sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Libertadores, segunda rodada

            O Grêmio já não havia feito partida tão boa assim contra o Oriente Petrolero na sua estréia no Olímpico, de madrugada contra o Júnior Barranquilla da Colômbia repetiu atuação contestável que dessa vez lhe rendeu uma derrota, uma porque não jogou mesmo parar vencer e segundo porque o time colombiano tem mesmo bola para vencer o Grêmio dentro de casa, em Porto Alegre a coisa deverá ser diferente.
            Os gremistas abriram o placar logo no começo com Borges, que parece estar se firmando no time titular, mas levou pressão durante todo o primeiro tempo, o Júnior foi dono do jogo, do meio de campo e das movimentações de ataque, tanto que empatou, Hernandez, o marrento e muito bom de bola meia recebeu bola, bateu cruzado tirando de Vitor. No segundo tempo a virada foi um golpe fatal, a partir daí esforço não faltou, o problema foi competência mesmo, a grande chance foi numa belo chute de Rodolfo do campo de defesa que surpreendeu o goleiro adiantado e passou por cima.
            O Grêmio continua favorito à liderança do grupo, perder em Barranquilla não é uma tragédia, os colombianos são mesmo surpreendentes, mas o time gaúcho deixa certa decepção pra mim até agora, eu esperava pelo menos mais futebol dos gremistas num grupo tão mais fraco quanto outros, para mim todos os adversários do grupo são mais fracos que os que o Fluminense tem tido o dever de enfrentar, ou seja, ainda que o tricolor carioca esteja entrando numa situação complicada, não é uma decepção muito maior que o próprio Grêmio, que também teria trabalho contra América- MEX, Nacional e Argentino Juniors.
            A situação do Fluminense ainda não é uma calamidade, pode se tornar em caso de derrota para o América, mas o detalhe desse grupo que pouca gente observou é que é um grupo equilibrado, qualquer equipe tem condição de vencer a outra em qualquer lugar, as equipes comandadas por Muricy são geralmente fortes fora de casa, foi assim que o Fluminense fez um diferencial para conquistar o título do ano passado e não vejo como missão impossível uma vitória contra o América lá no México que trocaria a situação de “desastrosa” para “heróica”, caso aconteça, os tricolores serão novamente agraciados com o apelido time de guerreiros e se falará do episódio como um feito. Não deixará de ser, mas afirmo ser perfeitamente possível uma vitória tricolor lá, assim como fez o Flamengo em 2008, vencendo com folga o compromisso na América do Norte, e sendo eliminado com um vexame no Maracanã.
            O Fluminense precisa melhorar, Fred tem feito muita falta à equipe, Rafael Moura joga sozinho e sobrecarregado e não vai conseguir desequilibrar sempre, não é esse tipo de jogador, o meio de campo está pior principalmente pela má fase de Conca, discreto demais nas últimas partidas e a defesa está longe de ser um ponto forte como foi ao longo de todo o campeonato brasileiro, a bola parada preocupa, vide os dois gols sofridos contra o Argentino Junior de cabeça por um rapaz de 1,60m. Muricy tem uma semana para trabalhar para o jogo no México, a viagem é desgastante sim, mas tempo é tudo o que o comandante sempre pediu, dessa vez ele tem, poderá preparar um esquema defensivo mais eficiente, exigir de Conca uma postura mais decisiva e aguardar o retorno de Emerson já que a situação de Fred segue incógnita.
            Para melhorar, o Fluminense deveria observar o Inter, que já havia feito partida razoável mesmo na altitude de Quito, mas sem altitude como em Porto Alegre o time massacrou, 4 a 0 diante do Jaguares, dois gols de Bollatti, mais um dos inúmeros acertos de contratação do Inter, jogador que disputou a copa do mundo e estava aguardando a oportunidade de sair da Argentina, poderia ter sido para a Europa, mas o Internacional chegou antes, méritos para a diretoria do clube, que não economiza quando precisa e gastando, faz cada vez mais dinheiro, cria um time competitivo e tem sua marca cada vez mais respeitada no cenário nacional e Internacional.
            O sucesso dos cartolas do Inter não significa que esse time triunfará, vai ser tudo muito mais difícil que no ano passado quando Celso Roth pegou um time na semifinal e conduziu ao título, o treinador, aliás, é o ponto fraco do time, perdedor de carteirinha, Celso Roth segue vaiado pelos colorados, inventa posições para os jogadores (como colocar Guiñazu de armador, um suicídio), e é cauteloso demais, para não dizer retranqueiro, elenco o colorado já tem, condições o clube tem de sobra, eu só continuo duvidando da capacidade do Professor Pardal dos pampas de fazer um trabalho a longo prazo... que resulte em título, claro.

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