Não tem outra palavra, os jogos dessa terça-feira pela Liga dos Campeões foram dois verdadeiros passeios de Schalke 04 e Real Madrid sobre Inter de Milão e Tottenham respectivamente. Pelo lado do Real Madrid, apesar da elasticidade no placas, uma vitória tranqüila já era aguardada, o time sedento por um bom desempenho no torneio após 8 anos e com o melhor treinador do mundo havia de esquecer o campeonato espanhol já praticamente encerrado e não permitir outro tropeço em casa, não deu outra, 4 a 0 com dois gols de Adebayor, um de Di Maria e outro de Cristiano Ronaldo, pelo gol por sinal que contou com participação de Kaká, finalmente retornando após longos períodos ausente, num vai e volta interminável entre gramado e centro médico. É chover no molhado que o Real tem totais condições de ser campeão, se querem saber minha aposta, o título vai ficar mesmo na Espanha e ser decidido nas semifinais, mas, claro, é apenas uma aposta, não vejo nenhum dos clubes ingleses que protagonizaram o clássico amanhã em condições sequer próximas de Real e Barcelona, mas o campeonato é decidido em partida única, o que dá margem pra uma... Zebra.
Pelo lado do Schalke, uma classificação frente a Inter não era um objetivo impossível, os torcedores deviam imaginar um empate hoje ou uma derrota, desde que o Schalke balançasse as redes ao menos uma vez para então decidir na Alemanha, agora, o Schalke jogar em ritmo de treino, colocar a Inter na roda e golear em pleno Giussepe Meazza é demais, e aconteceu, foram impiedosos 5 a 2 e superioridade total durante os 90 minutos de partida. O jogo começou com um gol de Stankovic após saída errada do bom goleiro Neuer, com aqueles chutes de rara felicidade que o sérvio tem por hábito executar abriu o placar com segundos de jogo, os últimos de alegria para a torcida italiana, a partir daí só deu Schalke, até o empate e mesmo que Milito tenha colocado a Inter novamente em vantagem era claro o domínio de meio campo dos alemães, marcavam por pressão, fechavam a maioria dos espaços e ganhavam as divididas próximas ao circulo central para então atacar em bloco, o brasileiro Edu, o interminável Raul, Farfán e principalmente Jurado infernizaram a vida de Chivu (que terminou expulso de novo, já o havia sido contra o Milan), o brasileiro empatou ainda no primeiro tempo, no segundo completamente perdida a retaguarda italiana só desejava o fim da partida enquanto Raul fazia seu 70º gol na liga, o maior goleador da história do torneio, Ranocchia fez um contra e Edu marcou mais um. Até o começo da segunda etapa pode haver quem diga que era um jogão, lá e cá, mas mais pro Schalke, até é verdade, mas o domínio no segundo tempo foi tão enfático, foi tão massacrante, tão humilhante para a Inter que a partida de hoje será lembrada, o nome Inter ficará marcado por um dos grandes vexames que a Liga dos Campeões presenciou e Leonardo, depois de um jogo como esse, não tem jeito, balança no cargo.
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