Enquanto a Copa do Brasil se desenrolava em vários gramados pelo Brasil, todos tentando um lugar na Libertadores 2012, a própria reeditava a final de 2009 em Sete Lagoas. Foi o jogo que escolhi assistir na noite de quarta, o mais especial e foi mesmo muito especial.
Um baile, um atropelo, uma verdadeira humilhação marcou a estréia de Cruzeiro e Estudiantes no torneio continental desse ano nada menos que 5 a 0 para os mineiros, definitivamente fora o baile. Foi a vitória de um time muito bom sobre um time muito ruim, singular no esporte. O Estudiantes não é ruim, longe disso, é campeão do Clausura argentino no final de 2010, continua com uma base forte de jogadores, muitos dos quais venceram a competição no Mineirão em 2009, e tem condições de ir longe. Mas o Cruzeiro passeou, brincou em campo enquanto marcava gol após gol, dois de Wallyson, um deles no primeiro minuto de jogo, dois de Montillo, um deles será candidato a gol mais bonito da Libertadores 2010 com toda certeza, um de Roger, fora o chapéu de calcanhar que ele deu nos minutos finais do primeiro tempo.
Quer uma explicação para a sapatada? É simples, o Cruzeiro tem um time muito bom, seriamente candidato ao troféu e estava numa noite impossível, coincidindo com uma noite terrível dos argentinos (a exceção de Montillo), foi a noite que numa bate rebate na área a bola pinga pro lado, bate na barriga de um cruzeirense e entra, foi a noite em que Verón não acertou tanto nas bolas paradas e os chutes do Estudiantes passavam apenas perto, nunca no alvo, foi o jogo que o Cruzeiro trocou passes a vontade, avançou, usou com excelência dos contra ataques, marcou bem e a noite em que a defesa do Estudiantes estava completamente atordoada. O estranho não é o Cruzeiro jogar tão bem, é o Estudiantes jogar tão mal.
O cruzeirense obviamente se sente de alma lavada, vingou a derrota de dois anos atrás que ficou marcada na história do clube, mas eu iria com mais calma, o troféu de 2009, o quarto do Estudiantes continua lá, o desse ano continua em disputa e lembrem-se que em 2009 os dois times estrearam um contra o outro no Mineirão com vitória de 3 a 0 do Cruzeiro, Kleber entrou, estreou, fez dois gols e foi expulso, no final os argentinos sorriram. Não é hora de se entusiasmar, mas continuar seguindo esse ritmo que pode permitir ao time mineiro sua terceira Libertadores.
Não acompanhei absolutamente nada do empate do Inter, mal posso comentar, sei que sofreram o empate aos 49 do segundo tempo, de bola parada numa falta infantil de Guiñazu e uma saída infeliz de Lauro. Não vi a partida, nela não posso destacar nada, sei que o Inter precisa parar com o revezamento de goleiros, não é possível que Abbondazieri, Lauro, Renan e Muriel não sirvam, todos tem algum peso, nenhum serve, ridículo. Enquanto um deles não tiver sequência, nenhum vai bem, todos vão parecer não merecer, mas o Inter também é candidato a repetir o feito do ano passado.
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