O domingo de muitos campeões pelo Brasil coroou de maneira mais significativa Cruzeiro, Santos e Internacional.
Numa partida simplesmente horrorosa do Atlético-MG, o Cruzeiro conseguiu a vitória e confirmou seu favoritismo ao título que tinha sido colocado em cheque, o jogo para mim foi uma briga entre foi uma briga entre dois times amarelões para ver quem conseguiria entregar o título um para o outro, como o Atlético se esforçou mais e melhor conseguiu seu objetivo. Brincadeiras a parte, foi um jogo de pé frios, a garotada do Atlético claramente sentiu o momento, até estranho depois da boa partida que fizeram no primeiro jogo e o Cruzeiro, comandado por Cuca que mesmo após seu desequilibrado desabafo continua sendo um pé frio para mim, demorou demais para matar um jogo que se oferecia para ele o tempo todo. Com a possibilidade de ser dono do jogo, o Cruzeiro esperou Magno Alves perder um gol imperdoável para ir em busca do seu. São dois times que não estão prontos para serem campeões, mesmo o Cruzeiro jogando tanto quanto jogou no primeiro semestre, não o imagino campeão brasileiro e o Atlético vai precisar de reforços com experiência (e futebol, chega de medalhões) para sonhar em voltar ao topo do país quarenta anos depois.
No sul, menos favoritismo, dois times que se equivalem (o que comprova o bom trabalho de Renato Gaucho, pois o Grêmio tem um elenco muito pior), e deu Inter, para salvar a pele de Falcão. Fundamental reconhecer o mérito do treinador que entrou no jogo em desvantagem, sofreu um gol que obrigava seu time a fazer três, mudou o time colocando Zé Roberto que foi o nome da partida, deu passe, fez gol e bateu o pênalti decisivo. Falcão nomeou Renan como o homem do título, o goleiro realmente surpreendeu e calou os muitos críticos que tem por aí (pelo menos por enquanto), mas quem decidiu realmente foi Zé Roberto. O jogo, como era de se esperar de um clássico tão equilibrado foi emocionante, o Grêmio abriu o placar, sofreu a virada e o terceiro gol que daria o título ao Inter, foi buscar o segundo gol que levou a decisão aos pênaltis e foi valente, tendo Victor defendido inclusive a cobrança de Damião.
Parabéns Inter, Cruzeiro e Santos, sempre lembrando que nos últimos dez anos, apenas duas vezes o campeão brasileiro havia sido campeão estadual, então nada de favoritismo.
Seguem as minhas seleções dos campeonatos, com o melhor jogador do torneio em negrito:
PAULISTA: Rogério Ceni (São Paulo), Jean (São Paulo), Gustavo Bastos (Mirassol), Thiago Heleno (Palmeiras), Fábio Santos (Corinthians), Ralf (Corinthians), Arouca (Santos), Elano (Santos), Neymar (Santos), Kleber (Palmeiras) e Liedson (Corinthians). Técnico: Muricy Ramalho (Santos);
MINEIRO: Renan Ribeiro (Atlético), Marcos Rocha (América), Rever (Atlético), Victorino (Cruzeiro), Guilherme Santos (Atlético), Marquinhos Paraná (Cruzeiro), Henrique (Cruzeiro), Giovanni Augusto (Atlético), Montillo (Cruzeiro), Fábio Junior (América) e Thiago Ribeiro (Cruzeiro); Técnico: Dorival Júnior (Atlético)
GAÚCHO: Renan (Internacional), Suélinton (São José), Bolívar (Internacional), Léo (Cruzeiro), Gerley (Caxias), Fábio Rochenback (Grêmio), Bollatti (Internacional), D’alessandro, Douglas (Grêmio), Leandro (Grêmio), Leandro Damião (Internacional). Técnico: Renato Gaucho (Grêmio);
Nenhum comentário:
Postar um comentário