Mais que anunciadas as vitórias de Milan e Chelsea nos clássicos desse começo de semana no velho continente. Anunciadas pelas posturas das equipes durante a partida, pra quem assistiu aos jogos os resultados foram mais que naturais.
Segunda na Itália, Milan e Napoli duelavam pela ponta da tabela, se vencesse o time do sul da bota alcançaria o rossonero em pontos e a briga se tornaria ainda mais interessante. Mas nem o jogo chegou a ser tão interessante assim, não chegou a ser um massacre, mas foi uma vitória pra lá de incontestável. Ainda no 0 a 0 do primeiro tempo o Milan detinha a posse de bola e atacava sempre em bloco, Gattuso e Van Bommel faziam uma parede na altura da meia lua enquanto Abate e Jankulovsky apoiavam pelos lados e os atacantes Pato, Robinho e Ibrahimovic enchiam a área. Já o Napoli resistia como podia ao ímpeto do milanês e não tinha absolutamente criatividade para fazer a bola chegar da defesa pro meio e principalmente do meio pro ataque, fugiu até as características do ex- time de Maradona na atual temporada, um dos mais agradáveis de ver jogar na Europa, nessa segunda, contudo, foi só e me leve a sério, somente chutões pra frente, o pobre Cavani não tinha a menor condição de competir com as boas coberturas do monstruoso Thiago Silva.
No segundo tempo, logo cedo, um pênalti duvidoso deu a Ibra a oportunidade de abrir o placar, o sueco não desperdiçou e tornou tudo ainda mais fácil pro Milan que além de já dominar quase todos os setores do campo, ainda teve espaço pra atacar e especialmente contra atacar, de onde surgiram mais dois gols em belas jogadas de Pato. Na primeira chegou pelo lado da área e rolou pro meio como se bola pedisse, me escorem que será gol, na segunda numa bola lançada do campo de defesa, ganhou na velocidade de dois zagueiros, conduziu por toda a intermediaria e deu um chute de rara felicidade, golaço que dá moral para a convocação de quinta, praticamente mata o Napoli da chance de ser campeão e deixa o Milan com alguns dedinhos na taça.
Na terça em Londres, confronto que não valia exatamente a liderança, mas significaria muito, especialmente para o Chelsea que quer no mínimo uma vaga na liga dos campeões, já o Manchester queria continuar folgado na ponta. Outra vitória incontestável e mais uma vez o jogo foi para o intervalo com um placar enganoso, no caso, vitória parcial dos red devils com bonito gol de Rooney chutando de fora da área. Mas pouco antes do final do tempo, os números passaram pela tela da TV e notei o dobro de chegadas ao ataque do Chelsea (10 a 5) e também o dobro de chutes a gol (6 a 3).
E Peter Cech parecia mesmo não trabalhar, enquanto Van der Sar tomava sustos como quando rebateu uma balaço chutado por Lampard em cobrança de falta nos pés de Ivanovic. Contudo, o Chelsea ia perdendo, uma tragédia na situação atual, tratou então de brilhar a estrela de Ancelotti e do zagueiro brasileiro David Luiz que em uma de suas várias investidas ao ataque empatou o jogo num chute de bola rebatida. O técnico italiano então sacou um inoperante Malouda e pôs Zirchov pelo lado esquerdo e acertou ao tirar Anelka para por Drogba, nos jogos anteriores deixou a equipe com três centroavantes e pouquíssima criação, os dois substitutos foram fundamentais para a virada, primeiro Zirchov que sofreu um pênalti (bastante contestável, é verdade) convertido por Lampard, depois Drogba que segurou o time no campo de ataque mesmo nos minutos finais, nem permitindo que o Manchester esboçasse uma reação final, a expulsão de Vidic, completamente maluco só tornou tudo mais fácil, uma vitória justa de quem quis jogar futebol.
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