sexta-feira, 29 de julho de 2011

Por motivo de viagem acabei passando mais de uma semana sem escrever no blog, assim, perdi os posts sobre a eliminação brasileira na Copa América e o título uruguaio. O post vem observar esses eventos para voltar a atenção ao campeonato brasileiro que finalmente parece ter começado a pegar fogo, o jogo entre Santos e Flamengo na ultima quarta feira foi sensacional, quatro golaços dois de Neymar e dois de Ronaldinho que mostraram o talento que o brasileiro realmente tem vontade de ver. Pareceu pelada de fim de semana? Pelada por pelada, prefiro essa do que as que costumamos ver por aí.
            Ma voltando ao torneio continental, o Brasil fez seu melhor jogo diante dos paraguaios, pressionou, insistiu e parou na falta de pontaria, pontaria tão falha que na disputa de pênaltis, após quatro cobranças, nenhum acerto. O que era pra ser a grande virada da era Mano no comando da seleção se transformou num dos maiores vexames que a seleção brasileira já viveu, impressionante, aonde foi parar a bola na cobrança de Elano?
              Mano Meneses fez o que precisava ser feito, o que o povo queria, tem esse mérito a seu favor para continuar no comando, mas fez um péssimo trabalho até aqui, não consegue tirar dos jogadores seu melhor jogo e a seleção, mesmo ofensiva, mesmo renovada, mesmo como deve ser, continua sem graça de ser vista e pior, não consegue resultados, o Brasil não venceu nenhuma boa seleção sob o comando de Mano, seja uma poderosa Holanda, uma reconstruída França, uma oscilante Argentina, ou um apenas razoável Paraguai. A saída de Mano seria uma opção sim, a permanência também, já que vai permanecer, vai ter que mudar muita coisa. 
            Brasil e Argentina não deram no coro, coube ao Uruguai assumir o favoritismo, já tinha escrito sob como é empolgante ver a seleção uruguaia, com limitações técnicas claras a celeste se vale da vontade dos seus jogadores, inclusive dos que realmente tem qualidade como Forlán, que se multiplica em campo de uma maneira impressionante, como se corresse e jogasse por seus companheiros que possuem menos qualidade que ele. O grande símbolo dessa conquista é mesmo Forlán, que decidiu a final contra os paraguaios fazendo dois gols, mas o craque da Copa América é Luisito Suarez, menos brilhante, mas mais regular, fazendo gols em praticamente todos os jogos.  O título uruguaio também coroa uma geração que tem além de Forlán e Suarez, Cavani, Lugano, Muslera e Loco Abreu, todos jogadores que merecem o gostinho desse título. Um título muito justo por sinal. 

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