmente prejudicado pela arbitragem num lance capital, após encaixar boa arrancada, Cristiano Ronaldo sofreu foi calçado por Pique na entrada da área, seria falta não fosse a bola ter seguido até os pés de Higuain que, livre, marcaria o primeiro gol do jogo. O erro do árbitro não foi ter ignorado a vantagem e sim ter marcado outra falta... De Cristiano Ronaldo. Ao ser calçado por Pique o luso caiu sobre Mascherano, o que, segundo Frank Deblekeer, caracterizaria falta. Ridículo, nem discuto, um lance capital que prejudicou o Real, tivesse saído o gol o time merengue estaria durante boa parte do segundo tempo a um único gol da classificação, teria sido motivação extra e mudaria todo o cenário, a classificação do Barcelona, tão merecida como possa ser vai contar com esse infortúnio, não foi apenas Messi e os jogadores que superaram o rival, o juiz ajudou.
            O Real também foi prejudicado por não ter Mourinho a beira do campo a ironizar o no jogo de ida. Eu particularmente acho que se dá poder demais para os juízes, que expulsam qualquer um simplesmente por não terem gostado de algo que disseram, sou amplamente contrario a isso, até porque, eles, em geral, merecem umas ironias. Sem Mourinho vendo tudo de perto, as mudanças no time não saíram do trocar seis por meia dúzia, na enorme necessidade de fazer gols já na segunda etapa, Higuain foi sacado para entrar Adebayor, depois saiu Kaká para entrada de Ozil, não mudou nada no jogo a não ser as peças. Para mim a primeira mudança deveria já envolver a saída de Kaká, completamente apagado em campo, já acho que Ozil deveria ter começado, mas já que não começou (o que se mostrou um erro) deveria ter saído logo, pois nada somou, eu colocaria um atacante como o togolês ou Benzema no lugar do meia brasileiro.
            O Barcelona jogou dentro das suas características, manteve quase 70% de posse de bola, teve ainda mais paciência hoje, sabendo que já tinha uma vantagem e mesmo assim fuzilou o gol de Cassillas no primeiro tempo, o goleiro da seleção espanhola garantiu que seu time chegasse no intervalo com igualdade no placar. Messi não esteve presente o tempo todo, mas quando tocou na bola sempre construiu, já Villa fez realmente uma partida muito apagada. Valem destaque as atuações de Iniesta, o mais participativo do meio campo ganhando quase todas as bolas e pelo passe simplesmente indescritível para Pedro e a segurança da defesa, Mascherano fez ótima partida e Pique foi firme sem cometer os vacilos habituais, Puyol obrigou que Di Maria e Ronaldo trocassem de posição toda hora. Pedro também merece destaque, o positivo, ter feito o gol do Barcelona e ter participado com freqüência, o negativo, alguns passes errados e ter perdido uma bola muito boba no lance que resultou no gol de empate, eu insisto o que escrevi semana passada, a vaga de Pedro já deveria ser de Affelay. O último destaque vai para dois laterais esquerdos, Marcelo, que fez o gol após o belo lance e a falta de sorte de Di Maria, o ex Fluminense é, de longe, o melhor brasileiro da posição, não usá-lo como titular na seleção é uma temeridade. Enfim, destaque para a volta de Abidal, que nada mudou no jogo, mas depois da cirurgia tão delicada para retirar um tumor, a volta nesse jogo foi a cereja no bolo para a festa catalã.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O classico paulista

O clássico paulista de domingo foi decidido pelo juiz, sempre que o nome do arbitro é amplamente vinculado, alguma coisa ruim aconteceu ou acontecerá.  Era evidente que, depois da polemica do sorteio o nome de Paulo Cesar de Oliveira deveria ter sido retirado, não foi e ele fez uma arbitragem muito ruim. A bola do Corinthians entrou, discussão encerrada, mas Tite merecia expulsão tanto quanto Felipão, ficou na beira do gramado provocando o técnico alvi -verde o tempo todo, se todo mundo que reclama com o juiz e insinua um roubo fosse expulso não sobraria ninguém em campo. Danilo foi, na minha visão, expulso corretamente, estão dizendo por aí que força desproporcional deve ser sempre punida com cartão vermelho, mas Danilo não acerta Liedson, o contrario acontece, o “português” deixa as travas no joelho do zagueiro, deveria, no mínimo ter sido expulso também, esse lance surgiu logo após um soco de Ralf na cara de Kleber, chatíssimo, provocador, faz agressividade parecer raça, mas que levou um soco. Kleber é o jogador mais caçado do campeonato paulista, se ele revida, se ele provoca, seja la o que ele fizer, precisa ter marcada corretamente as faltas que sofre.
            Na bola, que foi a menos importante ontem o Palmeiras foi melhor mesmo com dez homens em campo, ganhou o meio durante quase toda a partida, não fosse a desvantagem numérica e a lesão do Valdivia dificilmente o time perderia, Valdivia já machucado saiu para entrada d um zagueiro, a armação ficou toda por conta do fraquíssimo Tinga, Cicinho, válvula de escape na direita também machucou, o técnico sai expulso, sem possibilidade enxergar o que fazer no jogo, deu tudo errado pro Palmeiras.
            Para mim o Palmeiras é mais time que o Corinthians não apenas pelo futebol que vem jogando, mas também porque tem mais jogadores de potencial, apesar de que na média geral o Corinthians tem um time inteiro de jogadores que não comprometem, ao contrário do alvi verde, mas há Valdivia, há Kleber, o muito eficaz Patrik que fez muita falta ontem no lugar de Tinga, Cicinho e Marcos Assunção, são todos jogadores que estão acima da média nas suas posições, o Corinthians tem, fora Liedson, um time inteiro na média, aliás, minto, como é decisivo esse Willian, já deve ser titular, pra desespero do Dentinho.