Em ordem cronológica o último grande clássico do dia foi realizado entre Brasil e Argentina no sul- americano sub 20 no Peru, até hoje ainda não tinha dado atenção, pelo menos no blog, ao torneio, por duas razões, o futebol profissional estava voltando e decidi priorizá-lo e porque quando se trata de garotos, sempre é cedo para se fazer análises, mesmo com o término encaminhado, fica muito difícil fazer corretamente uma perspectiva de que geração Brasil, Argentina ou qualquer outra seleção vai mandar a campo nos próximos anos e que jogador se destacará mais ou menos.
Dá pra apostar em Neymar, que mesmo tendo completado 19 anos a dois dias já é uma realidade e sob o comando do santista a seleção brasileira vinha nadando de braçada nesse sub 20, até ontem. O Brasil empolgado enfrentou uma Argentina preocupada, uma derrota podia significar o fim da ambição de disputar os jogos olímpicos mesmo sendo a atual campeã, muito parecido com o que já tinha acontecido no Pacaembu mais cedo. A geração brasileira nesse sub 20, não digo nem só pelos jogadores, mas principalmente pelo time que foi formado com esses jogadores, é muito superior, a seleção brasileira tinha totais condições de obter uma vitória até tranqüila mas dois pecados foram fundamentais, a afobação no momento em que a partida se desenhou mais pra seleção canarinho e a expulsão de Juan logo aos 5 minutos.
Numa bola despretensiosa dos hermanos na área o zagueiro brasileiro se deixou levar pelo nervosismo e deu uma cotovelada no argentino, pênalti claro e cartão vermelho para ele, com a penalidade convertida a Argentina praticamente iniciava a partida com vantagem no placar e um jogador a mais. O que poderia ter se tornado um jogo amplamente favorável aos nossos vizinhos acabou se tornando uma partida brasileira, um pouco ansiosos, mas mais talentosos o Brasil dominou o jogo e ignorando as vantagens do rival massacrou durante boa parte do jogo até o belo gol de William, um corte em velocidade, um belo chute e a partida estava de novo em nossas mãos.
Seria possível até uma virada não fosse outro vacilo colossal da defesa, numa bola ao chão a bola chegou aos pés de Iturbe, o mais recente “novo Messi”, que pegou a bola, deixou os zagueiros pra trás e tocou na saída de Gabriel. A vantagem, quando o jogo já se encaminhava para o final deixou a Argentina mais confiante e derrubou de vez os meninos do Brasil. Vitória que coloca os argentinos novamente no páreo, um ponto atrás do novo líder Uruguai e do próprio Brasil, vitória que nos tira da primeira colocação para a seleção celeste como já foi dito. A briga para ir a Londres vai ser de arrepiar, as vagas para o mundial já estão praticamente definidas. Dos seis times nesse hexagonal, cinco vão jogar o mundial da categoria na Colômbia, com três derrotas o Chile já praticamente encerrou suas qualquer chance e a Colômbia por ser o país sede, já tem vaga garantida. O Chile, aliás, é intruso nesse hexagonal, mesmo tendo vencido a Venezuela no confronto direto que eliminou a seleção lilás e deu vaga aos chilenos tem uma seleção bem mais fraca e menos promissora, antigamente o saco de pancadas da América do Sul os venezuelanos formaram um time razoável, mas com grandes promessas, especialmente Orozco, já contratado pelo Wolfsburg na janela de janeiro, autor do gol mais bonito da competição e um dos grandes nomes que esse mundial revelou.
Na parte de cima, além da Colômbia, que vai ao mundial, mas está praticamente fora da Olimpíada, Uruguai, Brasil, Argentina e Equador, também duelarão pelo gostinho de além de ir à Colômbia, também visitarem Londres e tentarem a chance de trazer uma medalha de ouro para casa. Eu aposto que o Brasil estará lá e se Iturbe, que começou a competição muitíssimo discreto continuar fazendo a diferença como fez nas duas últimas partidas, a Argentina tem totais chances de também conseguir uma dessas duas vagas.
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