sexta-feira, 20 de maio de 2011

O time que não é

“Jogo contra o Barcelona seria o duelo do século”. Palavras do presidente santista Luiz Álvaro sobre a possibilidade de os dois times se encontrarem na decisão mundial no fim do ano.
            Fora a arrogância de ignorar que o peixe ainda precisa superar dois adversários para ser campeão da Libertadores e um adversário para enfrentar o Barcelona (lembrem-se do Mazembe), o técnico julgou o Santo como um fenômeno nacional, talvez comparável aqui com o que o Barcelona é na Espanha e na Europa. Uma grande bobagem.
            Se o time do Santos tem uma virtude é ser eficiente, é um time feio, brigador que está passando jogo após jogo na bacia das almas, a conquista do paulistão também teve muito disso e não é apenas um efeito Muricy, o time já era feio antes os tricolores carioca e paulista sempre terão jogos memoráveis sob o comando do treinador, o Santos ainda não tem. Lembrando que não duvido da capacidade do Santos de ser campeão de qualquer torneio que seja, inclusive o acho franco favorito no brasileiro (já que não aposto no time para a Libertadores), só não aceito nem suporto pessoas dizendo que o Santos é demais. Neymar tem sido demais, o time do Santos é feio e só. Uma possível vitória santista seria uma derrota para o futebol, como seria caso o glorioso esquadrão de Dunga tivesse ganhado a Copa do Mundo.
            Com a presença de Ganso e Robinho (que dava outra dinâmica ao time) e sob comando de Dorival, o Santos venceu um estadual e uma Copa do Brasil, depois disso, sem esses nomes (Ganso lesionado) o time nunca mais valeu a pena. Ficou para trás no brasileirão, fez um paulista apenas razoável, tendo sido o piro dos grandes na primeira fase e passa na bacia das almas em cada confronto na Libertadores, foi assim na fase de grupos, oitavas e quartas.
            A classificação do Santos diante do Once Caldas é mais uma prova disso, um empate chocho, com direito a pressão do rival e dentro de casa. Bonito é vencer? Tudo bem, então que essa seja a tônica do time, não a falsa verdade de que é um timaço. Nos minutos finais da partida de quarta, teve falta na entrada da área, escanteio, várias bolas paradas (lance que resultou no gol dos colombianos), será que Muricy tinha total consciência de que não era um perigo? Ou será que o time realmente sofreu a possibilidade clara de um segundo gol que o eliminaria?
            Portanto senhor presidente santista, menos, muito menos. Essa arrogância não costuma dar certo, vemos todo dia muita gente cair do cavalo com esse tipo de declaração. O Santos é, apenas, um time encaixado, que essa verdade seja lembrada.

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