Não era mesmo difícil de imaginar o Barcelona campeão, sabíamos que é o melhor time do mundo atualmente, quer ganhe, quer não, sabíamos também que o Manchester era um dos poucos times com organização suficiente para derrotá-los, o que talvez não poderíamos imaginar é que o time catalão venceria o jogo com tamanha autoridade e superioridade, equivalente à diferença de qualidade existente entre os dois clubes.
O Manchester colaborou, começou a perder o jogo na escalação, a escolha de Valência no lugar de Nani foi um dos maiores erros que Alex Ferguson cometeu nesses quase 27 anos a frente dos diabos, o equatoriano (que incrivelmente foi contratado para substituir Cristiano Ronaldo), não tem nem metade da qualidade do português, esse sim substituto do outro luso, segundo melhor do mundo, ficou no banco nada menos que o jogador com o maior número de assistências na temporada pela equipe vermelha.
O Barcelona até começou pior o jogo, sendo encurralado por um Manchester que marcava adiantado e fazia valer para si as principais características do rival, a posse de bola e a marcação no campo do adversário, mas foram eles que abriram o placar, após passe genial de Xavi, Pedro só teve o trabalho de tirar a bola de Van der Sar, tranqüilo. Foi quando Rooney tentou aparecer e ofuscar o argentino, numa tentativa de um dia poder ser comparado ao melhor do mundo, buscou a bola na intermediaria, tabelou e chegou na frente do goleiro para empatar. O problema é que o inglês, apesar de grande jogador, não está páreo para Messi, num chute de esquerda já no segundo tempo o argentino resolveu e a partir daí começou o massacre, o Barcelona tomou o controle total do jogo e deitou e rolou pra cima do time inglês, fez (só) mais um gol, com Villa colocando no ângulo do goleiro holandês.
A despedida de Van der Sar não foi melancólica como podem apontar alguns, a diferença entre os dois times é clara, evidente, o Manchester não foi páreo, o Manchester tinha o fator tático para poder surpreender, mas o Barcelona também se encontrou em campo e o segundo gol animou o time azul grená, desmanchando o time vermelho. Claro, fica aqui uma homenagem à carreira brilhante do goleiro, seu encerramento é triste, mas num momento feliz do futebol, é bom ter Messi em campo. Foi uma atuação digna do Barcelona do imaginário popular, soberano e muito superior, isso nem sempre acontece, mas aconteceu quando precisava acontecer, não tem porque contestar o óbvio, o Barcelona tem hoje o principal time do planeta.
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